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Produção nacional de alimentos orgânicos deve crescer consideravelmente em 2017

A produção de alimentos orgânicos no Brasil tem tudo para colher ótimos resultados em 2017. Segundo levantamento feito pela Coordenação de Agroecologia (Coagre) - da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), a produção orgânica no país pode ultrapassar os 750 mil hectares registrados em 2016, impulsionada, principalmente, pela agricultura familiar.

Ainda de acordo com a Coagre, desde 2013 houve um salto de 6.700 mil unidades para aproximadamente 15.700 em 2016. Ou seja, em apenas três anos, foi registrado mais do que o dobro de crescimento deste tipo de plantio em solo brasileiro.


O Sudeste é a região brasileira que mais produz alimentos orgânicos. Foto: Divugação/MDA

O Coordenador Geral de Cooperativismo da Secretaria de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (sead), Marco Pavarino, enumerou alguns fatores que influenciaram para consolidação dos orgânicos no País:

O primeiro deles é o próprio consumo. Estamos passando por uma etapa, vamos dizer assim,em que os consumidores estão demandando produtos mais sustentáveis, produtos orgânicos, produtos que sejam agroecológicos. Esse movimento dos consumidores leva a uma maior necessidade de disponibilidade de produtos orgânicos. É o consumo impulsionando uma maior de manda de produtos orgânicos, produtos agroecológicos. Outra razão para a gente ver isso em 2017 é que cada vez mais temos informações chegando aos agricultores. Todo o processo de formação que a própria Secretaria de Agricultura trabalha na formação de agentes, por exemplo, de assistência técnica com cunho voltado para agroecologia, ele acaba levando mais informações para os agricultores. Seja através da assistência técnica, seja na formação dos próprios agricultores. Com mais informação, os agricultores podem também se capacitar para produzir mais alimentos orgânicos. Se existe já uma crescente demanda, por parte dos consumidores, e existe também um maior processo de informação, de capacitação dos agricultores e dos agentes de assistência técnica, a combinação desses fatores provavelmente vai mostrar o aumento considerável na produção de alimentos orgânicos, agroecológicos e alimentos mais sustentáveis.”


A agricultura familiar possui um papel fundamental na produção de alimentos orgânicos. Foto: Divulgação/MDA

Pavarino ainda ressaltou a importância desse tipo de produção para o fortalecimento da agricultura familiar e preservação do meio ambiente:

São dois pontos fundamentais. Os alimentos orgânicos e os alimentos agroecológicos têm características muito próprias e muito específicas que trazem consequências diretas para os agricultores familiares. A primeira delas é na estruturação melhor da própria renda dos agricultores familiares. Se existe uma maior demanda por produtos agroecológicos, se existe uma maior demanda por produtos orgânicos e se esses produtos orgânicos são em sua essência produzidos por agricultores familiares, significa que teremos mais agricultores familiares vendendo produtos orgânicos e, portanto, mais agricultores familiares melhorando a sua renda e melhorando a sua qualidade de vida como um todo. Outro ponto também é a questão ambiental; é indiscutível que os produtos orgânicos produzidos de forma agroecológica, em sistemas de produção agroecológica, eles são muito menos impactante no meio ambiente. Sejas nas água, para os animais, para os insetos, para os polinizadores e, obviamente, menos impactante para os próprios agricultores familiares. A redução, mesmo a eliminação do uso de inseticidas, fungicidas, agrotóxicos… por si só já protegem o agricultor familiar que passa a não manusear esses elementos que são nocivos. E também deixa de contaminar mananciais de águas, deixa de ter um efeito nocivo sobre as aves, sobre os polinizadores que são importantes. Então a produção agroecológica e a produção orgânica têm impacto positivo tanto na renda dos agricultores familiares quanto na preservação e manutenção de um meio ambiente melhor.”

No ranking das regiões que mais produzem alimentos orgânicos, o Sudeste ocupa o primeiro lugar, totalizando mais de 300 mil hectares e cerca de 2.700 registros de produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Na sequência, estão as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil). 



Última modificação em Quinta, 27 Abril 2017 20:58
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