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Geólogo expõe preocupação sobre o monitoramento das águas subterrâneas no Paraná

Grande parte dos municípios brasileiros são abastecidos por águas subterrâneas, porém estes recursos não vem sendo monitorados da maneira adequada segundo Herman Vargas Silva, geólogo e doutorando em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP. A declaração foi dada durante o 3º Seminário de Qualidade da Água, promovido no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR).

Em sua apresentação, o geólogo citou exemplos de como esta carência pode representar sérios problemas à saúde pública e até mesmo desastres, no caso dos afundamentos dos lençóis freáticos.

“No meu município, Maringá (PR), nós temos hoje cerca de 1,5 mil poços outorgados, ou seja, legais. Não existe hoje um monitoramento, por exemplo, da qualidade. Eu não sei como ela está variando. No ano passado, orientando um aluno, ele coletou amostras de dez poços do centro da cidade e todos tinham coliforme fecal. E Maringá é uma cidade que tem esgoto tratado praticamente 100%. Estamos com cerca de 90%. Ou seja, não era para ter coliforme fecal. O que isso quer dizer? Quer dizer que os poços não estão sendo tratados devidamente; quer dizer que eu não tenho controle dessa água, não tenho o controle da produção, e nós não temos mesmo. Esse é só um caso. Você pode ter vários outros casos. Aqui no Oeste com os porcos, fantástico, fundamental para a economia. Agora eles estão pegando os dejetos, ensacando e produzindo gás. Nota 10! Mas e há vinte anos atrás? Era disposto numa fossa”.


Em 2016, a população de Maringá (PR) cavou buracos para extração de águas subterrâneas como forma de enfrentar a falta de água potável. (Foto: Eduardo Cavalari/RPC)


Segundo o pesquisador, a solução para a situação pode estar em monitoramentos municipais realizados com o apoio das tecnologias livres, como por exemplo a ferramenta Freewat:

“Se o município é pequeno e não pode ter um técnico (que eu gostaria que fosse um geólogo, porque esse é o cara que vai saber da produção dessa água), que tenham um colega e que saiba fazer isso. Maringá é uma cidade com 500 mil habitantes pode ter um colega na prefeitura que vai operar essa ferramenta. As outorgas de água, por exemplo, hoje são dadas pelo estado. Faz um convênio com o município, a ordem para perfurar, a fiscalização da perfuração, a análise do projeto que hoje o estado não tem como ver. A análise do projeto, se a vazão é aquela, se o teste foi bem feito, foi mal feito. Ele não tem gente. Passa para o município, tenho certeza que um colega no município olha tudo isso, dá o aval dele e pode fazer essa ferramenta funcionar e nós temos uma ferramenta maravilhosa para uma política estadual, nacional de águas subterrâneas. Quase tudo que a gente quer está ali. Monitoramento do lençol freático, monitoramento dos testes de vazão, mapeamento hidrológico, mapeamento hidroquímico, simulações que é uma coisa importante. Por exemplo, se eu botar em funcionamento esse poço como é que vai ser o encadeamento dos níveis de lençol aqui. Eu tenho tudo ali”.

O 3º Seminário de Qualidade da Água é realizado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Itaipu Binacional e Parque Tecnológico Itaipu (PTI).
Última modificação em Quinta, 17 Agosto 2017 20:48
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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