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Estudante paulista conquista Prêmio Jovem da Água de Estocolmo

Foto: Assessoria Fórum Mundial da Água

De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, o País perde todos os anos quase 40% da água que trata em decorrência de vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas e erros de medição. Um caminho para esta solução pode estar no projeto de um jovem brasileiro de apenas 17 anos.

O estudante Guilherme da Cruz Catharino, de São Paulo (SP), foi o grande vencedor do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo 2018, e em breve irá desembarcar na Suécia para a etapa internacional da premiação, cujo objetivo é congregar jovens inovadores, incentivar seu interesse continuado em água e sustentabilidade, além de reconhecer o mérito de iniciativas de destaque.

Guilherme, que é estudante da Escola Senai “Jorge Mafhuz”, de São Paulo (SP), desenvolveu, com o auxílio do professor orientador Emerson Silva, um sistema de gerenciamento hídrico que consegue controlar o nível do reservatório interno e a vazão de abastecimento da distribuidora no local instalado. Ele explica melhor:

“O meu projeto contempla um sistema de monitoramento aplicado para residências e condomínio. Com ele, é possível ter um gerenciamento de consumo em tempo real, presença de ar nas tubulações, nível do reservatório da caixa d’água. E tendo um dado de consumo, é muito mais fácil saber o quanto está consumindo, de quanto poderia ter economizando, e ainda a questão dos vazamentos. Dá pra ter como base, quando o meu consumo aumenta muito sendo que não estou utilizando nada no momento”.



A grande inspiração do projeto de Guilherme foi a própria realidade, semelhante a de milhares de outros brasileiros, que é o medo da falta de água.

“O pontapé inicial surgiu quando começamos a observar mais atentos ao redor da nossa sociedade, especialmente a crise hídrica que a cidade de São Paulo estava sofrendo fortemente. Um dos principais reservatórios, que inclusive abastece a região onde eu moro (o Sistema Cantareira) caiu muito e tendo medidas extremas de controle. Quando a gente começa a perceber mais atentos esses problemas e detalhes, começam a vir ideias em nossa cabeça para que começamos a poder solucionar, por grande parte por ser para a gente (queira ou não queira beneficia a nós mesmos), mas num todo numa questão social, do desenvolvimento das pessoas que conhecemos e o Brasil inteiro”.

Avaliação Positiva


De acordo com o ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), Vladimir Caramori, o balanço quanto à qualidade dos trabalhos submetidos foi positivo. Ele também lembrou que muitos dos projetos dos estudantes foram criados com o intuito de transformar as realidades em que vivem.

“Ele começa com uma proposta técnica por estudantes de Ensino Médio de um projeto vinculado a recursos hídricos (aproveitamento, processo, gestão, etc), e durante o desenvolvimento a gente vai vendo que a emoção está dentro do projeto das pessoas e mexe com a vida deles. Muitas vezes os projetos apresentados são iniciativas que vieram da experiência de vida, da percepção de realidades e o interesse em mudar realidades. Então a avaliação que fazemos é de um resultado fabuloso porque todos os projetos apresentados têm uma qualidade muito interessante. Portanto a avaliação é muito positiva”.

Ao todo, 40 projetos foram submetidos para esta edição do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo. Mais informações estão disponíveis no endereço http://eventos.abrh.org.br/sjwp/

Última modificação em Quinta, 22 Março 2018 13:50
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu
 
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