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Inspirado no Pokémon GO, aplicativo explora a fauna da Mata Atlântica

Em 2016 foi lançado um aplicativo que virou febre instantânea: o Pokémon GO. Pouco mais de um mês após o lançamento, o aplicativo ultrapassou a marca dos 100 milhões de downloads. A plataforma baseada na realidade virtual serviu de modelo para alguns outros aplicativos.

Foi inspirado nele, por exemplo, que o professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp), Antônio Mauro Saraiva, criou o BioExplorer, um aplicativo de realidade aumentada com animais da Mata Atlântica, que aparecem em um raio de 35 metros do jogador.

“Essa ideia começou no ano passado (mais ou menos em maio) quando o Pokémon GO estava virando uma febre e a gente estava organizando a Semana USP de Ciência e Tecnologia que ocorreria em outubro. E como essa feira é voltada para o público jovem e estudantes, eu pensei ´vamos colocar um daqueles pokémons posts' para atrair a garotada para o local da feira, nessa semana onde vai ter as exibições. Eles vem para capturar os bichinhos e são capturados pelas atividades legais da feira e ficam por aqui. Aí ao mesmo tempo estávamos trabalhando na proposta de um projeto para educação ambiental, e veio uma ideia cruzada 'poxa, mas por que não fazer um joguinho como esse para que as pessoas ao invés de tentarem capturar esses bichinhos virtuais, não são atraídas para explorar a biodiversidade brasileira. Aí começou a ideia e nós começamos a trabalhar desenvolvendo isso daí.”

Após a ideia, o próximo passo foi a busca por investimentos para o projeto e estudos para a melhor forma de disponibilizá-lo. Feito isso, um mês foi suficiente para o desenvolvimento de uma versão simples do aplicativo disponível para ser baixada.

“A gente conseguiu um recurso inicial para fazer uma primeira versão mais simples para ser lançada já no Dia Mundial do Meio Ambiente desse ano, 5 de junho. Então basicamente foi feito em um mês. A gente definiu quais eram as funcionalidades iniciais mais simples, quais eram os bichos que iam aparecer. De início só bicho porque queríamos coisas que tivessem mais mobilidade, depois a ideia é ter planta também. A gente fez em parceria com um par de empresas que fazem design de games e modelagem.”

Saraiva comenta também sobre o objetivo do aplicativo. Ele viu que havia uma necessidade muito grande de fazer com que a população conhecesse a própria fauna e biodiversidade do país. E o BioExplorer atua diretamente nisso.

“Acho que vale para a população em geral, e evidentemente muito mais para quem mora em cidades. Acho que a principal motivação nossa, é que essa biodiversidade é fundamental para a nossa própria sobrevivência. Então manter o que a gente tem de recursos naturais, não é só questão de achar bonito, é uma questão de sobrevivência. É mais grave do que só uma questão estética ou científica. A nossa visão é que as pessoas não vão cuidar, não vão se preocupar com aquilo que elas não apreciam, não conhecem ou não gostam. Se não souber o que existe, a importância daquilo, se não tiver uma ligação até afetiva com aquilo, não vão se preocupar. Isso vale, eu acho para qualquer coisa. Então a gente achou que seria um jeito lúdico e divertido para as pessoas entrarem em contato com essa biodiversidade, se envolver com isso e a partir daí passar a valorizar mais as iniciativas de preservação.”

Telas do aplicativo BioExplorer, criado por pesquisadores da USP – Foto: Reprodução

Por enquanto, os “exploradores” só podem encontrar quatro bichos comuns da Mata Atlântica: onça-pintada, lobo-guará, capivara e carcará. Ao serem encontrados, uma tela aparecerá com um texto e áudio explicando as características do bicho, e também apresentará os riscos de extinção que correm.

Além disso, um outro personagem marca essa primeira versão do jogo, que logo logo terá novas atualizações.

“Por que o Saci? De novo uma outra ideia que surgiu nesse meio tempo. O mesmo tipo de joguinho, poderia servir para que as pessoas entendam um pouco mais da nossa mitologia. Uma mitologia muito importante, muito rica e muito ligada também ao meio ambiente. Todos seres mitológicos – Saci, Cuca, Boitatá, Iara e por aí vai – vivem em um ambiente natural. O saci se reproduz em ocos de bambuzal, a Iara é na água e por ai vai. Então a gente achou que dava também para usar esses seres para aparecerem e para as pessoas também conhecerem. A ideia é nas próximas edições adicionar novos bichos e seres mitológicos, e depois mudar um pouquinho também, refinar um pouquinho o esquema em que o jogo é jogado. A nossa ideia é que depois as pessoas passem a ganhar pontinhos, estrelinhas ou ter seus bichos na coleção de animais já explorados e não capturados, para poder ter um pouco de gameficação – uma competiçãozinha por obter mais, para conhecer mais, para poder comparar com seus colegas por exemplo, e usar isso mesmo em atividades em escolas, parques, para incentivar a criançada a explorar mais o joguinho em si.”

O BioExplorer já está disponível nas plataformas Android e IOS.

*Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
Última modificação em Quarta, 30 Agosto 2017 18:40
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