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Experiências de Itaipu foram apresentadas no Rumo a Brasília 2018

A pouco menos de dois meses do Fórum Mundial da Água no Brasil, Foz do Iguaçu recebeu nesta terça-feira (23) a penúltima edição do Rumo a Brasília 2018. O evento, apoiado pela Itaipu, é preparatório para o Fórum, e reuniu mais de 200 lideranças de diversos setores nas esferas econômica, política, tecnológica e cultural.

Moderador em um dos painéis, o superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu, Ariel Scheffer da Silva, lembrou dos compromissos ambientais assumidos pela binacional antes mesmo de uma legislação específica sobre o tema.

“Lá no passado tiveram ações que surpreenderam em termos de época no lado ambiental. Desde a faixa de proteção da Itaipu, a recomposição dessa faixa com vegetação, até a questão do resgate de fauna, que foi muito bem estruturado. Desde lá já começou dando bons exemplos”.

Ele também mencionou sobre a participação de Itaipu no Fórum, inclusive com a adesão da comunidade:

“Estaremos promovendo lá várias discussões de vários temas. Uma das áreas temáticas que estamos focando é a questão da segurança hídrica. E a segurança hídrica tem uma relação forte com a segurança energética. Mas além disso nós vamos levar a comunidade para lá. Teremos um ônibus levando representantes de projetos e participantes da comunidade que trabalham em nossos projetos, para que possam participar do Fórum Cidadão, que é um outro espaço aberto durante o Fórum Mundial da Água.”

O mesmo espaço contou com a participação de Simone Frederigi Benassi, da Divisão de Reservatório da Itaipu, que explicou o trabalho realizado pela usina no monitoramento da qualidade da água tanto na Bacia do Paraná 3 (em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná), quanto no reservatório, que além de servir para a produção de energia é utilizado para o abastecimento público, dessedentação, irrigação, balneabilidade e lazer, pesca e aquicultura.

Ela também falou sobre o trabalho de monitoramento quanto ao uso de agrotóxicos na BP3.

“Das amostras que coletamos, no caso atrazina mais de 10% e no caso do glifosato mais de 34%. Detectamos esses herbicidas na água. Ainda sabemos muito pouco sobre eles. Precisamos estudar mais eles. Não tem jeito. Até porque, a molécula do glifosato, por exemplo, vai se transformar em fosfato, que causa os problemas de eutrofização na água, que é o aumento de nutrientes. Cada um desses herbicidas funciona diferente nas diferentes localidades por conta das características do clima e do solo. Então precisamos estudar até para gente conseguir fazer o controle disso.”



Sérgio Paulo de Oliveira, assessor especial da Diretoria de Coordenação, citou os avanços de Itaipu no desenvolvimento regional sustentável com a ampliação das ações, antes restritas aos 29 municípios da BP3, agora expandidas para todos os 52 municípios da AMOP (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), além de Altônia (PR) e Mundo Novo (MS). Ele também trouxe números importantes do trabalho desenvolvido pela hidrelétrica na região, como os 29.731 hectares de conservação do solo e os 1322 quilômetros de cercas construídas para a preservação das matas ciliares.



Complementando o espaço dedicado à segurança hídrica, Maria Eugênia Alderete, do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) apresentou o YRATO, um sistema gratuito desenvolvido em software livre que auxilia no monitoramento hidrológico em tempo real. Thiago Piazetta Valente, da Fundação Grupo Boticário, falou um pouco sobre o programa Oásis, uma das uma das primeiras iniciativas de pagamento por serviços ambientais (PSA) ligadas à biodiversidade e à água, além de outras ações da instituição.

Avaliação positiva

De acordo com Monica Queiroz, responsável pela curadoria do Rumo a Brasília, os resultados do evento em Foz foram positivos.

“O que foi apresentado aqui para nós foi muito importante porque só comprova a linha que o Fórum está trabalhando que é ‘Compartilhando Água’. Esse tema de compartilhamento, de diversidade de papeis, de compromissos, ficou muito clara aqui em Foz do Iguaçu. Conseguimos perceber, desde a comunidade participante enquanto jovem até o poder público, as empresas, as ONGS, os grupos diversos da sociedade civil. Todos juntos em prol de um tema só que é a Água. Então estamos saindo muito felizes e satisfeitos”.

Antes de Foz, já havia sediado a ação Belém (PA), São Paulo (SP), Tijuana (México), Bogotá (Colômbia) e Santiago (Chile). Em fevereiro, a última parada está marcada para Salvador (BA). Depois disso, as preposições coletadas serão levadas para o Fórum Cidadão, um dos eventos paralelos do Fórum Mundial da Água.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
Última modificação em Quarta, 24 Janeiro 2018 17:24
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu
 
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