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WRA no Show Rural 2017

A sustentabilidade na agricultura foi um dos destaques do Show Rural 2017. Foto: Divulgação

Entre os dias 6 e 10 de fevereiro foi realizada em Cascavel (PR) a 29ª edição do Show Rural Coopavel. Mais de 250 mil pessoas participaram do evento, que é considerado um dos mais importantes do agronegócio brasileiro.

No primeiro dia de evento, Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, falou sobre a expectativa desta edição do evento e destacou a participação do Paraná na agropecuária nacional, impulsionada ainda mais com base na utilização de tecnologias e conceitos de sustentabilidade no campo.

"As novidades são muitas, porque aqui temos 520 empresas de todo o agronegócio mundial. As maiores empresa do mundo do agronegócio estão presentes. Então, qual é a expectativa? Que todas as tecnologias mundiais estejam presentes e estão presentes porque essas empresas tem o evento como uma vitrine para apresentar os seus produtos. E o produtor tem a oportunidade de conhecer todas as novidades tecnológicas do mundo. Como ele poderia visitar 520 empresas no mundo? Ele vem aqui e tem essas 520 empresas perto dele. É tudo o que há de última geração em termos de tecnologia mundial. O Paraná é um estado que tem em torno de 1,5% do território nacional em extensão de área e produz entre 18% e 20% de todos os grãos do Brasil. A vocação do Paraná é para o agronegócio. E o primeiro produtor de carne de frango do Brasil, o terceiro de carne suína do Brasil e terceiro produtor de leite do Brasil. E ainda ele está aumentando todo ano a produção. Como ele está aumentando a produção? Através de novas tecnologias nas mesmas áreas, porque não há novas áreas ou fronteiras agrícolas. Então o que a tecnologia está fazendo é impulsionando ainda mais o Paraná a aumentar a produtividade nas mesmas áreas. O Paraná é um estado exemplo de produção agropecuária e vai continuar sendo porque o povo paranaense é um povo empreendedor, que tem consciência que não tem novas áreas para abrir. Ele vai ter que trabalhar nas mesmas áreas, aumentando produtividade. É aí que se enquadra o Show Rural. Por isso é um evento de sucesso num estado que tem necessidade de novas tecnologias porque não tem novas áreas. E aí o Show Rural acabou sendo um exemplo para toda a América do Sul."





Cinco das sete empresas vinculadas à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná participaram desta edição do Show Rural apresentando tecnologias e serviços. Entre os temas, destaque para a produção agrícola e o meio ambiente. De acordo com o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o evento tem grande papel no fortalecimento da agropecuária estadual:

"(O Show Rural) é o conhecimento à disposição dos agricultores, a semeadura daquilo que se vai colher daqui a 5, 10 anos. Os agricultores vem e tem contato direto com a indústria da máquina, do implemento agrícola, daquilo que é inovação, mais eficientes, menos combustível, menos desperdício. É o contato do agricultor com quem produz sementes, novos cultivares, novas variedades mais resistentes e tolerantes às questões climáticas, de praga e doença, com mais capacidade produtiva. A indústria dos químicos, que devemos usar sempre com parcimônia, mas necessário para o nosso processo produtivo. Estamos numa parte tropical e subtropical do mundo, onde há mais pragas e doenças, então utilizamos química (mas sempre do jeito correto). Enfim, um conjunto de inovações, que combinadas com o jeito certo de fazer agricultura tem proporcionado essa fantástica riqueza que o campo do Paraná produz. Os nossos agricultores são dignos de aplausos. Se a economia vai mal, se temos desemprego elevado e se o Brasil está fora dos trilhos, o campo felizmente, pela sua capacidade de compreender e se apropriar da inovação está empregando pouco a pouco com acréscimo e colhendo essa bela safra que, por exemplo, estamos colhendo esse ano, que tende a ser a maior da história. Uma safra de soja exuberante. Uma lavoura de encher os olhos, com boa carga. Muita gente já colhendo. Trabalhando dia e noite. Já cultivando uma segunda safra de milho, um pouco atrasada, mas que tende a ser acima de 13 milhões de toneladas, abastecendo a nossa grande cadeia de produção de proteínas animais. Nós somos bons nisso também. Porco, frango, leite, peixe, boi, etc... o que vira comida para o Brasil e para o mundo."

Ortigara também comentou sobre algumas das atividades executadas pelo Estado visando a promoção de uma agricultura sustentável:

"A nossa presença com Agroecologia (o Centro de Agroecologia), mostrando um outro jeito fazer. Há um apelo de mídia e de consumidores bastante louvável e isso tende a crescer. Então estamos aqui mostrando o jeito de cultivar sem químicos. Estamos aqui com a nossa Emater mostrando, por exemplo, o jeito mais adequado de se tratar solo e pragas, privilegiando coisas muito práticas que já foram feitas, como contar a população de pragas para determinar o momento de entrar ou não com químicos. E se entrar com químicos, privilegiando biológicos. Orientando o agricultor, por exemplo, que aquele velho manômetro que ele comprou há 30 anos já não presta mais e que cada praga tem um hábito. Algumas gostam de manhã, outras gostam da noite. Algumas gostam do ponteiro, outro do baixeiro. Alguns gostam de folha, outras gostam da vagem. Não existe um jeito certo de se combater a praga. Não é qualquer fumacinha ou líquido que voa que combate as pragas. Temos que preservar os inimigos naturais das pragas, por exemplo. Então há todo um esforço de mostrar através da campanha 'Plante o seu Futuro', que é mexer na boa condição do solo e o bom manejo das lavouras. E o IAPAR trazendo aqui, por exemplo, uma variedade de feijão resistente ao mosaico dourado (a pior e mais drástica doença do feijoeiro). Depois de quase 30 anos de investimento lançando um cultivar chamado 'celeiro', que vai permitir que cultivemos feijão sem químicos no que toca essa doença, o mosaico dourado."

E por falar em agricultura sustentável, mais uma vez a Vitrine Tecnológica de Agroecologia, mantida pela Itaipu Binacional – por meio do Programa Cultivando Água Boa - e além de outros parceiros, foi uma das atrações da área de exposição do Show Rural. Organizada na forma de uma propriedade rural, a Vitrine é uma oportunidade para produtores rurais, principalmente agricultores familiares, terem contato com diversas técnicas sustentáveis para produzir mais e melhor, sem agredir o meio ambiente.

Para que o conhecimento não fique restringido apenas aos dias do evento, durante o Show Rural foi lançada uma cartilha de tecnologias. Nas 72 páginas da publicação, estão abordados temas como o manejo ecológico de pragas e doenças, bioconstruções e sistemas alternativos de irrigação.

De acordo com Vilmar Saar, coordenador do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Núcleo de Marechal Cândido Rondon), a cartilha é fundamental para auxiliar técnicos e produtores na construção de um mundo mais sustentável.

"Os agricultores que visitam o Show Rural e em especial a Vitrine de Agroecologia não só veem no momento, mas levam concretamente um material muito didático e prático, que pode servir para tirar as dúvidas em casa. Até para os técnicos, porque nem todos manjam tão bem de tudo, e aqui há uma riqueza muito grande de temas, onde ele pode se aprofundar e saber com quem ter contato para tirar possíveis dúvidas. É ver na prática o que se faz e levar em mãos a cartilha de tal forma que possam, de fato, contribuir para que o mundo seja mais sustentável e mais justo."

O engenheiro agrônomo e coordenador estadual da Área de Agroecologia do Instituto Emater, Paulo Henrique Lizarelli, também ressaltou a importância da cartilha para promover os conceitos da agroecologia de maneira didática, muitas delas de fácil replicação:

"Ela (a cartilha) foi uma necessidade natural da demanda das perguntas, dos questionamentos, porque no Show Rural os visitantes passam muito rápido lugares. E como o nosso sítio agroecológico (nossa vitrine) tem muita informação plantada literalmente, algumas criações ilustradas, e as pessoas não tem tempo e nem nós temos número suficiente de pessoas para explicar todas as atividades, os processos e práticas). Então, a cartilha em primeiro lugar, passa a ser esse informativo que a pessoa leva para casa e ali pode ver os diversos assuntos e o que mais interessa. Mas além disso, como está virtual (em PDF), ela já está ficando conhecida em vários cantos do Paraná e do Brasil, porque é uma informação importante e bem elaborada. São doze entidades com técnicos, professores, engenheiros agrônomos e outros profissionais, envolvidos na elaboração dessa informação. De forma sintética, mas tentando ser uma linguagem direta para o produtor, para o técnico e para o público em geral. Tem as receitinhas que o pessoal tanto pede e passa a ser didática para uma prática ecológica que aplica. Seja um canteiro de um apartamento, um quintal de uma casa, uma horta escolar ou até uma propriedade toda, você deve partir didaticamente, pedagogicamente, de espaços pequenos. E a cartilha tem essas dicas, essas pistas, inclusive com nome do responsável da área de agroecologia de cada uma das unidades das doze entidades parceiras. Pegando um gancho na fala do Nelton (Friedrich, diretor de Coordenação da Itaipu), não temos mais tempo para ficar esperando o alimento orgânico chegar à mesa. Então nós temos uma importância enorme.”

A cartilha também está disponível na versão digital para ser baixada gratuitamente.




E durante o Show Rural, a equipe da Web Rádio Água também conversou com o diretor de Coordenação da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich. É que após um encontro com diversas autoridades de países da América Latina e do Caribe, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) encaminhou à Itaipu uma proposta para a realização de cursos sobre os princípios e metodologia que regem o Programa Cultivando Água Boa.

Os cursos deverão ser realizados em cerca de 15 países latino-americanos e caribenhos, tendo como público-alvo tomadores de decisão, representantes de instituições e profissionais envolvidos com políticas públicas.

“Primeiro, é uma alegria enorme porque é uma das maiores conquistas depois do Prêmio ONU Água-Década Água como a Melhor Gestão da Água com Participação Social e a criação da Rede Global de Boas Práticas. Esse fato da FAO adotar o Cultivando Água Boa, estabelecer um cronograma que já tem atividades acontecendo, como o primeiro curso de capacitação e aprofundamento do Cultivando Água Boa (e possível replicação) online, que será a partir de março, abril e maio, terminando na metade de junho. Logo em seguida, teremos algo que é expressivo: um curso presencial (em que uma parte será de convivência nos 29 municípios onde acontece o Cultivando Água Boa) e já para tomadores de decisão. Então não é um curso apenas para interessados ou voluntários. É mais dirigido com perfil apropriado porque neste curso cada participante será estimulado a aplicar o CAB em uma microbacia de seu país. As microbacias que já estiverem em ação de recuperação (com a metodologia, os conceitos e valores do CAB) serão expostas na vitrine do Fórum Mundial da Água pela própria FAO. Então essa sequência de iniciativas mostra que a FAO não está simplesmente apoiando. Ela trouxe para a sua agenda de implementação o Cultivando Água Boa.”

Esse apoio da FAO também se dará às iniciativas de replicação da metodologia do CAB que já estão em andamento, como na Guatemala e na República Dominicana. A ideia, segundo também é desenvolver ações conjuntas com a Rede Global de Boas Práticas, que reúne iniciativas premidas pela ONU com o Water for Life (reconhecimento que o CAB recebeu em 2015).

Outro destaque ficou por conta da palestra ministrada pelo diretor-secretário da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPD), Rafael Fuentes. O especialista fez um panorama sobre o uso do método plantio direto na palha e como o cenário financeiro atual tem influenciado nos resultados da técnica.

“Só que o Sistema tem sofrido uma ligeira deterioração nos últimos tempos. As questões econômicas pressionam para que haja pouca rotação de culturas. A monocultura da soja pelas questões econômicas. Então quando se prioriza isso, diminui a quantidade de palha no solo e isso aumento a utilização de herbicidas; Tem aparecido ervas daninhas resistentes; O pessoal com máquinas maiores começou a retirar os terraços que controlavam a erosão. Então o Sistema se deteriorou um pouco e existe uma necessidade constante de melhoria.”







O sistema plantio direto (SPD) é um método sustentável de manejo do solo. Seu objetivo é diminuir os impactos negativos da agricultura e do efeito das máquinas no terreno. A atividade possui três características: rotação de culturas, cobertura permanente e pouca movimentação do solo.

O paraná foi o primeiro estado brasileiro a aderir ao SPD, graças ao pioneirismo de agricultores locais que importaram o método dos EUA. Atualmente, o estado possui mais de 90% da área de plantio das culturas de verão utilizando o Sistema.

“Bom, o sistema de Plantio Direto começou a ser desenvolvido no Brasil lá nos anos 70 do século passado. Foi um sistema que veio para mudar o tipo de agricultura que se fazia, onde o solo era preparado com arados, grades, o solo era todo revolvido para permitir o plantio. Esse Sistema revolucionou. Sem precisar mobilizar o solo, desenvolveu uma maneira de fazer o plantio sobre a palha ou sobre os restos vegetais, sem perturbar o solo. No começo não existiam as máquinas adequadas para fazer esse plantio e não existia como controlar o mato sem mexer no solo. Isso foi se torando um desafio também para indústria, para o setor de pesquisas e educação. Esse foi o grande milagre da agricultura brasileira: a união dos agricultores, líderes que puxaram esse negócio, das instituições públicas, das indústrias de máquinas, da indústria de herbicida, de fertilizantes; todos e uniram para aperfeiçoar esse sistema que respeita a natureza.”

Ainda sobre soluções sustentáveis para o campo, um dos gargalos do agronegócio está prestes a ser solucionado, ou pelo menos, minimizado. Estamos falando da destinação ambientalmente correta da carcaça animal.

A pedido do Programa Oeste em Desenvolvimento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu e entregou a nota técnica “Tecnologias para Destinação de Animais Mortos na Granja”. O documento foi repassado para a chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Toledo, Maria Glória Pozzobon.

“Veja, nós já temos pedidos de licenciamento com a utilização dessas tecnologias. O que essa nota técnica vai trazer é segurança ao IAP de que é uma tecnologia, na verdade são várias tecnologias, viáveis no tratamento de carcaças e que tem o aval de uma instituição de pesquisa feito a Embrapa, que traz toda segurança no processo não só na questão ambiental, mas também o que nos preocupava na questão da sanidade animal, uma vez que essa nota técnica veio acompanhada de um manual de boas práticas que vai auxiliar caso o produtor resolva adquirir uma dessas tecnologias no sentido dele saber qual é a metodologia do início ao fim – desde quando ocorre a mortalidade, o transporte, a trituração, o tratamento e finalizando com a compostagem – para que se tenha especialmente segurança nessa questão sanitária.”





A produção média de uma propriedade do Oeste é de mil animais a cada 120 dias. Deste total, 30 morrem. Uma das práticas mais utilizadas para destinação desses animais mortos é a compostagem. Entretanto, nem sempre a técnica é realizada da forma correta e a maioria dos equipamentos para auxiliar no processo não têm licenciamento do IAP.

O pesquisador Everton Krabbe, líder do projeto TEC-DAM (Tecnologias para Destinação de Animais Mortos) da Embrapa Suínos e Aves, comentou sobre as tecnologias estudadas pela instituição.

“Nosso trabalho tem sido no sentido de criar várias tecnologias desde o manuseio do animal – como retirar o animal de dentro de uma baia, uma instalação – como transportá-lo, onde processá-lo e qual tecnologia utilizar. Entre as tecnologias em que estão hoje em estudo de uma maneira mais avançada, no caso de aves: a desidratação de carcaças ou a compostagem convencional bem controlada e a compostagem acelerada são as tecnologias que têm se mostrado de mais rápida adoção e eficiência, funcionam muito bem. No caso dos suínos, o nosso maior entrave foi – e felizmente nós conseguimos com apoio de empresas da região oeste paranaense – desenvolver equipamentos que fazem a trituração dessas carcaças, que são extremamente pesadas e de difícil manuseio. Hoje nós já dispomos de trituradores grandes com capacidade de triturar um animal inteiro de modo que ele possa ser trabalhado em frações, porções menores, e aí sim ele é direcionado para desidratação e na maioria dos casos ele é direcionado para compostagem acelerada, que funciona relativamente bem para suinocultura.”

O Show Rural Coopavel 2017 também foi palco da posse da pose da nova diretoria do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD). A solenidade contou com a presença de produtores rurais, empresários, representantes políticos da região, presidentes de cooperativas, associações comerciais e órgãos estaduais.



O novo presidente, o empresário Danilo Vendruscolo, de Foz do Iguaçu, ressaltou o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável da região.

Até porque a sustentabilidade, principalmente no modelo de produção que nós temos que é a base da economia que é o agronegócio, se nós não tivermos uma preocupação com meio ambiente, em efetivamente não se prejudique projetos de médio e longo prazo isso infelizmente inviabiliza todo potencial de crescimento que nós temos. Então a sustentabilidade é inevitável dentro desse projeto que nós vamos trabalhando.”

A gestão de Danilo Vendruscolo terá como vice-liderança o diretor-executivo da Cooperativa Frimesa, Elias Zydek.

Quem passou pelo estande da Itaipu Binacional durante o Show Rural Coopavel 2017 pode conhecer o trator movido a biometano, desenvolvido em parceria entre a Itaipu Binacional, o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) e a New Roland, com apoio da Fundação Parque Tecnológico Itaipu.

O engenheiro ambiental do Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), Rodrigo Baduco, explicou o funcionamento do veículo e as vantagens socioambientais que ele pode proporcionar.

“Esse é um trator da New Roland onde ele é movido a biometano. O biometano pode ser oriundo de qualquer dejeto suíno, ave ou bovino. Ele tem uma autonomia de seis horas seguidas, no caso acabou o biometano ele volta para o combustível convencional. Ele é importante pois através do sistema de biodigestão nós conseguimos produzir o biogás e eliminando um passivo ambiental e transformando em um ativo econômico com o combustível, uma vez que ele possui baixa emissão de carbono e a produção dele é em torno de 40% mais barato que gasolina e 30% mais barato que etanol. Hoje ele está na Granja Haacke, em Santa Helena, que é movido a dejeto de aves poedeiras e bovinos de corte. Uma vez que deixamos de emitir gases de efeito estufa e efluentes para qualquer corpo hídrico já estamos ajudando bastante o meio ambiente e a questão econômica é que o produtor rural torna-se mais competitivo no mercado uma vez que ele tem uma economia maior na questão de adquirir combustível ou não, ou geração de energia se for utilizado o biogás para produção de energia. O produtor só tem a ganhar com a adesão a essa tecnologia.”

O biometano utilizado para o protótipo é oriundo da Granja Haacke, de Santa Helena (PR). O local tem uma estrutura com biodigestor, compressores e filtro para tratar dos dejetos gerados por gado confinado e galinhas poedeiras. Esta e outras curiosidades estão disponíveis na Web Rádio Água.   


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rator movida a biometano foi um dos destaques do Show Rural 2017. Foto: Cibiogás
Última modificação em Sexta, 03 Março 2017 11:36
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