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Gestores da Itaipu Binacional apresentam projetos de sucesso no Oeste do Paraná

Quarenta milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à água potável. No mundo, segundo a Unicef, 2,4 bilhões de indivíduos não tem água limpa ao abrirem as torneiras. Os números não são bons, mas se nada for feito as coisas podem piorar ainda mais.

Para ajudar a melhorar essa situação crítica, as ações precisam partir de dentro para fora. Transformar a realidade local é o primeiro passo para deixar um mundo melhor para as futuras gerações. E é justamente nesse aspecto que o Oeste do Paraná vem se destacando por meio de ações ecológicas executadas em cidades de toda a região com o apoio da Itaipu Binacional.

Boa parte dessas iniciativas foram apresentadas ao público durante o Fórum Cidadão da Região Sul realizado em Foz do Iguaçu. Para que as ações sejam realizadas, cada cidade possui um gestor que organiza e lidera esses trabalhos juntamente com uma equipe. O gestor de microbacias da Itaipu, Seno Leopoldo Anton, comenta sobre a importância desses gestores municipais.


Seno Anton é responsável pelas cidades de Missal, Ramilândia e Matelândia. 

“Os comitês gestores municipais são extremamente importantes porque eles dão aquele caráter de descentralização e participação da comunidade no projeto. A questão ambiental é muito ampla e envolve a todos nós. Todos nós temos a responsabilidade de ter algo para contribuir também. Então, no comitê gestor local, a participação é para discutir as dificuldades que encontram dentro da comunidade, os anseios e ajudar a administração municipal a ver o que é necessário fazer para ter uma água de qualidade, para ter um ambiente propício para a vida comunitária e uma produção mais duradoura e melhor, principalmente da agricultura e pecuária da região. São elementos essenciais que nos orientam tanto no diagnóstico técnico (para ver as atividades e onde serão desenvolvidas). Eles tem conhecimento do local, então o técnico chega para fazer o projeto e traz a base de cálculo, mas a pessoa do local, o agricultor e a comunidade que está no local que sabe exatamente onde tem a maior dificuldade quando dá uma chuva em excesso, uma estiagem, onde é que tem uma dificuldade maior de convencer algum cidadão a participar de um processo de construção de um ambiente propício para todos.”

Na região de Toledo, Tânia Maria Langemann é a gestora responsável pelo Coletivo Educador que está realizando um projeto de recuperação de nascentes inédito no município. Em dois anos, a equipe já coleciona bons resultados.



“Com este projeto, até o presente momento, (o principal resultado) foi o aumento do volume de quantidade de água nas propriedades e também até no próprio município. No entanto, dentro do município de Toledo quando se faz qualquer investimento ou ação, primeiro nós recuperamos essa nascente para depois fazer todo o outro processo, principalmente em parques e praças, que é para a comunidade e ela vê isso. Nós fizemos toda essa recuperação, e em cima disso, os arquitetos e engenheiros fazem os seus projetos. A questão da zona rural: os produtores da zona rural não acreditavam na capacidade do aumento desse volume d'água. Nós vimos nascentes que estavam praticamente detonadas, mas recuperamos isso. Antes, em uma daquelas nascentes o produtor não tinha nem 5 m³, hoje ele usa para ele, consumo animal e ainda sobra.”

E esse projeto de recuperação de nascentes se estende internacionalmente. Na cidade Nueva Esperanza, no Paraguai, uma nascente importante que ficou por muito tempo em uma propriedade privada, foi transformada no município de apenas 17 anos. A comunidade pôde participar do processo de revitalização à escolha do nome. As sugestões vieram de crianças de uma escola local, e o escolhido foi: Ykua Sati, que significa “água cristalina que jorra”. É o que conta a representante do projeto Paraguai Biodiversidade, Rosa Beatriz López.



“A água é um recurso finito, que acaba quando se contamina e não está mais apta para uso. O que estamos fazendo é recuperar essa água que está brotando e sai em uma velocidade impressionante, e é uma água cristalina. O que estamos fazendo é resgatar, recuperar, enriquecer e transformá-lo em um espaço público e digno de ser visitado e de ser valorizado por todos.”

Voltando para o Oeste do Paraná, André Luiz Watanabe, responsável pelo setor de piscicultura no reservatório de Itaipu, trouxe casos de mudanças de pescadores da região. Por meio de cursos e incentivos, muitos trocaram a pesca extrativista pela piscicultura em tanques rede.



“A gente atua desde 2003 nesse projeto de piscicultura e desde então temos proporcionado que cada vez mais pescadores entrem no projeto e entendam a importância do cultivo. Hoje em dia já tem um número considerável de produtores que eram pescadores e migraram para a atividade, e tem ainda alguns produtores que fazem as duas coisas concomitantemente. Mas para você ter uma ideia de como a piscicultura é importante. Para cada tanque rede que o produtor tem, ele tem uma renda equivalente a um salário mínimo. Ou seja, se ele possui dois tanques-rede, ele consegue garantir dois salários mínimos por mês. Uma vez que o produtor deixa de capturar no ambiente, a gente tem uma preservação de estoque do pesqueiro nativo. Por exemplo, em algumas atividades de pesca, como a do camarão que usa rede, para cada quilo de camarão que é capturado, se perde 5 quilos de espécies acompanhantes que não tem nenhum valor e muitas vezes morrem ou são descartadas. Então a pesca extrativista tem sim um impacto ambiental. Uma vez que o produtor deixa de capturar por meio de redes e cultivar, com certeza há um ganho na questão da preservação do estoque pesqueiro nativo.”



O Fórum está sendo construído dentro dos processos Temático, Regional e Político. O Fórum Cidadão é uma ação transversal a esses processos, com a intenção de garantir a participação de ações com envolvimento social e que está sendo realizado em todas as regiões do País. Além de Foz do Iguaçu, o Fórum já ocorreu em Fortaleza (CE), e será realizado ainda neste ano em Cuiabá (MT), São José do Rio Preto (SP) e Palmas (TO).



Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro*
Última modificação em Sexta, 29 Setembro 2017 18:21
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