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Refúgio Biológico: bebê onça é solta em recinto aberto pela primeira vez

Mamãe e bebê observam os visitantes. Foto: Itaipu/Rubens Fraulini
A filhote de onça-pintada (Panthera onca), nascida no Refúgio Biológico Bela Vista, em Foz do Iguaçu (PR), foi solta em espaço aberto pela primeira vez, na última segunda-feira. No local, a pequena terá condições para continuar o seu bom desenvolvimento em um ambiente o mais próximo possível do natural. No recinto externo, ela poderá escalar árvores, aprender a nadar e a caçar, seguindo os passos da mãe.


Curiosa, a oncinha aproveitou o momento para conhecer todos os detalhes do recinto. Foto: Vacy Álvaro


O nascimento da oncinha foi o primeiro caso bem-sucedido de reprodução da espécie em cativeiro no Refúgio, após 14 anos de tentativas. O médico-veterinário Wanderlei de Moraes, da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, comentou a importância da ação:

“A grande importância é você tentar manter uma população de segurança em cativeiro para quando necessário um trabalho de manejo de população de vida livre, a gente tenha como se fosse um banco de reserva genética que possa ser acessado. Muitas vezes nós não temos disponíveis mais animais para fazer esse trabalho. Por exemplo, hoje foi verificado que existe aproximadamente 200 onças em todas Mata Atlântica, soltas. Isso é um número muito baixo em termos genéticos. Então, poderíamos estar usando uma população de cativeiro para melhorar a qualidade genética dessa população de vida livre.”


Wanderlei de Moraes, médico-veterinário da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu e um dos responsáveis pela reprodução da onça. 

O médico-veterinário destacou ainda os desafios encontrados para reprodução da espécie em cativeiro:

“Só que hoje nós não temos um programa de reprodução que esteja em desenvolvimento suficiente para ter animais em cativeiro que possa fazer esse trabalho. Fora isso, além de ter o banco, é preciso ter tecnologia para levar esses animais para a natureza, que é outro complicador. É preciso trabalhar o comportamento se for soltar o animal nascido em cativeiro. Ou tem que trabalhar com reprodução assistida se for pegar um animal na natureza, fazer inseminação e soltar novamente antes que nasça os filhotes para que a mãe possa criá-los na natureza. Existem várias coisas que precisam ser trabalhadas e estudadas. Na realidade que é muito melhor manter as áreas naturais protegidas, manter as suas populações naturais de animais protegidas, pois esse processo do cativeiro ajudar é bem mais complexo.”

A bebê onça – ainda sem nome definido – é resultado do acasalamento de Valente, um antigo morador do local, e Nena, doada pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás.

A pequena aindanão tem nome definido. A escolha deverá ocorrer a partir do voto popular. Foto: Vacy Álvaro


A família de felinos poderá ser vista no recinto instalado no circuito turístico do local. Entretanto, haverá um revezamento estratégico no uso do espaço, visando a segurança do filhote, conforme explicou Moraes:

“Nós vamos revezar. A mãe e a filhotinha vão ocupar o recinto alguns dias, outros dias quem vai ocupar é o pai sozinho. Não podemos colocá-los juntos por que o pai não reconhece o filhote como sendo seu filho. Ele pode atacar o filhote chegando até a matar o filhote. Isso também acontece na natureza. Nós temos que respeitar o que acontece na natureza onde a mãe cuida do filhote em um território separado do território do macho. Ela normalmente fica com a mãe num primeiro período até desmamar – em torno de seis meses. Depois, ela segue com a mãe em um segundo período, onde será o período que ela aprende usar o território que pode ser até com um ano e meio de idade e nós vamos respeitar esses períodos aqui no Refúgio.”

Após este período de adaptação, a Itaipu lançará um concurso para e escolha do nome da oncinha. A data ainda não foi definida, mas deve ocorrer no aniversário de seis meses do filhote.


A bebê permaneceu isolada até possuir coordenação suficiente para não se afogar. Foto: Itaipu/ Alexandre Marchetti

O Refúgio Biológico Bela Vista está instalado em uma área de 1.908 hectares, na margem brasileira da Itaipu. O espaço reúne hoje a maior diversidade de espécies da flora e da fauna regional, muitas delas ameaçadas de extinção. O plantel de Itaipu conta com mais de 380 animais.
 
Última modificação em Terça, 11 Abril 2017 16:01
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