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“As boas práticas com os recursos hídricos precisam ir além do contemplativo”, destaca superintendente de Energias Renováveis de Itaipu

Herlon Goelzer de Almeida, superintendente de Energias Renováveis de Itaipu

Presente em um dos territórios mais prósperos do País, a Itaipu Binacional vem desenvolvendo uma série de ações que visam o uso dos recursos hídricos como forma de promoção do desenvolvimento econômico sustentável regional.

Com economia baseada no agronegócio, o oeste paranaense tem se destacado na busca por soluções para os entraves que perduram há anos no setor. Entre as iniciativas que se destacam estão o desenvolvimento de tecnologias para a gestão dos recursos hídricos, ampliação e incentivo para o uso de energias renováveis, reformulação das cadeias produtivas, além de pesquisas e monitoramento da qualidade da água na região.

O superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Herlon Goelzer de Almeida, faz um panorama das ações desenvolvidas regionalmente e como a Binacional tem apoiado programas e projetos que visam a preservação dos recursos hídricos aliada ao desenvolvimento econômico:

Web Rádio Água  - A partir de sua experiência com energias renováveis e frente ao Centro Internacional de Hidroinformática, como você avalia a gestão dos recursos hídricos como fator de desenvolvimento?

Herlon Goelzer de Almeida - “Na Itaipu Binacional, pelo conjunto de programas e projetos que desenvolvemos tendo a água como um dos fatores-chave é redundância falar em preservação de água ou importância de água. Acredito que nesse momento do Dia Mundial da Água também é importante a gente reiterar os predicados ou as virtudes da água perante a nossa vida, não só para nós humanos mas para toda a vida que existe na face da Terra. Para nós termos uma abordagem um pouco mais próxima do cotidiano dos cidadãos além de falar do consumo da água, da importância da água de qualidade para nosso consumo, para nossa reprodução na vida, acredito que importante fazer refletir que a economia de boa parte dos territórios do Brasil, e não é diferente no oeste do Paraná, depende da água. Têm dois fatores absolutamente importantes que fazem que a gente possa reproduzir a agricultura, a produção de alimentos – seja os produtos de origem vegetal ou origem animal – que é solo e água. Solo e água estão sempre intimamente ligados, convivem em harmonia na natureza e quando o homem intervém para produzir precisa compatibilizar o uso da terra, do solo, mas também fazer que as nascentes, os córregos, os repositórios de águam que existem nesse entorno onde é agricultável sejam preservados. Existem práticas que o homem precisa e deve adotar. Nós na Itaipu Binacional, seja nos programas e projetos de preservação de água, seja na área de energias renováveis, nós temos uma visão muito clara de que existe uma convergência de importância da água para agricultura, para o homem – para sua multiplicação quanto espécie, e para geração de energia. São dois fatores ou atributos importantes que a água tem a nos facilitar: a geração de energia e a produção de alimentos. Também é importante ressaltar que na ação que temos – o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) – boa parte dos trabalhos que a gente desenvolve em cooperação da Itaipu Binacional com o Parque Tecnológico Itaipu, estão na identificação dos problemas e das potencialidades que nós temos no nosso território em diferentes regiões para o uso da água. Por exemplo: nós estamos finalizando um estudo do potencial da microgeração de energia possível no nosso território, que é um trabalho que identifica as pequenas quedas ou possibilidade de formação de quedas para geração de energia em pequena escala e que é um tipo de atividade ou de potencial de produção de energia ainda pouco explorado no Brasil e que nós temos um enorme potencial tanto no nosso território quanto diferentes espaços do território brasileiro para aproveitar o chamado potencial de micro hidro. Nós temos através do CIH e do CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás) estratégias de aproveitamento de dejetos, aproveitamento de resíduos de forma tal que um passivo ambiental tenha um capital econômico ou uma possibilidade de geração de valor econômico que acaba compensando o próprio custo do tratamento ambiental. Portanto, a gente sempre procura associar a preservação ambiental com uma atividade econômica ou que produza retorno econômico no sentido que a preservação da água não fique apenas no campo contemplativo de que é um bem que nós temos preservar a qualquer custo. Sim, temos que preservar a todos os custos, mas preferencialmente adotando estratégias que tenham também possibilidade de retorno econômico e isso se dá com a biodigestão, com a geração de energia, mas também com uso correto da água para irrigação ou com acúmulo de água para se gerar energia elétrica.”




A Usina de Itaipu está localizada em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná. Foto: Kiko Sierich

WRA - O Centro Internacional de Hidroinformática já desenvolveu diversas ferramentas que auxiliam a gestão dos recursos hídricos no Brasil e na América Latina. Qual a importância dessas tecnologias para o desenvolvimento territorial sustentável?

HA - “Nós temos tecnologias que podem ser aferidas e, presumidamente, planejadas e pensadas com o uso da informática como ciência e que através, por exemplo, do Centro Internacional de Hidroinformática nós temos todas as capacidades, todo o conhecimento de observar os espaços que são utilizados pelo homem na agricultura ou na ocupação urbana e dar a ele inteligência tecnológica para uso dessa água da forma mais racional possível: com melhor uso, menor custo e maior resultado possível. Portanto, o processo tecnológico desde o mais simples ao mais complexo, está disponibilizado e existem lugares onde você acessa essas informações e esses conhecimentos e o Centro Internacional de Hidroinformática e o CIBiogás, que é o Centro Internacional de Biogás na área de Energias Renováveis, são espaços que usam tecnologia com inteligência, com viabilidade econômica no sentido de orientar a ação humana para o melhor desempenho possível quanto ao uso da água.”


O Centro internacional de Hidroinformática (CIH) desenvolve ferramentas para melhor gestão dos recursos hídricos.


WRA - De que forma a Itaipu está trabalhando no cenário das energias renováveis para melhor gestão dos recursos hídricos? Quais ações estão em andamento?


HA - “Olha, a partir da Itaipu Binacional e com esses parceiros locais, em especial o Programa Oeste em Desenvolvimento, a gente reflete muito sobre os potenciais da região oeste do Paraná e as nossas necessidades a partir dos nossos problemas. Então, a preservação da água está exatamente na pauta do Programa Oeste em Desenvolvimento na medida que as principais cadeias produtivas do nosso território, seja com a produção de grão seja com as próprias cadeias proteicas que são: os suínos, as aves, do leite e mais recentemente, a piscicultura. Elas são as cadeias produtivas que movimentam nosso território e outros territórios brasileiros e a água entra como um bem estratégico que nós temos que preservar como forma de manter a capacidade produtiva e a própria preservação da região quanto espaço importante de geração de trabalho e renda. Então temos que ter a água como um bem associado a capacidade produtiva do nosso solo, dos nossos córregos, rios e reservatórios de uma forma que a gente compatibilize as nossas necessidades econômicas com a própria preservação.”

 

 

Última modificação em Terça, 28 Março 2017 20:11
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