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Agropecuária impulsiona o desenvolvimento do Oeste do Paraná

Foto: Encontro Estadual de Cooperativistas do Paraná / Flickr Ocepar
Um território que aumentou a oferta de empregos em quase 60% nos últimos dez anos e que possui um setor agropecuário de fazer inveja aos países mais desenvolvidos. Estas são apenas algumas das virtudes do Oeste do Paraná, um pequeno recorte do Brasil que vem dando certo mesmo com as adversidades vivenciadas pelo País.

Além da forte vocação para o cultivo de grãos, a região - que reúne mais de 1,3 milhão de habitantes – presta uma considerável contribuição para que o Paraná lidere o ranking nacional na produção de frangos. Já na suinocultura, setor que o estado ocupa a terceira posição no País, se entre 2005 e 2015 o efetivo total aumentou 57% no Paraná, no Oeste o salto foi bem maior: 296%.

Como se já não bastassem as plantações e os pastos, o produtor rural do Oeste ainda tem investido em outra alternativa interessante para diversificar a sua renda: a piscicultura. O destaque fica por conta da pequena Maripá, que apresenta altos índices de produtividade.

Para diversificar a renda do produtor rural, cada vez mais a piscicultura é uma alternativa no Oeste. Foto: Divulgação/Copacol

Estes expressivos resultados podem ser atribuídos a uma grande soma de esforços, que envolve diversos atores locais e é ainda mais impulsionado pela força do cooperativismo. Juntas, as 14 cooperativas agropecuárias localizadas na região faturaram cerca de R$ 24 bilhões em 2016, segundo estimativas da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O presidente da entidade, José Roberto Ricken, comenta sobre esta força regional e a importância da ligação entre os produtores e as cooperativas:

“O cooperativismo mais bem estruturado em termos de agroindústria e mais verticalizado está na região Oeste do Paraná. O produtor, analisando a situação dele, não tem mais interesse em só produzir matéria-prima e vender para uma grande empresa, que ficará com todo o resultado. No cooperativismo, ele participa desse resultado.”

Com esta imensa produção agropecuária, outra vocação natural da região é a produção de biogás. E por meio da Itaipu Binacional, do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), aos poucos os biodigestores vão se popularizando, transformando dejetos em energia elétrica, térmica e veicular. Com isso, os produtores tem eliminado passivos ambientais e diminuído a sua dependência energética, conforme explica o diretor-presidente do Centro, Rodrigo Regis de Almeida Galvão:

“O Oeste do Paraná tem uma característica ímpar e tem um grande desafio. Você vê que ela quer triplicar a produção de proteína animal nos próximos dez anos. E para triplicar essa produção, é preciso resolver os problemas ambientais, e outro problema muito sério que é a segurança energética. E o biogás pode sim ser um vetor que pode dar as condições para a competitividade desse segmento de mercado."

A produção de biogás é outra vocação do Oeste do Paraná. Foto: Itaipu Binacional

Entre os destaques está o audacioso projeto de Entre Rios do Oeste, cidade com pouco mais de 4 mil habitantes, que irá produzir energia elétrica a partir dos dejetos de suínos e de aves. Num primeiro momento, a ideia é zerar toda a conta de energia da administração pública do município. Em Santa Helena, inclusive já é possível ver de perto um trator movido a biometano, como é chamado o biogás purificado. A matéria-prima são os dejetos gerados pelas 220 mil galinhas poedeiras da Granja Haacke.

Aos poucos, o número de veículos com esse combustível “verde” deve se ampliar. E é bom preparar bem os motores para que possamos acompanhar esta velocidade toda como este pequeno pedaço de Brasil vem se expandindo.
Última modificação em Sexta, 06 Outubro 2017 17:49
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu
 
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