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Centro Xingó: mais qualidade de vida para as famílias do Semiárido

Com a proximidade do Fórum Mundial da Água no Brasil, continuamos destacando boas práticas relacionadas aos recursos hídricos que são desenvolvidas pelo País. A nossa parada agora é no município de Piranhas (Alagoas), bem na divisa com o estado de Sergipe. Foi lá que em 2014 foi inaugurado o Centro Xingó de Convivência com o Semiárido.

O complexo de 70 hectares foi criado com o objetivo de contribuir para a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Semiárido Brasileiro. Além disso, no local são conduzidas ações para aperfeiçoar os conhecimentos integrados sobre a região, seus desafios e oportunidades.

Dentre as atividades produtivas, destacam-se ações de promoção da ovinocaprinocultura, avicultura caipira, apicultura, cultura de espécies forrageiras e biofábrica para produção de sementes e mudas. Também foram desenvolvidas unidades demonstrativas de cisternas para captação de água de chuva, bioconstrução e outras tecnologias sociais visando proporcionar melhores condições de convivência com a região semiárida.

O espaço funciona na antiga sede do Instituto Xingó, fundado em 1996 pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A reabertura foi promovida pelo Governo do Estado de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (SEAGRI/AL), junto à Agência Espanhola de Cooperação Internacional. A revitalização coube ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), responsável pela gestão técnica e operacional do Centro.

Dentre as atividades estão quase 40 cursos de capacitação que envolveram mais de 800 alunos, além de seminários internacionais que reuniram quase mil participantes, conforme destaca Eric Sawyer, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade:

“Desde a reinauguração do Centro com essa nova missão já foram realizados quatro seminários internacionais, normalmente aliados a um curso de convivência com o Semiárido. Já trouxemos mais de cem instituições diferentes que estão trabalhando com o tema, desde universidades, até órgãos de governo, estudantes, além é claro dos pequenos agricultores que são os mais interessados. Além disso, também foram realizados cerca de quarenta cursos. Já estamos chegando a mil alunos nos diversos cursos relacionados com tecnologias sociais, como por exemplo ecofogões que tem menos fumaça e são mais eficientes e dependem menos do desmatamento da caatinga, até biodigestores, barragem de captação da água da chuva, etc.”



A iniciativa tem grande importância para o Semiárido Brasil, área que abrange cerca de 23 milhões de habitantes de nove estados brasileiros. O termo refere-se não à falta de chuva, mas à chuva irregular no tempo e no espaço. Assim, a região caracteriza-se por uma imensa diversidade cultural, mas com longos períodos de seca.

“O que eu percebo é que ainda tem muitas dificuldades, mas foi muito importante essa mudança de paradigma. Passar de ser uma visão de um povo sofrido para um povo que tem bastante criatividade, vitalidade e tenacidade para enfrentar os desafios de uma escassez da água, e não combate à seca como era a visão anterior que se via nas políticas públicas com grandes obras de infraestrutura que no final não resolviam os problemas das pessoas que estão ali.”



Pretende-se que o Centro Xingó de Convivência com o Semiárido seja um importante gerador de conhecimentos, métodos e procedimentos aplicáveis à produção local, adequados ao semiárido nordestino, além de difundir práticas e tecnologias de baixa complexidade e fáceis de serem replicadas em prol da convivência com o semiárido brasileiro e de outras regiões semelhantes no exterior. O Centro Xingó será uma das iniciativas presentes no espaço Mercado de Soluções, do Fórum Mundial da Água em Brasília (DF).
Última modificação em Quinta, 08 Março 2018 16:08
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu
 
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