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Aprospera: agroecologia em prática no Centro-Oeste

Associados da Aprospera. Foto: Thegef
Do encontro entre agricultores familiares com desejo comum de fortalecimento da agroecologia, surgiu a Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu ou Aprospera. A iniciativa, criada em 2016, reúne mais de 400 pessoas, contando produtores e suas famílias, nas zonas rurais de Pipiripau; Núcleo Rural Taquara e Assentamento Oziel Alves III, na divisa entre o Distrito Federal e Goiás.

A Associação funciona em um sistema de mutirão onde toda a quarta-feira os produtores reúnem-se para trabalhar na chácara de um dos associados ou na sede da Fundação, que está em uma fase de bio construção.

A agricultora e presidente da Aprospera, Fátima Cabral, detalhou as ações desenvolvidas pelos integrantes:

“Todos esses associados tem esse compromisso com a agroecologia, com as participações nos mutirões, e com a implantação de agroflorestas porque o sistema de comercialização utilizado, que é dentro da economia solidária, exige uma diversidade de produtos. Então cada agricultor tem o compromisso de atender o seus coagricultores com dez itens semanalmente. Então o agricultor para ter esses dez itens semanalmente, precisa plantar no mínimo 20, 25, 30. Como trabalhamos com agrofloresta, isso tem trazido um fomento e um aperfeiçoamento às práticas agroecológicas”.

A Agroecologia consiste na aplicação de conceitos e princípios ecológicos para o planejamento e o manejo de agrossistemas sustentáveis. Ela baseia-se na interação dos aspectos ambientais, sociais e econômicos. Além disso, utiliza a natureza como modelo de funcionamento e, por isso, não utilizam agrotóxicos e adubos solúveis. Desta forma, promove a preservação das diversas espécies de insetos nativo e a fauna do solo; ao promover a interação planta-animal-ambiente, também se cria condições para que o solo produza por muitas gerações.

Foto: Rafael Trevo

Nas propriedades que compõem a Aprospera, os agricultores aplicam os conceitos da agroecologia em diferentes cenários:

“Canteiros cobertos, grande parte do grupo está certificado orgânico pela OPAC – Cerrado, o uso racional da água, alguns agricultores da Aprosfera são também produtores de água e estão dentro do Programa Produtor de Água. Estamos em uma região muito importante com relação ao cuidado com os recursos hídricos, estamos na Bacia do Pipiripau que abastece parte da população do Distrito Federal das áreas de Planaltina e Sobradinho. Esses cuidados e essas boas práticas estão sendo fortalecidas através de capacitações, através de palestras e da própria conscientização que se trabalha dentro da Associação da necessidade de adequação das práticas agroecológicas para permanecer associada na Aprosfera e recebendo os fomentos que temos conseguido trazer para o grupo.”

O trabalho desenvolvido pela Aprospera tornou-se objeto de estudo e já rendeu prêmios à iniciativa. Além do reconhecimento, as premiações são importantes fontes de recursos:

“Na aprovação desse primeiro projeto da Associação, nós tivemos recursos para fazer as capacitações, para a própria construção da sede que é a última fase do projeto, e temos também o compromisso de uma mensalidade que é pequena, mas é um compromisso bem firmado. Agora no final de 2017 nós recebemos dois prêmios: um de iniciativa rural sustentável da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal, teve também um prêmio em dinheiro. Recebemos o prêmio Celso Furtado como estudo de caso da implantação do maracujá pérola, feito pela Embrapa, pela doutora Ana Maria Costa. Ela colocou como estudo de caso desse maracujá que é um maracujá rústico. E tem tido um bom desenvolvimento aqui no cerrado, principalmente no assentamento da reforma agrária Oziel Alves III onde está a maior parte dos nossos associados. Então além das mensalidades, nós temos esse valor que vai ser utilizado na complementação de benfeitorias para a nossa sede que está em fase de conclusão.”

Foto: Divulgação

No próximo mês, a Aprospera estará entre as 60 boas práticas selecionadas para compor o Mercado de Soluções – um espaço dento da Vila Cidadã do 8º Fórum Mundial da Água, que acontece entre 18 e 23 de março, em Brasília. A área será de livre acesso para o público e também contará com programação de arena para os interlocutores, Festival de Cinema, exposições culturais, artísticas e hídricas, além de outras atividades.
Última modificação em Segunda, 05 Março 2018 17:47
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