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Mercado de Soluções do Fórum Mundial da Água

No ano em que o Brasil sedia o Fórum Mundial da Água, a Web Rádio Água – projeto executado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) - aproveita para destacar boas práticas relacionadas aos recursos hídricos, espalhadas por todo o País. Confira!

AmanaKatu: o projeto paraense que utiliza a água como forma de mudar realidades sociais



A fabricação de qualquer equipamento, eletrônico ou manual, exige pesquisa, preparo, testes e ação. O produto final não ganha vida sem passar por cada uma dessas etapas. Para fabricar um novo mundo, o processo é o mesmo. E é isso que jovens vem fazendo em Belém (PA), no projeto AmanaKatu (do tupi-guarani, “chuva boa”) com a fabricação de mini-cisternas.

“Apesar de fazermos parte da Região Amazônica, que é uma região abundante em água, ainda existe um paradoxo. Muita gente ainda sofre com a inacessibilidade da água, e nós surgirmos justamente para atender isso. Então desenvolvemos um sistema para a população urbana, de fácil instalação, porque a ideia é justamente essa: fazer a pessoa que comprou conseguir instalar”, explica Marivana Figueredo de Almeida, líder do projeto.

A iniciativa teve como inspiração o Programa Sempre Sustentável, que também trabalha com a preservação da água e da natureza, e hoje faz parte da Enactus, uma instituição criada para apoiar empreendedores universitários. “Nós trabalhamos com uma comunidade de jovens de um movimento chamado República de Emaus. Esse jovens são capacitados para desenvolver a cisterna, e não ficarem só nisso. A ideia é que no futuro eles sejam donos da própria empresa. Gerenciem e façam tudo o que um empresário faz dentro do projeto AmanaKatu”, complementa a líder.

Cerca de vinte jovens fazem parte da equipe de fabricação das cisternas que ainda está em fase de validação. Apesar de já terem sido instaladas em algumas residências, a iniciativa está em fase de aprimoramento. O AmanaKatu é uma das 60 experiências que estarão presentes no espaço “Mercado de Soluções” durante o Fórum Mundial da Água. Ouça a matéria na íntegra: 





Fala Aê: a juventude brasileira engajada em prol das questões relacionadas à água



“Durante o dia, as vezes acordava e tinha água por trinta minutos. Naqueles trinta minutos todo mundo acordava cedo para juntar água, mas as vezes acabava muito rápido e tinha que usar aquela água durante todo o dia”. O depoimento de Lucas de Silva de Lima, de São Paulo (SP), retrata apenas uma das diversas realidades encontradas no Brasil quando nos referimos aos recursos hídricos.

Ele é uma das Vozes da Água da campanha Fala Aê, promovida pela Engajamundo, uma organização sem fins lucrativos de liderança jovem. A iniciativa representa a região Sudeste, mas atinge 22 estados brasileiros por meio de seus núcleos e articuladores voluntários.

Inspirada na uma campanha global “Speak”, da organização internacional Civicus, o objetivo é compartilhar vivências e engajar a juventude brasileira dentro da temática Água, que nesse ano ganha ainda mais espaço com a realização do principal evento internacional do gênero no Brasil.

“Queremos mostrar que existem diversas realidades da água dentro do Brasil, mas muitas vezes essas realidades são vistas por todos. Às vezes não sabe nem qual o rio que está do nosso lado. O grande objetivo da nossa campanha é fazer com que os jovens se tornem gestores comunitários da água. Fazer com que as pessoas realmente se apropriem dessa gestão, entendam o que é uma gestão de água e todas as questões relacionadas à água”, explica Nayara Castiglioni Amaral, coordenadora de Campanhas da Engajamundo.

Além de um espaço no Mercado de Soluções, da Vila Cidadã, o Fala Aê também estará nas telas do Fórum Mundial da Água. É que o filme da campanha foi um dos selecionados para o Festival de Cinema do evento. O vídeo mostra como pessoas em situações de vulnerabilidade em diferentes regiões lidam com os problemas da ausência de água de qualidade, detalhando uma realidade dura através de experiências das comunidades que não são ouvidas pelo poder publico. Ouça a matéria na íntegra: 





Aprospera: agroecologia em prática no Centro-Oeste



Do encontro entre agricultores familiares com desejo comum de fortalecimento da agroecologia, surgiu a Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu ou Aprospera. A iniciativa, criada em 2016, reúne mais de 400 pessoas, contando produtores e suas famílias, nas zonas rurais de Pipiripau; Núcleo Rural Taquara e Assentamento Oziel Alves III, na divisa entre o Distrito Federal e Goiás.

A Associação funciona em um sistema de mutirão onde toda a quarta-feira os produtores reúnem-se para trabalhar na chácara de um dos associados ou na sede da Fundação, que está em uma fase de bio construção.  A agricultora e presidente da Aprospera, Fátima Cabral, detalhou as ações desenvolvidas pelos integrantes:

“Todos esses associados tem esse compromisso com a agroecologia, com as participações nos mutirões, e com a implantação de agroflorestas porque o sistema de comercialização utilizado, que é dentro da economia solidária, exige uma diversidade de produtos. Então cada agricultor tem o compromisso de atender o seus coagricultores com dez itens semanalmente. Então o agricultor para ter esses dez itens semanalmente, precisa plantar no mínimo 20, 25, 30. Como trabalhamos com agrofloresta, isso tem trazido um fomento e um aperfeiçoamento às práticas agroecológicas”.

Ouça a matéria na íntegra: 




Centro Xingó: mais qualidade de vida para as famílias do Semiárido



A nossa parada agora é no município de Piranhas (Alagoas), bem na divisa com o estado de Sergipe. Foi lá que em 2014 foi inaugurado o Centro Xingó de Convivência com o Semiárido. O complexo de 70 hectares foi criado com o objetivo de contribuir para a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Semiárido Brasileiro. Além disso, no local são conduzidas ações para aperfeiçoar os conhecimentos integrados sobre a região, seus desafios e oportunidades.

Dentre as atividades produtivas, destacam-se ações de promoção da ovinocaprinocultura, avicultura caipira, apicultura, cultura de espécies forrageiras e biofábrica para produção de sementes e mudas. Também foram desenvolvidas unidades demonstrativas de cisternas para captação de água de chuva, bioconstrução e outras tecnologias sociais visando proporcionar melhores condições de convivência com a região semiárida.

O espaço funciona na antiga sede do Instituto Xingó, fundado em 1996 pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A reabertura foi promovida pelo Governo do Estado de Alagoas, por meio da Secretaria de Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (SEAGRI/AL), junto à Agência Espanhola de Cooperação Internacional. A revitalização coube ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), responsável pela gestão técnica e operacional do Centro.

Dentre as atividades estão quase 40 cursos de capacitação que envolveram mais de 800 alunos, além de seminários internacionais que reuniram quase mil participantes, conforme destaca Eric Sawyer, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade: “Desde a reinauguração do Centro com essa nova missão já foram realizados quatro seminários internacionais, normalmente aliados a um curso de convivência com o Semiárido. Já trouxemos mais de cem instituições diferentes que estão trabalhando com o tema, desde universidades, até órgãos de governo, estudantes, além é claro dos pequenos agricultores que são os mais interessados. Além disso, também foram realizados cerca de quarenta cursos. Já estamos chegando a mil alunos nos diversos cursos relacionados com tecnologias sociais, como por exemplo ecofogões que tem menos fumaça e são mais eficientes e dependem menos do desmatamento da caatinga, até biodigestores, barragem de captação da água da chuva, etc.”

Ouça a matéria na íntegra:

Última modificação em Quinta, 08 Março 2018 12:04
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