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Engenheiro explica sobre a necessidade de cuidados com tubulações de água

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Miguel Guazzelli, engenheiro agrícola e diretor da Hidroambiental, empresa especializada em soluções de proteção para tubulações e redes hidráulicas, explica o que é um transiente hidráulico. Trata-se de um tema técnico, mas que muitas vezes é negligenciado em instalações de água, efluentes industriais e outros líquidos.

“O transitório ou transiente hidráulico, nada mais é do que a mudança de um estado de hidráulico, onde eu saio de uma velocidade permanente de por exemplo 2 m/s², e por um distúrbio na rede por exemplo, falta de energia, e essa velocidade vai cair de 2 para 0 (m/s²), ou seja, é a transição de um estado para outro. Isso não é feito de uma forma linear, é feito de uma forma agressiva, transitória, onde se tem aumentos e quedas de pressão abruptas”

Miguel aponta a consequência para uma rede de distribuição de água.

“A consequência que você pode ter em uma tubulação ou nos acessórios que estão ligados nessa tubulação, são que quando ocorrer essa queda de pressão, essa tubulação pode por exemplo por questão de vácuo, vir a murchar, ou por sob pressão, quando a pressão sobe muito, ela pode estourar. Ou seja, pode murchar ou estourar a tubulação, e com isso ter ela fora de uso. Golpe de ariete.”

O especialista sinaliza o que pode ser feito para proteger a tubulação.

“As válvulas ventosas são alguns dispositivos que estão disponíveis para fazer sistemas de proteção dessas redes hidráulicas. Normalmente as válvulas de controle hidráulico, são válvulas que vão permitir abrir a comunicação entre o interior da tubulação e fora dela. Para por exemplo, aliviar essa sob pressão. A pressão vai subir, essa válvula vai abrir e vai aliviar não deixando que a pressão suba dentro do tubo. A pressão não subindo dentro do tubo, significa que esse tubo não vai romper, não vai estourar. Uma ventosa vai proteger o transitório, o transiente hidráulico, quando a pressão cai muito, ela não vai deixar o tubo murchar, ela vai abrir para a atmosfera e deixar o ar de fora entrar para dentro. Não deixando o vácuo murchar esse tubo. Basicamente você tem três tipos de ventosas: a ventosa automática que tira borbulhas de ar dissolvidas no liquido; ventosas cinéticas que tiram grandes quantidades de ar de dentro da tubulação ou permite que quantidade grande de ar entre dentro tubo; e a terceira que junta essas duas, que é a ventosa combinada a tríplice função, cinética mas automática. Muita quantidade de ar para fora, muita quantidade de ar para dentro, ou pequenas quantidades de ar que estão dissoltos na água saem de dentro do líquido.”

Esta entrevista foi realizada pelo professor Fernando Tangerino, em 9 de agosto, no campus Ilha Solteira da Unesp.
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