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Brasil pretende sediar a COP-25 em 2019, mas ainda esbarra em problemas ambientais

Representantes de quase 200 países se reuniram na Alemanha para debater o futuro climático do planeta. As lideranças presentes na COP-23, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, centraram as conversas na regulamentação dos compromissos, regras e procedimentos do Acordo de Paris, principalmente nas questões que envolvem as mudanças climáticas e o aquecimento global.



O secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, comentou sobre a importância das discussões a respeito da temperatura do planeta.

“Outro ponto importante que se esperava sair dessa conferência era um processo de diálogo a respeito do aumento de ambição climática nos próximos anos antes de 2020. Esse aumento de ambição climática significa: induzir ou trabalhar para que os países entendam a necessidade de aumentar os seus compromissos de redução de emissões, já que somando todos os esforços anunciados pelos países, a gente ainda está em uma trajetória de emissões a longo prazo, é bem acima dos próprio objetivos do Acordo de Paris que é limitar o aquecimento global abaixo dos 2°C em relação ao nível industrial e 1,5ºC em um cenário ótimo. Hoje, somadas as metas da redução de ambição de todos os países, a gente chegaria facilmente a um aumento de temperatura de 3°C até o final desse século, e as consequências disso seriam muito severas para todos nós. Hoje a temperatura do planeta já está 1°C mais quente do que em períodos pré-industriais.”

O Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, também esteve na conferência e anunciou a candidatura do país para receber a COP-25 em 2019.

“O Brasil é uma liderança expressiva no combate ao aquecimento global, e o Brasil tem a expertise de receber grandes eventos ambientais. A Rio 92 e a Rio+20. Então 2019, a COP 25 vai ser uma COP importante, a última COP antes da implementação de Paris, portanto acho que o Brasil reúne as condições e os exemplos necessários para fazermos a reunião.”

Entretanto, o governo do país ainda não é um dos exemplos no quesito preocupação ambiental. Prova disso está no ‘Prêmio Fóssil do Dia’ que o Brasil recebeu durante o evento. Esse prêmio é dado ironicamente aos países que andam contra os acordos ambientais. O motivo foi a medida provisória que reduz impostos da exploração e produção de petróleo e gás - a  MP 795 ainda está em tramitação.



Rittl, ressalta que o país tem uma boa relação quando se trata da diplomacia para o andamento dos acordos ambientais, mas isso não é suficiente, e também comenta sobre a candidatura do Brasil.  

“Uma conferencia como essa vai acabar criando uma oportunidade para nós enfrentarmos os nossos próprios desafios e as nossas próprias contradições. O Brasil tem compromissos importantes em relação a redução dessas emissões, em relação a redução do desmatamento, investimento em renováveis, e a gente está vendo um retrocesso ocorrendo em uma velocidade muito rápida nesse momento, então seria uma oportunidade para discutirmos o tema de forma aberta e permitir um amplo debate em meio a sociedade brasileira, engajamento de diferentes setores, e para que a gente enfrente os nossos dilemas e busquemos coletivamente colocar o Brasil em um rumo correto.”

Para o senador Jorge Viana (PT-AC), presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso, o evento pode ser uma oportunidade de o país mudar a forma que vem lidando com os problemas ambientais.

“Eu acredito e tenho esperança que se nós formos sede da COP daqui a dois anos, quem sabe daqui até lá a gente para de adotar medidas contra o meio ambiente que comprometem o compromisso brasileiro de evitar o aumento da temperatura do planeta e tomando juízo, a gente trabalha no sentido de colaborar no combate à mudança climática.”

A próxima edição da COP está prevista para ser realizada na Polônia em 2018.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro.
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