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Estudantes da Bahia testam papel como opção de adubo na agricultura

As feiras de ciências, que tradicionalmente são promovidas nas escolas, podem resultar em ótimos projetos. É o caso da iniciativa “Reutilização de livros antigos como adubo para o plantio”, desenvolvida por três estudantes do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, em Guanambi (BA).

Localizado no sudoeste baiano, o município enfrenta sérios desafios em relação ao fornecimento de água para a manutenção da agropecuária e ainda não possui coleta seletiva. A partir da vivência dos integrantes do grupo, que moram na zona rural, e visando dar uma destinação correta aos livros velhos da escola, os estudantes iniciaram as experiências utilizando diferentes tipos de grãos como exemplo.

A professora Débora Andrade Paes, orientadora do projeto, conta como surgiu a ideia do projeto:

"Juntamente com os alunos, pensamos em alguns projetos para serem apresentados na feira do colégio, e um trio de alunos me sugeriu essa ideia de fazer alguma coisa com papel. Pensaram nessa ideia de fazer o papel adubo. Pesquisei para ver se tinha alguma coisa a respeito. Não achei muita coisa sobre o assunto. Aí começaram a pesquisar mais sobre o assunto. Assim começou o projeto".

De acordo com a estudante Jéssica Silva dos Santos, que, ano passado, estava no 3º ano do ensino médio, um dos principais desafios foi superar o medo da planta ser atacada por fungos e insetos. Porém, na comparação entre uma planta com e outra sem o adubo de papel, a que estava sem o papel teve fungo, formiga e bactérias nas folhas. Mas a que estava com o adubo não, porque a celulose do papel inibiu o crescimento dos fungos e não deixou formigas e lagartas chegassem na planta.

Além disso, foi necessário testar várias quantidades de papéis utilizados na germinação das sementes até encontrar a quantia certa que não sufocasse o grão. Outro resultado apresentado pelo grupo, foi que a planta fica úmida por mais tempo. Ao final da experimentação, os alunos constataram que esse tipo de adubo pode se tornar uma opção de destinação correta para papéis velhos sem alterar as caracteristicas originais da planta.

Além de apresentar o projeto na feira estadual, a pesquisa foi inscrita no Desafio Criativos da Escola, iniciativa que busca estimular educandos e educadores de diferentes áreas no engajamento e na atuação em suas comunidades. A professora Débora Andrade, explica a importância desse tipo de premiação:

"Eu achei bastante válido, até para agilizar o trabalho dos meninos. Eles se sentem mais valorizados e percebem que aquilo que desenvolveram na sala de aula, em casa, pesquisando. Eles fazendo ciência, descobriram algo novo e está sendo exposto e valorizado por outras pessoas. Então é realmente significativo essa exposição e esse retorno que estamos recebendo".

As inscrições para a segunda edição do Desafio Criativos da Escola já estão abertas. Os interessados podem enviar até 18 de outubro os seus projetos pelo site www.criativosdaescola.com.br.
Última modificação em Quarta, 30 Novembro 2016 12:36
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