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“O Rio Iguaçu está na UTI”, alerta coordenadora da SOS Mata Atlântica

A qualidade da água do Rio Iguaçu, o mesmo que nos brinda com as belezas das Cataratas do Iguaçu, se encontra em uma situação preocupante. Foi isso o que apontou um trabalho coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica. Em seis dos 21 pontos analisados ao longo do corpo hídrico, a qualidade da água foi considerada ruim.

A expedição foi realizada em outubro e percorreu o rio desde a sua formação, em Curitiba, até a foz do rio Paraná, em Foz do Iguaçu (PR), totalizando mais de 1 mil quilômetros em mais de 40 cidades do Paraná, Santa Catarina, além da fronteira com a Argentina. Os principais fatores que explicam os índices negativos são o desmatamento, a presença de agrotóxicos e fertilizantes, e o despejo de esgoto sem tratamento. De acordo com Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Águas, da SOS Mata Atlântica, a parte mais poluída está no trecho inicial do rio, na região de Curitiba, e a situação só é menos preocupante na área de proteção do Parque Nacional do Iguaçu:

“Infelizmente nós constatamos que o Rio Iguaçu está na UTI. Desde sua formação, na região metropolitana de Curitiba, até a foz, no encontro com o Rio Paraná, na região da Tríplice Fronteira, ele recebe vários contaminantes, provenientes de remanescentes de esgotos sem tratamento ou com baixo índice de tratamento, também muitos fertilizantes utilizados na agricultura, e sedimentos decorrentes da ausência de mata nativa em vários trechos da bacia. A soma dessas agressões faz com que o rio só apresente a qualidade da água como boa e ótima em dois pontos de coleta, justamente dentro da área protegida pelos Parque Nacional do Iguaçu, do lado do Brasil e da Argentina. A qualidade da água, mesmo com temporal torrencial como quando estávamos lá, se manteve com um índice ótimo de qualidade”.

O trabalho de análise da qualidade da água, realizado em parceria com a Universidade de São Caetano do Sul (USC), levou em consideração os Indicadores de Qualidade da Água (IQA) estabelecidos no Brasil por meio de norma legal (Conama 357) e levam em conta o levantamento de indicadores físicos, químicos, biológicos, bacteriológicos e de metais pesados.

Os relatórios da ação serão entregues para as autoridades dos governos do Paraná e Santa Catarina, além de órgãos como o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. A intenção é alertar para a urgente necessidade de não enquadrar as águas do Rio Iguaçu na Classe 4. Este rebaixamento praticamente condenaria o Iguaçu à morte, pois permite o despejo de efluentes em parâmetros bem menos rigorosos.

“É a pior classe de água existente no País. São águas totalmente impróprias, que não tem limites para o lançamento de efluentes. Então, um dos objetivos de termos realizado essa expedição foi a eminente ameaça do Estado do Paraná rebaixar o enquadramento das águas do Rio Iguaçu e de outras bacias paranaenses, o trecho que lhe cabe, que pertence ao seu território para a classe 4. Isso significaria condenar o Iguaçu, que já está na UTI, à morte em vários trechos”.

O levantamento é inédito e será apresentado na Conferência Mundial do Clima, em dezembro, na Polônia. O objetivo é garantir um compromisso das autoridades do Brasil e do exterior em melhorar a qualidade da água doce no mundo.
Última modificação em Segunda, 29 Outubro 2018 16:36
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Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu
 
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