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O 'desmatamento zero' é possível? Qual seria o impacto no PIB nacional?

Foto: Welington Pedro de Oliveira/Fotos Públicas
Apenas na Mata Atlântica, entre 2015 e 2016, o desmatamento cresceu 57,7% e o bioma perdeu o equivalente a uma área de mais de 29 mil campos de futebol. Com esse tipo de informação, é difícil imaginar, mas quais seriam os impactos econômicos, sociais e ambientais de um cenário de desmatamento zero no Brasil?

É isso que o Instituto Escolhas, em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), pretende responder em um estudo inédito envolvendo especialistas de diferentes competências. O estudo está em fase de desenvolvimento e deve calcular o possível efeito que essa utopia acarretaria no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, tanto em escala nacional como regional.

O trabalho também deve abrir espaço para a discussão acerca de temas como governança, políticas públicas compensatórias e alternativas para minimizar tais efeitos. De acordo com o diretor de Relacionamento com a Sociedade do Instituto Escolhas, Sergio Leitão, o estudo pode comprovar, por exemplo, que a área desmatada no País já é a suficiente para a execução das atividades agropecuárias:

“O objetivo é entendermos o que acontece com a economia brasileira e com o País como um todo, especialmente o setor agrícola, se zerarmos o desmatamento (parar de desmatar). E por que é importante fazer essa pergunta? Porque já existe uma leitura muito forte dos especialistas de que o Brasil já tem condições de equilibrar duas questões que são muito fundamentais: não precisa mais continuar desmatando (porque já tem muita área que foi desmatada no Brasil, ou seja, o que já foi desmatado assegura terra para o plantio), e ao mesmo tempo, o Brasil precisa preservar as florestas, porque são fundamentais para a produção de água e, inclusive, para garantir toda um conjunto de serviços ambientais, que são fundamentais para a própria atividade agrícola. Então, esse estudo quer saber como o País atendendo a essa necessidade de preservar a agricultura, garantir a preservação da floresta, pode ter uma informação que mostre se é possível zerar o desmatamento e isso vai ou não ter reflexo sobre a nossa economia. Se terá reflexo positivo ou terá algum tipo de situação para prestarmos uma maior atenção.”

Especialistas de diferentes expertises desenvolvem o estudo. Foto: Instituto Escolhas

Para entender o que o desmatamento zero significa para a economia, os especialistas definiram uma série de cenários para calcular o que aconteceria com a adoção de diferentes estratégias, desde o cenário mais extremo – zerar todo o desflorestamento hoje, ilegal e legal – até o proposto pelo governo brasileiro em 2015 para o Acordo de Paris, se comprometendo a zerar o desmatamento ilegal até 2030, além de reflorestar 12 milhões de hectares de florestas.
 
A partir de um período que vai de 2005 até 2015, serão considerados, entre outras variáveis, o histórico do desmatamento em três biomas (Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica) e por estado, a evolução da agricultura e das pastagens no país, e também o crescimento do PIB brasileiro no período.

“Ninguém discute que a agricultura é fundamental para a economia do Brasil. Outra questão que não se discute é que o meio ambiente é fundamental, senão não tem água, não tem floresta… como essas duas questões são necessárias de coexistirem pacificamente, vamos então verificar se é possível ou não fazer esse atendimento daquilo se chama 'zerar o desmatamento', e ao mesmo tempo assegurar que o Brasil ter ganhos de produtividade e isso significar menos necessidade de destruição de florestas. Então, esse estudo é para dar essa resposta. É um estudo complexo, porque primeiro precisa olhar quantos hectares em cada estado terão de deixar de serem desmatados. É olhar o que significaria isso em termos de reflexo sobre a economia. Traduzindo: 'vai aumentar o preço do chuchu na feira? O preço do feijão na gôndola do supermercado?'… o que seria o reflexo sobre o PIB. O PIB do País vai sofrer algum tipo de prejuízo. A ideia agora é checar esses dados para que não haja erros ou dúvidas nos dados que iremos apresentar. E a ideia é que até agosto estejamos com o trabalho devidamente concluído sendo apresentado à sociedade, com a sociedade empresarial, o governo, a sociedade civil, as ONG's e um público amplo. Entendemos que esse estudo interessa a todo o País, a todo o Brasil, desde o governante estadual, um prefeito de uma cidade do interior até um estudante de escola pública, porque finalmente poderemos ter a possibilidade de entender que o Brasil poderá equilibrar essas duas questões que são fundamentais: crescer economicamente (com a agricultura como motor), sem que seja necessário aquilo que fez nos últimos anos, que foi o desmatamento como um motor necessário para o crescimento da agricultura brasileira.”

Nos mesmos moldes, o Instituto Escolhas publicou no ano passado um estudo sobre quanto custaria aos cofres públicos reflorestar os 12 milhões de hectares. O resultado apontou que o país precisa investir R$ 52 bilhões até 2030 para alcançar a meta, com um investimento anual de R$ 3,7 bilhões durante 14 anos.

Última modificação em Terça, 13 Junho 2017 13:36
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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