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“Fórum pode ajudar o Brasil a colocar o tema Água na agenda política nacional”, afirma presidente da ABRH

Mais de 40 mil pessoas devem participar do Fórum Mundial da Água 2018, que será realizado em Brasília (DF).
À frente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), o presidente Vladimir Caramori Borges de Souza, que também é professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), comentou que a realização do Fórum Mundial da Água no Brasil pode abrir um importante espaço para discussão e ainda colocar o tema na agenda política nacional.

Pensando em despertar e construir novas lideranças dentro da temática, a associação apoia o Parlamento Nacional da Juventude pela Água (PNJA). Na entrevista, Caramori comenta como funciona este órgão e como a associação vem se preparando para o Fórum do próximo ano.
Vladimir Caramori Borges de Souza, presidente da ABRH e professor da UFAL.


Web Rádio Água - Quais são os principais objetivos da ABRH e suas principais atividades desde a sua criação?

Vlamidir Caramori - A ABRH foi criada em 1977 e está completando 40 anos em 2017. A ABRH é uma associação de pessoas que está vinculada na sua atuação profissional a questão da água. É uma associação técnica, profissional, cujo os associados são em sua grande parte pessoas vinculadas ao processo de gestão de recursos hídricos. Então são professores, pesquisadores, técnicos, instituições, empresas que estão vinculadas à questão da água e trabalham com equipamentos e com consultoria. Os objetivos da ABRH são principalmente fomentar o debate acerca das questões de recursos hídricos de forma que a gente possa desenvolver o aprendizado coletivo, no entendimento de que debatendo o conhecimento conseguimos promover com maior qualidade a nossa base de informação para melhorar nossos processos. E o segundo grande objetivo é a difusão de conhecimento técnico-científico. A ABRH possui duas revistas técnico-científicas exclusivas mais uma em parceria com a Associação Portuguesa de Recursos Hídricos: a Revista Brasileira de Recursos Hídricos (RBRH), a Revista de Gestão de Água da América Latina (REGA) e a Ambientes Costeiros, que é editada e em parceria com ABRH. Além da editoração de livros técnicos que também ajudam na nossa capacitação. E dentro desse contexto também a promoção de cursos de capacitação, de seminários específicos para debater temas de interesse específico num determinado momento. Então esses são os objetivos da nossa associação.

WRA - Uma ação importante da ABRH é o Parlamento Nacional da Juventude pela Água. O que é esse movimento e como as pessoas podem participar dessa iniciativa?

VC - O Parlamento Nacional da Juventude pela Água (PNJA) foi criado por um grupo de jovens com o apoio integral da ABRH nesse processo promovendo facilidades para que esse grupo se mobilizasse e se organizasse. O parlamento funciona como um parlamento de fato. São dois representantes eleitos por cada estado da federação. Então o parlamento também tem o objetivo de tratar de questões relativas à água, de promover a inserção de jovens, de promover ações, cursos de capacitação, seminários para debate e manter a questão da água efetivamente na pauta dessa juventude. Então é um processo que a gente entende de renovação necessária porque a gente vai ficando um pouco mais maduro, mais experiente e é importante que os jovens comecem a assumir posições de liderança, de destaque, na própria formulação de políticas publicas. Hoje o PNJA ganhou um pouco mais de independência em relação a ABRH. A ABRH promoveu a formação do grupo, mas hoje eles tem uma atuação bastante independente, evidentemente apoiada pela ABRH em várias iniciativas. Nesse momento inclusive, nós estamos fazendo – ABRH e PNJA – a promoção de um prêmio, que é o Stockholm Junior Water Prize. Um prêmio que é organizado em Estocolmo na Semana da Água e premia jovens vinculados ao ensino médio que tenham alguma ação importante seja em relação à gestão de recursos hídricos, seja desenvolvimento de produtos ou seja no desenvolvimento de algum processo que melhore as condições de acesso à água. Então é essa uma das iniciativas que o PNJA tem buscado promover e a ABRH está em parceria com eles ali apoiando todas as iniciativas. Para participar, o PNJA lança periodicamente um edital para poder fazer a recomposição de seus membros, porque tem uma idade limite de participação. Nesse caso é importante acompanhar as notícias do Parlamento para poder verificar quando é que a gente vai estar lançando novos editais de seleção de novos parlamentares.

O Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos é uma das ações promovidas pela ABRH.

WRA - Em relação ao Fórum Mundial da Água, a ABRH está programando algum tipo de atividade especial?

VC - A ABRH é membro do Conselho Mundial da Água. Quem está à frente de todo o processo evidentemente é o Conselho Mundial da Água, pelo Brasil a Agência Nacional de Águas (ANA) tem ganhado um protagonismo importante e a ABRH sempre foi parceira de todas as ações promovidas nesse âmbito. Então como membro tanto da Sessão Brasil como do Conselho Mundial da Água, a ABRH participa ativamente das ações que são coordenadas no sentido de construção do fórum. Nossa principal ação de fato, até o momento, é de contribuir nas definições temáticas do Fórum, de colaborar com as ações que são organizadas pela Sessão Brasil, e também dentro do nosso espaço de organização dos nossos simpósios, sempre o fórum ganha um espaço para poder promover as suas articulações.

WRA – Para finalizar, na visão da ABRH quais são os principais desafios do Brasil no setor?

VC - Na visão da ABRH, o Brasil tem importantes desafios, tanto no sentido de construção do fórum, quanto no sentido de tratar alguns temas que hoje são muito relevantes para o País. Por exemplo, essa questão de crise hídrica, que começou a ganhar mais importância com a questão do Sistema Cantareira em São Paulo, mas que passada a crise de São Paulo e de parte do Sudeste, ela se agravou na região Nordeste do Brasil, no Distrito Federal e no Espírito Santo. Esses são temas muito importantes para levarmos para o Fórum, que é um ambiente de articulação política, de debates temáticos, no ambiente político de articulação, de definição de protocolos de entendimento, de cooperação entre os estados. Aí eu falo não dos estados da federação do Brasil, mas dos estados/países que vão participar desse espaço. Dentro desse contexto, eu acho que o Brasil deve se inserir fortemente dentro do Fórum trazendo temas que nos são importantes, como por exemplo a questão do saneamento básico em que o Brasil tem um desafio enorme para tratar. Então a oportunidade do fórum traz pessoas que têm experiências diversas, como por exemplo na questão de aumentar a segurança hídrica em regiões semiáridas. Israel tem uma vivência muito grande, outros países como a Austrália; em questões de saneamento básico, outros países também têm tecnologias importantes. O Brasil tem uma série de desafios internos para resolver que o Fórum pode ajudar sensivelmente na recolocação desses temas na agenda política brasileira. Em nossa discussão isso já está muito claro, mas na pauta politica e na formação de políticas públicas isso precisa e ainda pode ser muito incrementado.”
Última modificação em Sexta, 24 Março 2017 17:36
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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