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Foz do Iguaçu (PR) vai receber simpósio sobre gerenciamento de resíduos agropecuários e agroindustriais

Toneladas de resíduos são geradas todos os anos nas atividades da agroindústria e agropecuária. Além do impacto ambiental, o descarte inadequado deste material pode representar um imenso desperdício de matéria-prima. Os dejetos animais, por exemplo, podem ser transformados em biogás e biofertilizante. Já cinzas de cascas de arroz podem ser utilizadas na fabricação de tijolos.

Para discutir os avanços do conhecimento na área de gestão, tratamento e uso destes resíduos como fertilizante, entre os dias 9 e 11 de maio será realizado em Foz do Iguaçu (PR) a quinta edição do Simpósio Internacional sobre Gerenciamento de Resíduos Agropecuários e Agroindustriais (Sigera).

O evento é bianual e promovido pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA). O simpósio conta ainda com o apoio da Embrapa, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás) e do CNPq.

De acordo com um dos membros da comissão organizadora, o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, o Sigera busca internalizar a cultura de manejo dos resíduos agropecuários e agroindustriais na ciência brasileira e internacional, além de sensibilizar a sociedade para a importância do tema:

“(Precisamos) fazer com que a ciência brasileira interaja com as outras ciências, seja ela latina ou mundial, para trocarmos informações porque assim os avanços serão mais rápidos e vamos gastar menos tempo e dinheiro com isso. O evento tem esse caráter científico, mas isso não quer dizer que pessoas que trabalhem numa indústria ou empresa não façam parte do público que o Sigera gostaria de ter. Muitas vezes as pessoas têm perguntas de seu dia a dia, que vendo uma apresentação ou palestra, terá a resposta, assim como terá a oportunidade de conversar com especialistas e tirar suas dúvidas e voltar para sua empresa e aplicar aquilo prontamente. Como também é o público nosso o pessoal que trabalha em extensão rural, que é um canal direto com o produtor. Então ele pode ver o que tem de mais avançado e já está validado para ser prontamente utilizado, e levar isso para o seu público no dia a dia.”



Palhares também comentou que o nível de tratamento dos resíduos nas propriedades rurais brasileiras ainda é muito baixo, o que também se constata em outros países, e que sua principal destinação é para o uso como fertilizantes, cuja aplicação nem sempre é realizada da maneira adequada:

“O principal uso desses resíduos é como fertilizante. Tanto nos restos vegetais, como nos dejetos animais, o nível de tratamento ainda é muito baixo no Brasil, o que não difere muito do que é feito no restante do mundo, porque é o tipo de manejo mais simples e de menor custo a ser feito. O que ainda temos no Brasil e temos observado bastante é que muitas vezes esse uso não é feito da forma tecnicamente mais adequada. Aplicar o resíduo como fertilizante não é simplesmente jogar alguma coisa no solo. É dispor alguma coisa no solo considerando alguns preceitos técnicos. Muitas vezes o produtor ou o colaborador da fazenda ou empresa não tem esse conhecimento. Então o solo acaba muitas vezes sendo um sumidouro e daí, isso feito sem controle, teremos problemas de contaminação da água, do solo e do ar. Na parte da agroindústria, você acaba tendo uma mão-de-obra de maior qualificação, com grau de instrução maior e as agroindústrias já estão inseridas na área urbana, então tem uma série de legislações que tem que respeitar. Então faz com que as agroindústrias tenham sistemas mais controlados e com manejo mais avançados.”

O pesquisador também comentou sobre a posição do Brasil dentro do temática em relação a outros países do mundo:

“Na questão da América Latina, o Brasil é o grande expoente. Somos o país que tem a maior cultura científica em pesquisas com manejo de resíduos agropecuários e agroindustriais, principalmente na parte da suinocultura. Temos o maior repositório de trabalhos já feitos no Brasil e somos a grande referência para os países latino-americanos. Na questão de bovinos, nós temos Argentina, Chile e Uruguai que também têm pesquisas bem avançadas. Já Estados Unidos e Canadá tem uma posição mais adiante que nós. Isso se explica não só por serem países que tem mais recursos financeiros para aplicar em pesquisas, mas também porque têm um histórico de legislações e cobranças muito maior do que nos países da América Latina. Então faz com que estejam em estágios mais avançados. Ou mesmo na Europa, que também tem uma história de pressão social por um manejo desses resíduos, a questão de poluição dos solos. Isso já um fator bem histórico na Europa e faz com que estejam mais avançados.”

O prazo para a inscrição de trabalhos científicos encerra no dia 20 de janeiro e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site sigera2017.sbera.org.br.
Última modificação em Quarta, 01 Fevereiro 2017 13:44
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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