Portuguese English Spanish
Entrar

Entrar

Faça seu login
ou use sua conta
Lembrar-me

Create an account

Campos marcados com * são obrigatórios
Nome (*)
Nome de usuário (*)
Senha (*)
Confirmação de senha (*)
Email (*)
Confirmação de email (*)
BUSCA

Inovações sustentáveis do Museu do Amanhã são reconhecidas internacionalmente

Foto: Limonge
O Rio de Janeiro dispensa apresentações. Dentre os principais atrativos turísticos conhecidos mundialmente, um mais recente, já ganhou e tomou lugar na paisagem carioca. O Museu do Amanhã, inaugurado em 2015, representou um marco no quesito inovação e sustentabilidade.

A preocupação dos responsáveis pelo museu, vai além de apenas proporcionar experiências novas e reflexões. Se já não bastasse isso, uma outra parte que não está ali, visível aos olhos ou facilmente acessível às mãos, também chama atenção – são as partes sustentáveis do museu.

Em uma obra de arte, cada parte da composição tem um significado. No museu não foi diferente. Desde os primeiros projetos que ele ganhou, a sustentabilidade foi o carro chefe que norteou o passo a passo da construção. É o que conta Alfredo Tolmasquim, diretor de conteúdo do Museu do Amanhã.

“O museu, tem como proposta museológica, conceitual, justamente a convivência e a sustentabilidade. São temas que a gente trata muito forte na exposição. Então nós tínhamos a ideia que isso deveria estar não só no discurso, mas também na própria concepção do prédio. Então desde o início havia o objetivo que ele fosse o prédio mais sustentável possível. Isso foi um trabalho principalmente do arquiteto Santiago Calatrava, com o apoio da Fundação Roberto Marinho que foi a responsável pela exposição e tentou também trazer a sustentabilidade para o edifício.”

Atrações do museu, promovem interatividade com o público//Foto: Thales Leite / Divulgação

Entretanto, as ações sustentáveis precisariam combinar com o formato nada convencional do museu. Sendo assim, as práticas que são realizadas ali, destoam do modelo clássico de sustentabilidade.

“O Museu do Amanhã, está localizado num pier que avança na Baia de Guanabara. Então ele está rodeado pela água da baia, e uma das ideias foi aproveitar a água da Baia de Guanabara. Essa água é utilizada tanto para refrigerar as máquinas do sistema de ar-refrigerado, ou seja, é bombeada a água fria do fundo da baia, passa por filtros, e essa água refrigera as máquinas, sai quente, vai para o espelho d´água, com isso ela esfria um pouco e retorna para a baía. Nós temos um sistema de aproveitamento, que nós chamamos de reuso das águas. Então as águas das pias e dos chuveiros que o pessoal da manutenção utiliza para tomar banho depois do expediente, é recolhida, passa por um processo de tratamento e vai para uma grande cisterna; e essa cisterna também recebe água da chuca. Então nós temos um sistema de captação da água da chuva, das águas pluviais, que também levam essas águas para as cisternas. Então também nós utilizamos essa água de reuso, para as descargas dos vasos, para irrigação de jardim, eventualmente lavagem da área externa, e com isso a gente não precisa usar água potável. Reduzimos em torno de 40% o nosso consumo de água, em função da reutilização das águas pluviais.”

Museu já virou referência turística na cidade//Foto: Thales Leite / Divulgação

E com todos esses esforços para ajudar o meio ambiente, não demorou muito para o museu ser reconhecido pelas práticas que desenvolve. Poucos meses após ter sido inaugurado, ele se tornou o primeiro museu do Brasil a conquistar o selo Ouro na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, em português Liderança em Energia e Projeto Ambiental), que é considerado a principal certificação de construção sustentável do Brasil.

E no último mês, venceu em Cannes, na França, o prêmio de “Construção verde mais inovadora”. Além dos projetos citados, outro detalhe colaborou para o Museu do Amanhã fosse o grande vencedor na categoria. 

O prêmio é dado para os projetos imobiliários mais importantes construídos no mundo// Foto: MIPIM Awards 2017 Ceremony

“O museu está alinhado no sentido norte-sul, e nós temos células fotovoltaicas que absorvem energia solar, e essas estão em pás, e essas pás se movimentam acompanhado o movimento do sol de leste a oeste. Com isso a gente otimiza a incidência do sol, e otimiza a transformação de energia solar na energia elétrica do museu. Existem muitos prédios e muitas construções que são feitas pensando em otimizar energia – são só chamados prédios verdes. Agora, esse premio que o museu recebeu em Cannes, foi de prédio verde mais inovador. Ou seja, essa ideia de utilizar a água da Baia de Guanabara para refrigerar as máquinas, e a ideia de que as pás que contém as células fotovoltaicas se movimentassem para otimizar a incidência da luz solar, foi considerado extremamente inovador. Então foram soluções inovadoras, para prédios verdes.”

Além de inovadora, cada detalhe da construção tem um foco sustentável//Foto: Thales Leite / Divulgação

Para os responsáveis pelo museu, comemorar todos esses prêmios é muito bom. Entretanto, não é esse o foco que possuem. Segundo Alfredo, mais importante do que títulos é a consciência ambiental que os projetos deixam para os brasileiros, pois isso mostra que é possível construir e obter bons frutos através de praticas que ajudam o meio ambiente, encorajando outras pessoas a seguir esse mesmo caminho. 

Escrita por Welyton Manoel com a supervisão da jornalista Poliana Corrêa
Última modificação em Sexta, 07 Abril 2017 17:36
Avalie este item
(0 votos)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Voltar ao Topo
 
Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu   Mantenedores   Desenvolvido por:
Av. Presidente Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038
   
  • Todos os Direitos Reservados