Portuguese English Spanish
Entrar

Entrar

Faça seu login
ou use sua conta
Lembrar-me

Create an account

Campos marcados com * são obrigatórios
Nome (*)
Nome de usuário (*)
Senha (*)
Confirmação de senha (*)
Email (*)
Confirmação de email (*)
BUSCA

Exposição “Trabalhando para Salvar as Onças do Iguaçu” fará parte do Dia Mundial da Vida Selvagem

“Grandes Felinos: predadores sob ameaça” é o tema do Dia Mundial da Vida Selvagem 2018. Foto: Divulgação
O Parque Nacional do Iguaçu, conhecido mundialmente por abrigar as Cataratas do Iguaçu, integrará as ações internacionais do Dia Mundial da Vida Selvagem, que será celebrado no dia 3 de março. Os moradores da região e turistas poderão visitar a exposição: “Trabalhando para Salvar as Onças do Iguaçu”, que será instalada no Espaço Porto Canoas, próximo à estação final dos ônibus, na unidade de conservação.

Em dezembro de 2013, as Nações Unidas declararam o dia 3 de março como o Dia Mundial da Vida Selvagem. Essa data foi criada para gerar conscientização sobre a necessidade de conservação dos animais e plantas do mundo. Esse é o evento global mais importante dedicado à vida selvagem.

Em 2018 esse dia será especial, pois terá o tema “Grandes Felinos: predadores sob ameaça”. Os grandes felinos estão entre os animais mais admirados e temidos mundialmente, e enfrentam muitas adversidades, a maior parte delas causadas por atividades humanas, conforme explicou a coordenadora do Carnívoros do Iguaçu, Yara Barros:

“Tem essa visão que é errada que o felino que o felino vai te acatar e matar. O que não é verdade. Na verdade, eles são muito ariscos. A tendência deles é se afastar das pessoas. O felino ele só vai atacar mesmo se ele estiver defendendo um filhote ou defendendo uma carcaça que ele esteja comendo e a pessoa chegar em cima. Geralmente o pessoal mata as onças porque diz que elas trazem prejuízo para o gado, mas têm pesquisas que mostram que a cada 100 cabeças de gado que morrem, menos 2 são por predação de onças. É por picada de cobra, atolou, caiu no buraco e quebrou a perna, estava doente ou não tomou vacina… então a onça acaba levando a culpa por uma coisa que ela não tem”.

A coordenadora também comentou sobre as medidas de precaução em casos de avistamento ou inesperado com grandes felinos:

“A gente tem os telefones de contato caso você veja uma onça, achou pegadas ou vestígios, entre em contato com a gente que é o (45) 3521-8383 ou (45) 99809-7698. Tem algumas medidas que podem deixar mais segura a convivência com onça, por exemplo: não caminhar sozinho na mata, principalmente no início da noite; prestar atenção, por exemplo, se você está andando na mata e tem urubu voando nas redondezas, evitar passar próximo a esses locais – onde tem um montão de urubu – porque pode ser que tenha um predador se alimentando da carcaça; se encontrar uma onça, nunca correr; manter a calma e não olhar diretamente nos olhos do animal; se afastar devagar; bater palma, fazer barulho; se tiver com criança coloque-a no ombro aumentando seu tamanho. Nem sempre uma onça vai atacar imediatamente ao te ver. Isso que a gente quer que as pessoas entendam: a onça é uma vítima e não um vilão”.

O Carnívoros do Iguaçu se dedica ao estudo e conservação da onça-pintada (Panthera onca) na região de influência do Parque Nacional do Iguaçu, maior remanescente de Mata Atlântica de interior do sul do país.

O projeto realiza um monitoramento constante para estimar a população de onças-pintadas no Parque Nacional, que hoje é apenas 22 indivíduos. Além disso, também monitora o deslocamento dos animais, avalia as ameaças diretas e indiretas e busca medidas mitigadoras tanto sobre as onças quanto sobre as presas das quais elas dependem.

De acordo com Yara, a proteção desses animais é fundamental para o equilíbrio do ecossistema local:

“Então é muito importante que a gente consiga preservar isso porque senão muito em breve eles vão desaparecer. Os felinos se alimentam de uma grande variedade de animais menores. Então, desta foram eles controlam a população desses animais menores. Da maneira, por exemplo, eles comem animais que comem grama, que pastam bastante. Quando eles controlam essas populações, a vegetação acaba se recuperando”.



 

Última modificação em Segunda, 05 Março 2018 17:48
Avalie este item
(0 votos)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Voltar ao Topo
 
Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu   Mantenedores   Desenvolvido por:
Av. Presidente Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038
   
  • Todos os Direitos Reservados