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Protestos contra a exploração do solo por meio do fracking continuam fortes no Brasil

Suelita Röcker, representante do movimento Coesus – Coalizão No Fracking Brasil
Uma tecnologia de nome complicado, mas com riscos fáceis de entender. O fracking ou fraturamento hidráulico, é um método não convencional para a extração do gás de xisto do solo. A profundidade das escavações pode chegar a 3.200m, conseguindo assim atingir as rochas sedimentares, onde é adicionado água, areia e mais de 600 substâncias químicas -  algumas delas extremamente tóxicas.

Apesar de possuir mais de mais de 30 mil Km² arrematados em leilão para exploração, via Fracking, o Paraná tornou-se o primeiro estado brasileiro a proibir o estudo e extração do gás de xisto, por esse método. A Lei n.º 18.947/2016 foi sancionada pelo Governo Estadual e coíbe a atividade pelos próximos dez anos.

Em fevereiro de 2017, Renato Eidt, servidor público no município de Toledo e um do autores da “Carta do oeste paranaense contra o fracking em nossas terras”, concedeu uma entrevista para a Web Rádio Água e pontuou os principais impactos negativos do método.

“O primeiro seria o risco de contaminação da água potável. Devido a grande pressão que é injetada com água e produtos químicos na rocha – no subsolo – podem ocorrer vazamentos por má cimentação dos poços ou eventuais acidentes. No nosso caso até do Aquífero Guarani, o que seria muito grave; Outro impacto possível é na produção de alimentos. Claro, se houver a contaminação da água, os alimentos poderiam ser contaminados também. Mas aí, existe outro risco que pode ocorrer: o mercado internacional só de saber que é uma região que está havendo essa exploração, só do risco que haja contaminação dos alimentos, poderiam haver eventuais embargos nas exportações brasileiras, o que daria um prejuízo para balança comercial; Outro risco seria para saúde humana, devido a esses produtos químicos usados para o fraturamento hidráulico e outros que são liberados pela rocha lá no subsolo, em contato com seres humanos poderia haver sim contaminação e, segundo a literatura, algumas pesquisas de órgãos ambientais, esses são produtos altamente tóxicos, cancerígenos e geram diversas consequências danosas para a saúde humana.”

Suelita Röcker, representante do movimento Coesus – Coalizão No Fracking Brasil - , esteve presente no Rumo a Brasília, evento preparatório para o Fórum Mundial da Água, com cartazes de protesto conta a exploração e também ressaltou outros problemas relacionados ao método.

“E o principal para essa região, que é uma região produtora, por nós termos aqui, frango, porcos, grãos e aqui está situada a Itaipu que tem uma grande barragem. Com uma explosão dessas, ela causa pequenos terremotos, e então é mais um dos problemas dessas região. Então isso não pode acontecer em nossa região, porque ela vai ser danosa a todo o tipo de exploração feita hoje no município. E a nossa riqueza é a nossa riqueza natural, já temos riquezas aqui, não precisamos de exploração do gás de xisto.”

Ainda segundo Suelita, tratar esse assunto no Fórum Mundial da Água será extremamente importante, visto que a exploração por meio do fracking impacta negativamente o meio ambiente e os recursos hídricos.

*Com a supervisão da jornalista Poliana Côrrea
Última modificação em Quinta, 01 Fevereiro 2018 12:58
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