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Boas práticas de manejo são fundamentais em toda atividade agrícola, realça especialista da Unesp

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, realça que boas práticas de manejo são fundamentais em toda atividade agrícola independente do sistema de irrigação ou área.

“Podemos dizer com segurança que investimentos sistemas de irrigação é uma necessidade em quase todas as regiões brasileiras. E as discussões sempre técnicas, se devem dar sobre a escolha do sistema mais adequado as condições locais de solo, cultura, topografia, clima e disponibilidade de recursos financeiros. O clima define a lâmina que será necessária para que tenhamos a maior produtividade, mas pode ser decidida em função do déficit hídrico histórico da máxima demanda que pode acontecer em períodos historicamente chuvosos ou ainda em base econômica em que se deve definir qual é o risco que se deseja correr e assim se estabelece o contraponto entre os recursos necessários para os investimentos e os de custeio operacionais. Muitas empresas importam do inglês os termos capex e opex.”

Tangerino sinaliza que a falta de entendimento entre os diferentes níveis tecnológicos envolvidos em cada sistema de irrigação, é uma questão frequente.

“O doutorando Alexandre Ascoli, destaca que a adoção de um equipamento de alta tecnologia, como o pivô central, deve estar acompanhado da adoção de cuidados com o manejo adequado em relação ao solo da área e nas escolhas corretas na condução da cultura, e isso passa pela escolha de técnicos capacitados para obter os melhores resultados possíveis em culturas sob o sistema de irrigação. Caso contrário, pode se obter resultados muito aquém dos desejados. Vamos além. O conhecimento técnico e agronômico deve ser utilizado em todos os sistemas de irrigação, independente do nível tecnológico que apresenta, e devemos adotar práticas adequadas de manejo, que vão desde a escolha da semente, até a regulagem da colheitadeira. Para ficar no exemplo dos grãos. Sob irrigação, temos mais um elemento. A possibilidade de controlar um volume de água a ser aplicado. E assim, o manejo da irrigação, seja via atmosfera, estimando a evapotranspiração, ou via solo, medindo o armazenamento de água, são fundamentais para a máxima produtividade, e receita líquida no negócio de produzir alimentos. Independente do sistema de irrigação utilizado e da área total cultivada. Em relação ao manejo da irrigação, ao uso eficiente da água na agricultura, a Unesp Ilha Solteira presta uma importante contribuição, quando através da área de Hidráulica e Irrigação, implantou e opera a rede agrometeorológica do noroeste paulista, que composta por nove estações automáticas, faz precisos registros climáticos que permitem a estimativa da evapotranspiração, que é a perda de água pela evaporação do solo e transpiração das plantas, e que deve ser reposta ao solo pelas chuvas ou irrigação, e que divulgada a cada hora no canal clima da Unesp, permite que cada irrigante tenham reduzidos seus custos de produção e maximizem suas receitas.”
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De forma atípica e com granizo, Noroeste Paulista tem o mês de maio mais chuvoso da história, relata professor da Unesp

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, relata características agrometeorológicas relacionadas ao mês de maio mais chuvoso da história do Noroeste Paulista.

Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entre Tupi Paulista e Santa Mercedes em 21 de maio de 2017 // Foto: Área de Hidráulica e Irrigação Unesp Ilha Solteira

“Realmente o tempo está cada vez mais difícil de entender. Sabemos que o outono é a estação da transição, mas daí ter o mês de maio mais chuvoso da história? Impressiona! Foi assim que o noroeste paulista registrou em agosto do ano passado, o recorde de chuvas para o mês, com até 140 milímetros, quando o esperado eram 18 milímetros. Agora, neste mês de maio, a média de chuva esperada na região noroeste paulista, é de 74 milímetros. E a rede agrometeorológica que é operada pela área de irrigação da Unesp Ilha Solteira, registrou um volume de chuvas médio na região de 125 milímetros – 69% superior ao esperado. Mas Marinópolis e Ilha Solteira surpreenderam com 157,61 milímetros – volume 150% superior ao esperado para o mês. Maio também surpreendeu não só pelo volume de chuvas na região, mas também pela intensidade com que caíram. Em Dracena, foi tão forte que ganhou projeção nacional – chuva intensa, com até 140 milímetros por hora, seguida de granizo e vento de até 140 km/h na tarde de sexta-feira, dia 19. Puderam ser registrados e informados para a população devido a incorporação da Estação Dracena à rede de monitoramento da Unesp, e também registrou ventos de 100 km/h no dia 21 de maio, que associado as chuvas, levou asfaltos, a cobertura de postos de gasolina, interrompeu estradas e novamente as imagens e vídeos viralizaram nas redes sociais, assim como aumentaram substancialmente o acesso ao canal clima da Unesp.”

Tangerino destaca o lado positivo do cenário.

Produtores de sequeiros e irrigados têm motivos para comemorar // Foto: Área de Hidráulica e Irrigação Unesp Ilha Solteira

“Notícias boas nem sempre alcançam a mesma audiência que fatalidades. Mas o volume de chuvas recorde para o mês de maio, fez com que os reservatórios e represas se enchessem completamente, usinas hidrelétricas da região abrissem seus vertedouros e o completo armazenamento de água no solo, deu folego e otimismo aos produtores de alimentos que apostaram na mudança do tempo e arriscaram o plantio de feijão nesta época, quando o predomínio é dos plantios irrigados. Assim, com o preço do saco do feijão em alta, passando dos R$ 330,00, ambos, produtores de sequeiros e irrigados, estão prestes a comemorarem. Os primeiros que ganharam folego em relação ao stress hídrico, e os segundos, que farão safras com menor custo operacional, pelo menor uso dos seus equipamentos de irrigação. Aos irrigantes, resta a dúvida de como será o esgotamento da água no solo, e quando deverão voltar a irrigar. Ao visitar o canal clima da Unesp, saberão o valor diário da evapotranspiração e poderão identificar o armazenamento crítico que indicará a necessidade de novas irrigações.”
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Unesp amplia monitoramento climático na região do Oeste Paulista

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, destaca os relevantes trabalhos realizados pela Área de Hidráulica e Irrigação e a ampliação das ações ao Oeste Paulista.

“A área de hidráulica e irrigação da Unesp Ilha Solteira, tem sempre a preocupação das atividades de ensino, pesquisa e extensão, incorporando sinergia a elas, de modo a transformar os dados gerados em informação, disponibilizando-as e divulgando-as com o objetivo de permitir ao interessado planejar e gerenciar o meio ambiente e os recursos hídricos, especialmente o manejo da irrigação – ou seja, o quanto e quando irrigar. Em 2010, a partir do projeto Modelagem da Produtividade da Água, em bacias hidrográficas, financiadas pela Fapesp, implantamos a rede meteorológica do noroeste paulista que passou a registrar em condições padronizadas, as variáveis agroclimáticas e também o canal Clima da Unesp, onde os dados obtidos nas estações automáticas, são disponibilizados a todos internautas, de forma livre e gratuita – sim, uma rede de monitoramento, que foi estabelecida para alicerçar as pesquisas em consumo de águas pelas plantas, assume também um forte componente de extensão universitária, atendendo a toda sociedade, permitindo uma infinidade de ações cada dia mais relevantes, face as mudanças climáticas e eventos extremos cada vez mais frequentes. Recentemente, nos unimos a Unesp Dracena e colocamos em operação, uma nova estação automática, coletando dados padronizados, que agora também cobre a região da nova alta paulista, que pode acessar e conhecer a variação da temperatura, da umidade relativa do ar, da velocidade e direção do vento e ainda ficar sabendo qual é a radiação que incidiu sobre a região e qual a evapotranspiração acumulada a cada dia, informação fundamental para uso eficiente da água na agricultura, uma vez que ela representa a transferência desta água para a atmosfera, através da evaporação do solo e da transpiração das plantas. O Canal Clima da Unesp, atualizado a cada cinco minutos, conta com gráficos, mapas e informações detalhadas, disponibilizando de forma muito simples, os valores extremos de cada variável climática. A extensão do período da seca, a frequência de ocorrência e o internauta também pode acessar e fazer download de todo o banco de dados, segundo o interesse. Estamos muito satisfeitos com essa parceira com a Unesp Dracena, viabilizada através do Professor Doutor Ronaldo Sintra Lima, por duas razões muito objetivas: Amplia o monitoramento agroclimático feito pela Unesp, possibilitando mais oportunidades técnico-profissionais a toda a sociedade, e também consolida professores de diferentes campings da nossa universidade. Que venham mais parcerias.”
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