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PodCast UNESP: Inovação e tecnologia são destaques do Agrishow 2018

O professor da UNESP de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino, faz um balanço do Agrishow 2018.

“Aconteceu mais um Agrishow, uma iniciativa de sucesso que chega na 25ª edição. Esse ano a Associação dos Engenheiros de Ilha Solteira, resolveu inovar e proporcionou as condições para que os engenheiros de diferentes formações fossem até Ribeirão Preto e puderam então, alguns surpresos, perceber que não se trata de uma feira apenas do agronegócio, e sim um show de tecnologias reunindo todos os setores produtivos. Na volta, um engenheiro mecânico nos confessa que foi de curioso, e não tinha a menor dimensão da grandiosidade desse setor, estava perplexo. Poucos tem a real compreensão de que esse setor é o que movimenta todos os demais setores da economia para cumprir a missão essencial de produzir alimentos. Análise em suma, o produto mostra realmente isso, quando uma pessoa vai as compras, entre os 11 setores da economia que geram mais empregos, 10 estão ligados as atividades realizadas no campo”.

O professor complementa falando sobre a importância da irrigação. “Essa característica de geração de oportunidades, fica mais evidente e mensurável quando há disponibilidade de água no solo o ano todo, o que é conseguido com sistemas de irrigação e estavam lá no Agrishow, todas as empresas que atuam na fabricação e muitos importadores de equipamentos e acessórios. O destaque ficou novamente com a tecnologia, com sistemas onde a eletrônica permite a automação, controle a distância, tomada de decisões que podem levar a mais lucros e melhor e mais eficiente uso da água na agricultura. As possibilidades desses equipamentos são inúmeras inclusive a tomada de decisão autônoma através de softwares inteligentes".

"Contudo, todas as informações técnicas deve ser de boa qualidade, os parâmetros de decisão devidamente ajustados a realidade daquele local de produção e equipamento; capacidade escolhida, e assim, capacidade técnica dos gestores da produção de alimentos não pode e nem deve ser menosprezada em função da elevada tecnologia hoje disponível, tornando portanto a perfeita compreensão entre técnica e tecnologia um dos grandes desafios atuais. E falando em irrigação e agricultura irrigada, o engenheiro agrônomo Rodrigo Franco Vieira e o jornalista Tobias Ferraz, bateram um papo pra lá de agradável e instrutivo no programa Terra Viva no dia cinco de maio. A dica é: vai lá no site, assista.”

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Professor da Unesp explica como avaliar o desempenho de sistemas de irrigação

O Podcast Unesp em parceira com a área de hidráulica e irrigação do Campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, explica como avaliar o desempenho de sistemas de irrigação.

“Já explicamos que um bom sistema de irrigação, pode ser assim considerado, se for comprovado que a variação de vazão ou precipitação em um setor irrigado simultaneamente, é menor que 10%. O sistema deve também ser capaz de suprir as demandas de evapotranspiração da cultura, deve ter uma boa montagem e ser constituído de bons materiais. A uniformidade de aplicação é resultado de adequadas escolhas de espaçamentos entre emissores, vazão, cálculos adequados de perda de carga e pressão de operação e no caso da aspersão do efeito dos ventos além da qualidade dos materiais escolhidos. Essa situação de uniformidade adequada aos critérios de variação máxima de 10% de vazão ou precipitação, pode ser confirmada no início da operação do sistema, mas com o uso nem sempre é feita a manutenção adequada do sistema de irrigação e com o tempo o desempenho fica prejudicado”, explica o professor.


E como avaliar o desempenho dos equipamentos?

“Um adequado manejo de irrigação exige uma boa uniformidade de aplicação de água, para tanto avaliações de campo devem ser realizadas. Não é prática comum realizar essas avaliações de desempenho, e no Brasil os órgãos de governo não perceberam a importância dessa avaliação para que se tenha eficiência energética e um melhor uso da água para que a tenha para todos. Em muito países, como por exemplo Estados Unidos, existe uns laboratórios móveis de irrigação que são mantidos pelos estados para gratuita mente fazerem a avaliação de desempenho dos sistemas de irrigação e sugerir ajustes para torná-los mais eficientes, fornecem recomendações ao irrigantes com propósito de conservação da água a partir da identificação de problemas que impedem o sistema de operar em seu nível ótimo. Para tanto, fazem testes de rendimento de motobombas, procuram vazamentos em pluviômetros ou provetas, calculam indicadores de desempenho do sistema, como lâmina líquida, lâmina bruta, uniformidade de distribuição, eficiência de aplicação, entre outros indicadores, atividade esta que é modesta no Brasil e realizada por consultores”. Ele complementa dizendo que “após a avaliação e melhorando o desempenho dos sistemas de irrigação temos vários benefícios, entre eles: a melhoria da eficiência da aplicação de água, o aumento da produtividade, o aumento do lucro, a melhoria da qualidade da água, a diminuição total da água aplicada e da energia utilizada, além de menor lixiviação de nutrientes e defensivos, menores corrimentos de água e da erosão e ainda redução das doenças nas plantas”. Ouça no player acima. 

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