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Natureza pode ajudar a resolver problemas de alagamento

Foto: G1
Os alagamentos e as enchentes estão cada vez mais recorrentes em muitas cidades do País. São problemas graves e crônicos, causados por diversos motivos, como falta de rede de esgoto, lixo acumulado em bueiros e construções em locais inadequados como encostas de rios e próximo a áreas verdes.

Pouca gente sabe, mas pode estar na própria natureza (e os ecossistemas) parte de possíveis soluções para esse tipo de problema. É esse o tema dos estudos da Fundação Grupo Boticário sobre as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN). Os exemplos são vários. Um manguezal pode servir como barreira para o aumento do nível do mar. Já as matas ciliares aumentam a absorção de água pelo solo e podem impedir que sedimentos cheguem aos corpos d’água.

A Fundação Grupo Boticário desenvolveu um estudo baseado nessa a adaptação às mudanças do clima. O órgão contribuiu com o Plano Nacional de Adaptação a Mudança do Clima, lançado em 2016 pelo Governo Federal conforme explica Juliana Ribeiro, analista de projetos ambientais da Fundação:

“Estados e municípios podem elaborar seus planos considerando também as áreas naturais como parte de adaptação a esse processo de mudança do clima. E por que isso? A mudança do clima deve trazer eventos mais intensos, como a gente está reparando ultimamente, as chuvas ficam mais frequentes e mais intensas. Então, em menos tempo chove mais.”

Em Santa Catarina, somente nesse inicio de 2018 já foi registrado mais de 400mm apenas em Florianópolis. Todo este volume de chuva resultou em desmoronamentos e várias comunidades ficaram isoladas. Isso sem falar do risco de contaminação por doenças.

Mas também de Santa Catarina, do município de São Bento do Sul, vem um bom exemplo a ser replicado.

“São Bento do Sul (SC) está desenvolvendo um projeto em parceria com a Fundação Grupo Boticário, prefeitura e com a empresa de água do município. Eles envolvem a população em um programa de pagamento por serviços ambientais, onde cada proprietário recebe uma determinada verba para manter essa área preservada. Agora a Fundação Grupo Boticário está apoiando a prefeitura e a empresa de água para desenvolver uma modelagem de como que a mudança do clima vai impactar e vai intensificar os efeitos sobre essa região, então como a mudança de clima vai intensificar a sedimentação em termos de custo, para saber quanto vai aumentar o custo de tratamento de água. Assim vai ser possível identificar quais são as áreas prioritárias para baratear o custo de tratamento de água.”

Juliana conta ainda sobre os riscos de construções em áreas de preservação.

“A primeira coisa é respeitar o ambiente natural. Existe uma legislação que é o código florestal, e existe uma área de preservação permanente, então no entorno do rios, dependendo da largura, existe uma medida que deve ser preservada. A margem dos rios não deve ser ocupada, tanto por lei, como também pela segurança das pessoas. As margens dos rios, entorno de nascentes, os morros também, principalmente os muito ingrimes, não devem ser ocupados.”

Vale lembrar que cada um precisa fazer sua parte para cuidar da natureza e manter o ambiente seguro para todos.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro*

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