Portuguese English Spanish
Entrar

Entrar

Faça seu login
ou use sua conta
Lembrar-me

Create an account

Campos marcados com * são obrigatórios
Nome (*)
Nome de usuário (*)
Senha (*)
Confirmação de senha (*)
Email (*)
Confirmação de email (*)
BUSCA

Seguro rural: evento aponta os principais desafios do Oeste do Paraná

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 25% dos danos causados por desastres ambientais no mundo tem impactos diretos sobre o setor agrícola. No Brasil, a perda média anual é de R$ 11 bilhões de acordo com dados da Embrapa e do Banco Mundial.

Neste contexto, a gestão de riscos e o seguro rural surgem como alternativas para minimizar estes prejuízos. No Oeste do Paraná, grande polo agrícola, neste mês de setembro agricultores, representantes de instituições públicas e privadas do setor, seguradoras, correspondentes e representantes bancários se reuniram para discutir o tema em Cascavel (PR).

O encontro foi realizado no Sindicato Rural de Cascavel por meio de uma parceria entre o próprio sindicato, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná e o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD). Na ocasião, diversas questões foram debatidas e identificadas como principais carências e desafios do Seguro Rural na região.

A ação faz parte das atividades desenvolvidas pela Câmera Técnica de Grãos do POD que iniciaram no final do ano passado com a identificação de diversos gargalos do setor, como o caso do Seguro Rural, após contribuições de representantes da cadeia produtiva.

De acordo com Francisco Simioni, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, as variações climáticas ainda representam grandes ameaças na região:

“A grande dificuldade e os desafios que os produtores enfrentam todo o ano, a cada vez que lançam sementes no solo, é as condições do clima. É aí que o seguro rural entra para prevenir e indenizar perdas que são incontroláveis pelo homem, como geada, granizo, seca, excesso de sol, excesso de chuva e até, em alguns casos, doenças que comprovadamente pela pesquisa não são controladas pelos defensivos e agrotóxicos que o produtor tem à disposição hoje. O desafio é grande porque todo mundo sabe que a safra e a produção estão a céu aberto, e enquanto ela não for colhida e armazenada, o produtor sempre tem o risco de ter que correr contra as variações do clima.”

Durante o encontro coube ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, apresentar a situação atual e as perspectivas do seguro rural no Brasil. Já a Federação Nacional das Seguradoras e as próprias seguradoras explicaram como funcionam os seus principais modelos de negócio. O Dr. Clyde W. Fraisse, da Universidade da Flórida, comentou sobre questões relacionadas ao monitoramento do clima para a redução do risco na agricultura, citando exemplos práticos de Estados Unidos e Paraguai.

Após as apresentações, os participantes debateram sobre os temas apresentados e elencaram três demandas como prioritárias: a aproximação entre seguradoras e produtores rurais; a ampliação da proteção do seguro rural para as atividades da piscicultura; além do aumento de recursos nos programas de subvenção federal e estadual a fim de proporcionar maior apoio aos agricultores.

“Entre os encaminhamentos ficou delineado que nós vamos fazer um processo de aproximação maior entre as seguradoras e os produtores rurais. Outro ponto é de que há necessidade de haver uma maior divulgação desses produtos que as seguradoras oferecem para que o produtor possa, em tempo hábil, acionar o seguro, fazer a sua cotação prévia e buscar com o seu corretor de confiança qual é o tipo de seguro e quais os procedimentos para fazer uma opção. A opção de fazer ou não seguro, de escolher a seguradora A, B ou C, é uma decisão exclusivamente do produtor rural. Mas para que ele acesse esse importante instrumento de mitigação de riscos, e de tecnologia, porque quando ele tem um risco menor, o endividamento dele é menor. Estes foram os pontos principais que foram destacados neste grande encontro e que busca levar mais conhecimento sobre esse importante instrumento. O sistema estadual de agricultura tem colaborado para que este plano vá em frente e dê crescimento a todo o processo da cadeia produtiva e do agronegócio na região”.

Para este ano, a perspectiva para o Valor Bruto da Produção é de aumento porque a safra de grãos, que está em fase de colheita, foi além das expectativas e deve alcançar um volume de até 40 milhões de toneladas no Paraná.

Última modificação em Sexta, 22 Setembro 2017 12:18
Avalie este item
(1 Voto)
Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Voltar ao Topo
 
Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu   Mantenedores   Desenvolvido por:
Av. Presidente Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038
   
  • Todos os Direitos Reservados