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Brasil cresce na produção de energia eólica e lidera a América Latina em capacidade instalada

Parque Eólico de Osório - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini
A energia eólica está dando saltos animadores de produção no Brasil. Em 2016, assumiu a nona posição no ranking dos países com maior capacidade instalada, com o acumulado de 10,74 GW. No período também houve um aumento na instalação da ordem de 2 GW, número 52% maior se comparado com a produção de 2015.

Em fevereiro de 2017, o País aumentou um pouco mais a sua capacidade instalada (10,79 GW), disparando ainda mais sua liderança na América Latina. O diretor-técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica, Sandro Kiyoshi Yamamoto, comenta sobre a importância dos parques eólicos para esse aumento. Atualmente, já são 433 espalhados pelo País.

“O Brasil encerrou 2016 na nona posição do mundo em parques eólicos instalados, ou seja, um fato inédito. A cada ano o Brasil vem aumentando essa quantidade e esse foi um marco muito importante. Além disso, o Brasil foi o quinto país que mais instalou parques eólicos no mundo em 2016, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Alemanha e Índia. No ano passado, o país instalou cerca de 2 GW em parques eólicos no Brasil (isso pensando em capacidade instalada).”

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a energia eólica já abastece 17 milhões de residências no Brasil. Esse aumento é resultado da busca cada vez maior pelo consumo e produção de energia limpa e barata, segundo Yamamoto.

“Pensando no ponto de vista ambiental, e energia eólica não utiliza água no processo de geração de energia elétrica. Ela utiliza a força dos ventos, ou seja, um recurso natural, abundante na nossa natureza, principalmente no Brasil, um país que possui um dos melhores ventos do mundo. As usinas são instaladas em uma determinada área, e nesse espaço a usina ocupa 5% da área arrendada, ás vezes um pouquinho mais e ás vezes um pouquinho menos, preservando as atividades já existentes, seja a pecuária, a plantação de arroz, o cultivo de camarões ou plantações de cocos. Elas convivem de forma harmoniosa e utilizando o vento para gerar energia eólica sem o uso da água, e principalmente, sem a emissão de gases de efeito estufa, tal qual como o CO2. Ou seja, é uma fonte de geração de energia elétrica limpa”.

Um ponto importante que vale ser ressaltado é que a região Nordeste vem batendo sucessivos recordes na produção de energia eólica, alcançando em alguns dias quase metade de toda a energia consumida. Atualmente, o Rio Grande do Norte é o grande destaque não apenas da região, mas como de todo o Brasil no setor.

“Nós temos notado alguns fatos curiosos e interessantes, como por exemplo na região Nordeste. Há alguns anos, a região era muito importadora de energia elétrica das demais regiões do Brasil pela falta de geração de energia elétrica na região. Só que nos últimos anos, com a implementação de novos parques eólicos, a região Nordeste, em muitos momentos do ano, é exportadora de energia elétrica, fazendo com que pequenos racionamentos, blecautes em função das queimadas ou das secas em hidrelétricas, não ocorram mais. Com a abundância de geração de energia elétrica com os parques eólicos, hoje o Nordeste pode exportar e, princialmente, não está mais passando por racionamentos de energia elétrica. Um fato importantíssimo.”

Embora os números sejam bons, ainda há muito para o setor crescer. Para o diretor-técnico da ABEEólica, é muito difícil que a energia eólica tome o lugar de outros tipos de energia, entretanto cada vez se torna uma alternativa mais viável.

“A Associação vê o futuro da energia eólica no País muito promissor. O Brasil é um país subdesenvolvido que ainda vai crescer muito. A média de consumo de eletricidade per capta no Brasil é baixa, então a indústria brasileira vai evoluir muito, assim os comércios e as residências. E a energia elétrica é fundamental para abastecer esse crescimento. E esse crescimento não demandará apenas energia eólica, mas também outros tipos de geração. Não significa que a energia eólica vai substituir a hidrelétrica. A energia eólica terá um espaço importante, crescendo junto com outras fontes renováveis. É claro que temos usinas mais antigas, talvez aquelas termoelétricas a óleo diesel, que poderão ser substituídas por fontes renováveis. A energia eólica ainda vai crescer muito.”

Além de todos os benefícios já citados, a produção em larga escala de energia eólica vem gerando empregos por aqui. Foram 30 mil somente em 2017. Muito disso se deve aos fortes investimentos, que chegaram à marca de US$ 5,4 bilhões em 2016 e à produção dos componentes de uma torre eólica – 80% dela é feita aqui. Até 2030, a meta é que a produção de energia eólica ocupe de 20 a 25% da matriz energética do País.

Escrita por Welyton Manoel com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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