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Agro Energia: Oeste do Paraná impulsiona uma nova economia sustentável

Estimativa do Banco do Brasil é investir na região Oeste do Paraná até R$ 1 bilhão nos próximos anos por meio de linhas de financiamento. Foto: Alexandre Marchetti / Itaipu Binacional
O Banco do Brasil, a Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis- Biogás (CIBiogás), entre outros parceiros, lançaram nesta quinta-feira (18), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o Programa Agro Energia.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a produção de energia limpa e renovável em atividades do agronegócio, possibilitando a redução dos custos na produção e, consequentemente, melhorando a competitividade do setor. A estimativa do Banco do Brasil é investir na região Oeste do Paraná até R$ 1 bilhão nos próximos anos por meio de linhas de financiamento voltadas à produção de energia a partir da biomassa.

As linhas de crédito serão usadas para a instalação de biodigestores, compra dos geradores e integração da propriedade agrícola à rede elétrica. Os juros subsidiados variam de 2,5% a 8,5% ao ano, dependendo do tamanho da propriedade. Estima-se que o retorno do investimento aconteça em no máximo cinco anos.

O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa, explicou como irá funcionar o programa e ressaltou o trabalho que já é desenvolvido no Paraná:

“Essa linha de crédito faz para parte do Programa Agro Energia, do Banco do Brasil, voltada para o financiamento e produção de energia limpa através da energia solar fotovoltaica, eólica e biomassa. No caso aqui, estamos fazendo um investimento e disponibilizando recursos na ordem de até R$ 1 bilhão, que entendemos ser suficiente para atendar as demandas de até então. Aqui no Paraná encontramos um trabalho muito organizado nesse sentido, diferente de outros estados que ainda não estão nesse nível de organização que encontramos aqui. Por isso, com apoio da Itaipu, do CIBiogás, das cooperativas e produtores que já estão organizados, entendemos o apoio do Banco do Brasil com este programa vem fortalecer essa produção de energia limpa e sustentável, e aumentar a renda do produtor.”



De acordo com Rodrigo Regis de Almeida Galvão, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), a iniciativa irá fomentar um novo modelo de negócios na região:

“Do ponto de vista ambiental, nós damos a possibilidade do produtor transformar um problema ambiental em um ativo energético com valor econômico agregado. Isso nenhuma outra energia renovável faz. Outro ganho para região é que a partir do momento que você tem linhas de financiamento, condições de viabilidade econômica, cria-se condições para empresários e investidores entrarem com investimentos nesse segmento. A partir do momento que aumenta a demanda, nós vamos precisar que os fornecedores de motogeradores e biodigestores, ou seja, a cadeia do biogás forneça mais serviços. A partir do aumento da demanda vamos precisar de mais consultores, mais assistência técnica. Isso tudo pode fomentar a criação de empresas e renda na região. Com isso nós criamos uma nova economia e movimenta uma nova economia na região, que é a economia do biogás.”



Segundo Paulo Afonso Schmidt, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, o Programa Agro Energia pode ser um importante incentivo aos produtores rurais não apenas na questão energética, mas também no aspecto ambiental e na possibilidade de expansão dos negócios:

“Nós estamos vendo as possibilidades que vem dos produtores rurais, de forma vinculada especialmente à cadeia da proteína animal, aos planos de expansão do setor, que representam uma grande riqueza aqui para a região. Se não tivermos tecnologias adequadas, que possibilitem resultados de interesse de todos, o risco à expansão desse negócio é grande. E as Energias Renováveis cumprem um papel importante, pelo exemplo já dado na questão do biogás, para a destinação correta dos resíduos, e também pelas outras oportunidades trazidas por outras fontes no que diz respeito a uma melhor qualidade da energia assegurada ao produtor e à comunidade em geral. Trata-se de uma meta arrojada pelo ineditismo, mas a participação de Itaipu tem tornado muito possível a obtenção de exemplos vitoriosos no que no que diz respeito a busca desse equilíbrio”.



O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, também participou da solenidade e destacou a importância do aproveitamento dos resíduos para a geração de energia:

“Uma vida rural moderna vive de muitos insumos, e, particularmente, a energia é um insumo muito importante, diferentemente de um passado não muito distante. Energia como insumo fundamental, compõe certamente a cartilha de custos de uma propriedade. Como a nossa produção de grãos e especialmente a produção de proteínas animais gera resíduos em volumes expressivos, nada mais inteligente do que o investimento que se possa fazer na geração de energia, no aproveitamento racional desses resíduos – vegetais ou animais – para a produção de energia, seja térmica, seja na forma elétrica, proveniente de biogás, biometano, enfim, as formas inteligentes que a gente possa aproveitar esses resíduos como mais um produto que saia da propriedade. Concorrendo para reduzir custos, mas também abrindo a possibilidade de obtenção de receitas adicionais. Cada vez mais o mundo precisa da gente como agricultores ou como sociedade de forma mais ampla, de energias renováveis. E como nós temos essa expertise grande aqui no Paraná, boa parte do Brasil que tem uma agricultura forte, que cresce e se fortalece, então os modelos que possam ser introduzidos na forma de barateamento dos investimentos para fazer a geração de energia, são bastante importantes.”



Segundo um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o agronegócio responde por 46% das exportações do Brasil e por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. No Sul do Brasil, o setor é responsável por 70% das exportações e 35% das riquezas. O agronegócio é um dos maiores demandantes de energia elétrica para seu funcionamento.
Última modificação em Sexta, 19 Maio 2017 16:00
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