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Cultivo alternativo vem ajudando a preservar a Mata Atlântica

Palmeira pupunha se popularizou como uma alternativa sustentável econômica e ambientalmente. Foto: Daniele Otto
O Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de palmito no mundo. No entanto, sua produção sempre foi baseada na exploração de espécies nativas, como a palmeira juçara, da Mata Atlântica, e o açaí, da Floresta Amazônica. Com essa extração corria-se risco da extinção principalmente da juçara, espécie que morre logo após a colheita do palmito.

Para diminuir o problema, a palmeira pupunha se popularizou como uma alternativa sustentável econômica e ambientalmente. A espécie começa a produzir já com 18 meses e prossegue suas colheitas anuais por pelo menos mais dez anos. Outro diferencial é que este tipo de palmito não escurece rapidamente após o corte, uma vantagem em relação às demais palmeiras que possibilita a venda in natura com maior valor agregado.

Palmito da pupunha demora mais a escurecer: valor agregado ao produtor na venda in natura. Foto: Luciana Jaques

Somente no Paraná, o segmento cresceu quase 4.000% nas últimas duas décadas e aumentou o valor bruto da produção de R$ 480 mil para R$ 19,5 milhões no litoral. Segundo Álvaro Figueredo dos Santos, pesquisador da Embrapa Florestas, a pupunha tem algumas características diferenciadas e ainda gera um bom retorno econômico aos pequenos produtores.

“A pupunha forma uma touceira, isso quer dizer que ela tem várias brotações e, a partir desse momento em que é cortada a planta-mãe para obtenção do palmito, uma outra brotação vai produzir um novo palmito. Com isso é possível se realizar cortes durante o ano e durante vários anos. Outra característica diferenciada da pupunha é o de ser uma atividade que pode ser produzida dentro da agricultura familiar. Um produtor, com um hectare, a partir do momento que comercializa seu palmito in natura, pode ter uma boa renda agregada à sua atividade agrícola.”

O próximo desafio dos pesquisadores da Embrapa é viabilizar formas para que a produção de mudas seja mais barata. Hoje, o custo da semente é alto, pois elas vêm da Amazônia brasileira e peruana.


Última modificação em Quinta, 20 Abril 2017 16:43
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu
 
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