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Podcast Unesp

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Área da citricultura deve priorizar projetos para manejo da irrigação

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, narra a trajetória da área da Citricultura no Brasil.

“A citricultura brasileira, grande parte dela concentrada no estado de São Paulo, tem passado por grandes mudanças no últimos 10,15 anos, de modo a enfrentar os desafios impostos pelas doenças, pragas e mercado – sem que tenha perdido a sua importância sócio-econômica. Em 2016, o setor cítrico paulista, com seus 430 mil hectares, representou o terceiro item na pauta de exportações, com 1,8 milhões de dólares em receitas. Em todos os seguimentos produtivos, a busca pela produtividade crescente é imprescindível, especialmente porque desde sempre o que vendemos está sujeito a lei de oferta e procura, de forma muito rígida. Enquanto os insumos tem mais flexibilidade, e sobem mais do que produzimos. E assim, o aumento da produtividade representa a via realista para se manter no setor. Em pouco mais de uma década se consolidou o uso da irrigação, e hoje a citricultura irrigada já representa cerca de 27% da área cultivada em São Paulo. Mas em corporação desta nova área irrigada, não se deu de uma forma simples, e também passou por mudanças. Inicialmente o sistema de irrigação por canhão, os antigos auto-propelidos e hoje substituídos pelo carretel enrolador, eram acionados após as primeiras chuvas, e davam a segurança hídrica até a colheita. Mas não eram os indutores de florata.”

Tangerino destaca a necessidade do conhecimento técnico para o planejamento da irrigação.

“A entrada do sistema de irrigação localizado exigiu mais conhecimento técnico e a definição de qual o momento iniciar a irrigação. Do ponto de vista de projeto, a definição de lâmina ideal deve ser analisada economicamente e atender a demanda ou déficit hídrico. Esse é o ponto chave e deve ser decidido à luz das informações agrometeorológicas, e das demandas das diferentes variedades. E o manejo da irrigação inclui o adequado programa de fertirrigação se seguem necessários para o sucesso do investimento. O movimento mais recente da irrigação em citrus é representada pelos pivôs centrais. E as premissas elencadas acima, se mantém necessárias – ou seja, a definição da lâmina de projeto, e do manejo da irrigação. Para que se obtenha o máximo o rendimento do investimento. Mas com os registros de temperaturas máximas cada vez mais frequentes e elevadas, e o abortamento das flores. Alguns técnicos advogam, que por imitar as chuvas e ter alta frequência de irrigação, esse sistema teria o efeito de refrigerar temporariamente o ambiente e assim baixar a temperatura e mitigar o efeito de queda de flores. É fato a tendencia de aumento de área irrigada na citricultura pelos resultados econômicos colhidos. E a Unesp Ilha Solteira está atenta a esses movimentos, iniciando estudos que envolvem a irrigação na cultura feita por diferentes sistemas. Fiquem ligados nos nossos canais de comunicação.”

Outras informações sobre irrigação e agroclimatologia podem ser obtidas na pagina clima.feis.unesp.br.

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Excesso de chuva demanda processos técnicos em diversas áreas para minimizar prejuízos

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, alerta para os impactos do grande volume de chuva, no estado de São Paulo.

 

As chuvas em janeiro, e nos primeiros dias de fevereiro, têm dividido as atenções dos diferentes canais de comunicação, ao lado da política e operações policiais relevantes. Mostram-se situações, principalmente nas áreas urbanas, com as matérias versando sobre as situações de risco ou perda. Como por exemplo árvores caindo, ou inundações. Como envolvem pessoas, o impacto com a população é grande. Quando falamos de chuva, devemos diferenciar como ela se apresenta e os seus efeitos. Volume e intensidade, produzem impactos diferentes. Nem sempre chuvas intensas apresentam grandes volumes, mas quando a intensidade é alta, a via de regra é associada a altas velocidades do vento, mudanças de direção, e essa combinação tem um potencial de produzir grandes danos, e por isso o monitoramento climático é fundamental para antecipar providências a eventos extremos cada vez mais frequentes. Nas cidades, árvores, veículos e galerias pluviais e córregos canalizados transbordando… e no campo, o que se passa? Em edições anteriores do PodIrrigar, falamos da desuniformidade dos cultivos no noroeste paulista, em função da irregularidade das chuvas. E agora, findar de janeiro, a situação é completamente outra. Com mais ou menos chuva, com média de 314 milímetros, as chuvas em janeiro, superaram em 55% o esperado de acordo com o monitoramento feito pela Unesp Ilha Solteira, através do canal “clima”. Todos os municípios monitorados, tiveram chuva maior do que o esperado. Os municípios posicionados na barranca do Rio Grande, como por exemplo Paranapuã e Populina são os recordistas em chuva. Em Populina, em janeiro choveu 508 milímetros, superando em 116% a média histórica. Representando também 42% de toda a chuva esperada para o ano inteiro. E ainda o maior volume de chuvas da história das medições da Unesp, para esse mês que se findou. Paranapuã também teve um volume de chuvas superior ao esperado, com 416 milímetros este mês. Mas com 107 milímetros em apenas um dia, a intensidade das chuvas neste dia chegou a 119 milímetros por hora. E aí no campo, o que se vê é a erosão, queda de árvores, infraestrutura de moradia e armazenamento, sofrendo consequências. Já com o janeiro com a maior parte dos dias com chuva, colocou muitos produtores de alimento em estado de alerta e desilusão. Pois o amendoim ainda do solo começa a brotar, as sementes do interior das vagens, da parte baixa da soja começam também a brotar, dependendo da época em que foram plantados. Tudo isso representa prejuízos. Segurar São Pedro e as sua chuvas, não é possível.”

 

Tangerino sinaliza medidas para minimizar o impacto das chuvas.

 

É necessário construir estruturas de conservação do solo e da água, para que possam minimizar o impacto dos altos volumes e intensidades. Ao mesmo tempo em que deve-se usar o conhecimento agrometeorológico e fitotécnico para desenvolver a resiliência para intemperes climáticas.”

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Pesquisa da Unesp estuda consumo da água por plantas invasoras em bacias hidrográficas degradas

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, destaca algumas atividades desenvolvidas em projetos, em parceria com a Fapesp.

 

Em 2010, a área de Irrigação e Hidráulica da Unesp Ilha Solteira, iniciou, com o financiamento da Fapesp, uma nova etapa nas pesquisas através do projeto modelagem da produtividade da água em bacias hidrográficas e mudanças do uso da terra, que introduziu estudos que combinam sensoreamento remoto, com o conceito de rede de estações agrometeorológicas, para estudos de evapotranspiração e uso da água em escala regional, até então inexistentes na região. Implantamos a rede agrometeorológica do noroeste paulista, e os seus dados são disponibilizados de forma livre e gratuita no canal clima da Unesp Ilha Solteira, que democratiza o conhecimento em informação ligado ao clima no noroeste paulista. Foram 194 mil novas visualizações de páginas em 2016, provando ser possível combinar pesquisa e extensão, com nossas atividades na universidade. Na pesquisa, utilizamos o modelo safer, de autoria do pesquisador da Embrapa, Toni Eriberto Teixeira, nosso parceiro que junto em vários eventos e publicações de artigos científicos, resultaram no convite para a publicação de dois capítulos de livro e uma circular técnica, popularizando o modelo, mas sempre aplicando a questões ligadas a produção agrícola, esse trabalho inicialmente financiado pela Fapesp, teve continuidade com o projeto Geo-Bacias, agora financiado pelo CNPQ, e uma das aplicações foi no estudo do consumo de água em bacias degradadas. Como é o caso do córrego Cabeceira Comprida, em Santa Fé do Sul – que se apresenta com talvegues assoreados, ausência de matas ciliares e nascentes desprotegidas, levando a incapacidade de gerar e armazenar água para atender a demanda atual da população, da agricultura, e do saneamento em períodos de seca. Agravando-se em secas prolongadas, como aconteceu em 2004, em 2013 e 2014, exacerbando o problema do abastecimento de água para a população, e que Daniel Coaguila, utilizou para a sua tese de doutorado, com o foco principalmente em espécies invasoras, com a predominância da Tifa, popularmente conhecida como Taboa, que cumpre sua função hidrológica, mas sem nenhum beneficio sócio-econômico.

 

Tangerino sinaliza os resultados da pesquisa.

 

Então combinamos imagens landsat e informações das estações agrometeorológicas entre os anos de 2000 e 2015, no modelo safer para estimar a evapotranspiração atual dos diferentes usos do solo na bacia hidrográfica. E destacamos que a evapotranspiração das especies invasoras, resultado do assoreamento dos córregos, em média corresponde consumo de água de ¼ do da população de Santa Fé do Sul, trazendo consequências da época seca, quando o recurso hídrico é mais escasso, exigindo ações imediatas para produção e armazenamento de água na bacia, cujas características morfométricas naturais, associadas a precipitação anual média, levaria uma condição em que a disponibilidade de água não deveria ser um problema, mas o é, pelo fato de que a bacia se encontra degradada. Com apenas 4/5% de matas remanescentes, e o serviços ecossistêmicos fornecidos pela vegetação natural são mínimos e insuficientes para atender a demanda de água por parte dos usuários. Assim, é necessária a adoção de medidas de mitigação. Incluindo intervenção e implementação de ações como por exemplo o pagamento por serviços ambientais sendo uma medida urgente a preservação ou recomposição das matas ciliares.” 

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