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Criatividade e preocupação ambiental marcam projetos da 6ª edição da Ficiencias

A criatividade tem um poder enorme para transformar o mundo. E é na mente dessa geração de jovens que ideias e iniciativas nascem e só esperam um impulso para ganhar vida. Exemplos de iniciação científica foram vistos claramente na Ficiencias, realizada em Foz do Iguaçu (PR).

Em sua 6ª edição, a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias reuniu mais de 140 trabalhos feitos por estudantes brasileiros, paraguaios e argentinos. Cada projeto é especial, entretanto alguns chamam a atenção pela preocupação ambiental.

Inseticidas Naturais

O uso de agrotóxicos nas lavouras é extremamente preocupante. Ele é prejudicial não só para as culturas, mas também para a população que consome o produto final. Observando esse quadro, duas estudantes da cidade de Pinhão, no interior do Paraná, desenvolveram uma pesquisa que tinha como foco encontrar inseticidas naturais que pudessem substituir os agrotóxicos. Pâmela Weber e Valéria Macedo contam como começaram a elaborar o trabalho, e como os professores apoiaram.

“A gente começou ver na Internet várias publicações sobre doenças como o câncer, sendo gerado por agrotóxico e intoxicações alimentares. Então resolvemos ir atrás e pesquisas sobre uma alternativa. A gente pesquisou bastante e usou cada um para repelir um inseto diferente. A gente não usou nada já industrializado e tentamos achar coisas 100% naturais.”

Tratamento de Chorume



O descarte correto do lixo também é um tema em evidência. Mas, além da preocupação com a destinação correta desse material, é preciso tomar cuidado com o chorume gerado pelo lixo. Foi essa a reflexão do estudante Vinícius Rocha, de 17 anos. Estudante do Instituto Federal do Paraná de Jaguaraíva, ele apresentou um projeto que trata o chorume a partir de um sistema mecânico e restos de construção civil.

“A gente pensou no problema do chorume porque em minha instituição temos o curso de Biotecnologia, e dentro desse curso conseguimos abranger muitas coisas dentro do ambientalismo, saúde… e visando um problema (que era o descarte incorreto de chorume), pensamos em criar esse protótipo para poder ter um melhor descarte desse chorume sem prejudicar a saúde das pessoas que venham a utilizar a água desses rios onde são descartados incorretamente esse chorume. Primeiramente nos baseamos na literatura, onde buscamos artigos que envolviam tipos de filtros, problemas que podem ser encontrados dentro do chorume e dentro dos resíduos civis. Então conseguimos, com essas pesquisas, chegar até este protótipo aqui”.

Tijolo de Sacaria



Ainda no ramo da construção, outros dois estudantes de Cambé (PR) pensaram em uma alternativa que substituísse o tijolo convencional, que é queimado e emite gases prejudiciais ao meio ambiente. No caso de Thiago Ferraz e Wesley Augusto dos Santos, o tijolo é produzido a partir de restos de sacaria e barro. Uma mistura mais resistente do que a comum.

“A nossa região foi muito exportadora de café, então as sacarias eram jogadas fora. Então a gente pensou em uma maneira de reaproveitar ela, já que tem fibra vegetal. A gente fez testes em uma pressão hidráulica manual e ele teve bem mais resistência. O tijolo convencional quando cria uma rachadura tende só a aumentar, mas esse tijolo, como tem fibra, se criar uma rachadura vai ficar só naquela rachadura.”



O trabalho também foi apresentado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e um dos professores deve levar essa ideia para um seminário na África do Sul.

Bucha Biodegradável

Alguns detalhes podem até parecer sem importância no dia a dia, mas basta um olhar diferente para perceber que as mudanças ambientais acontecem nessas pequenas atitudes. Foi esse o pensamento da estudante Mariana Faria de 17 anos, de Londrina (PR), que elaborou um bucha biodegradável feita a partir das fibras da planta conhecida como espada-de-são-jorge.

“Eu olhei na minha casa mesmo e vi que a bucha é algo que polui, que quando queimada emite uma fumaça tóxica, e não é biodegradável. Então aí tínhamos um problema. Como hoje em dia a proposta é sustentabilidade, eu procurei mudar alguma coisa no meu dia a dia. Eu tive que testar a bucha para ver durabilidade e como ela vai indo. Procurei outros tipos de fibra e agora mandamos elas para testes de resistibilidades. Ainda está em processo de desenvolvimento.”

A professora orientadora Alda Cristina ressalta o sentimento em encontrar alunos dispostos a fazer ciência.

“Eu acho muito bacana porque não só para ela, mas para os outros da escola, eles conseguiram ver que é possível. Muitos pensam que fazer uma pesquisa é coisa de cientista, tipo Einstein. Mas eles viram que não. Desde que a gente tenha ideia e boa vontade, a gente consegue. Eles tem muitas ideias bacanas, e eu acho que isso foi maravilhoso.”

Grande parte desses trabalhos ainda está na fase inicial. Entretanto, os alunos já tem a consciência de que é preciso espalhar essa ideia para que pessoas ou empresas possam investir nos projetos. Inovadores e importantes eles são. Agora é desejar boa sorte para cada um deles e esperar que essas ações ajudem a mudar o mundo.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro

Itaipu entrega viaturas à Polícia Ambiental Força Verde

O importante trabalho desenvolvido pelo Batalhão da Polícia Ambiental Força Verde (BPAmbFV) no Oeste do Paraná acaba de ganhar um importante reforço em sua frota. Oito viaturas novas, do modelo pick-up Amarok, foram doadas ao órgão que atua na defesa e preservação da fauna, flora e demais recursos naturais da região.

A entrega faz parte de um convênio celebrado pela binacional e a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp). O acordo foi assinado em 2015, com vigência até 2020. De acordo com o diretor financeiro executivo da Itaipu, Marcos Vitório Stamm, essa parceria é fundamental:

“Demonstra exatamente o compromisso que a Itaipu tem com a sustentabilidade e com as ações em prol do meio ambiente. Esse trabalho realizado com a equipe da Força Verde reflete o espírito e compromisso da Itaipu com a sua missão, que é a preservação do meio ambiente. Quando nós falamos em Itaipu não falamos apenas em geração em energia. Nós falamos em compromisso e missões, e isso se faz através de ações concretas como essa”.

O diretor administrativo da Itaipu, Marcos Baumgärtner, reforçou a importância da Força Verde e também da Polícia Federal para a proteção do reservatório de Itaipu e de suas margens, no lado brasileiro.

“A Força Verde é uma das forças de grande importância porque não cuida só da segurança. Ela cuida da questão ambiental que é mais importante. Então, para nós essa parceria é fantástica porque temos uma área muito grande de proteção e o próprio lago deve ser protegido porque precisamos de qualidade dessa nossa água”.



Já o comandante da Força Verde, tenente-coronel César Lestechen Medeiros, lembrou da importância da preservação ambiental do lago e seu entorno, além de explicar como as novas viaturas serão utilizadas:

“Elas (as viaturas) vão ser empregadas aqui na área do Lago de Itaipu e o seu entorno, fazendo toda a parte de fiscalização ambiental e cuidando desse bem maior que é o nosso meio ambiente. Essas viaturas vão substituir a frota que já está um pouco antiga e dando um controle e qualidade melhor de policiamento ambiental aqui para a região. Somos responsáveis por cuidar de 7% do que sobrou de mata ainda no Paraná. Então o policiamento ambiental está em cima disso para manter e preservar essa natureza para as futuras gerações. Uma coisa que sempre digo é que cortando uma árvore vai secar uma nascente e sem água não há uma população que sobreviva.”

O Batalhão da Polícia Ambiental Força Verde (BPAmbFV) atua em 93 municípios, com quatro companhias. O efetivo é de 575 policiais militares ambientais.

(Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

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