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Quais os procedimentos para garantir a disponibilidade de água na agricultura?

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp - projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos. Nesta semana, Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, indica procedimentos para garantir a disponibilidade de água na agricultura irrigada.

“Quando desejamos fazer investimentos em sistemas de irrigação para garantir a sustentabilidade do negócio da produção de alimentos, o primeiro passo é aferir a disponibilidade de água nas proximidades de onde pretendemos estabelecer a agropecuária irrigada. Precisamos verificar a vazão disponível. Para fins de irrigação, o deficit hídrico e a maior exigência de água acontecerá na menor vazão anual. Assim, o campo é a vazão mínima que nos interessa e são duas as vazões a se preocupar e avaliar: a vazão real, que erá medida na estação seca e a outra é a vazão regionalizada, que será obtida por cálculos que envolvem a probabilidade de ocorrência a partir de uma série histórica de chuva. A outorga do uso da água se baseará em uma probabilidade de ocorrência de uma determinada vazão. Algumas agências adotam o Q7,10 como referência, como o caso do Estado de São Paulo, e outras podem utilizar o Q 95. E a área máxima possível de ser irrigada é determina em função desse indicador estatístico. E a representação espacial da regionalização hidrológica é fundamental para o planejamento do uso e preservação dos recursos hídricos de uma região, necessários para expansão da agropecuária irrigada que, com seus efeitos multiplicadores, levam ao desenvolvimento socioeconômico de regiões inteiras. E a oferta de água nas microbacias, depende da área da microbacia, do total da chuva histórica anual e do uso e ocupação do solo, que leva a separação da água das chuvas em fluxos de base ou superficial.”

Tangerino aponta outras medidas para assegurar o funcionamento das microbacias.

“Muitos nos perguntam quais as ações, além das construções de barragens de terra, devem ser empreendidas no sentido de promover a maior permanência da água nas microbacias. De forma efetiva deve se realizar ações que promovam infiltração da água no solo em detrimento do escoamento de superfície, por exemplo, o plantio direto, o cultivo mínimo, a implantação de curso de nível e terraços, a recomposição da mata ciliar, a proteção de áreas de elevadas declividades e o uso eficiente da água realizando o manejo da irrigação, via solo ou atmosfera, mas controlando a água aplicada. Para garantir a segurança hídrica, precisamos de forma simultânea, usar bem a água disponível, protegendo-a, a partir do momento em que, através das chuvas, ela toca o solo.”

Outras informações sobre o tema podem ser obtidas no artigo “Avaliação da disponibilidade hídrica na Bacia Hidrográfica do Rio São José dos Dourados, no Noroeste Paulista”, de Hernandes e Franco, disponível no site clima.feis.unesp.br.
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Especialista da Unesp relata a relevância da produtividade da água

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp - projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos.

Nesta semana, Fernando Braz Tangerino, professor da UNESP em Ilha Solteira, relata as dificuldades hídricas do período e aspectos sobre o poderoso conceito da produtividade de água:

“Estamos em período de deficit hídrico em boa parte da região Sudeste, o que inclui o estado de São Paulo e o Noroeste paulista, onde atuamos, através da UNESP, com foco na modernização da agropecuária alicerçada nos sistemas de irrigação. Mas o trabalho da área de hidráulica e irrigação da Unesp em Ilha Solteira vai muito além do monitoramento climático da região e proporciona a construção de balanços hídricos que levam a conclusão técnica da grande vulnerabilidade econômica no campo, quando não se conta com investimentos em sistemas de irrigação. Entre as pesquisas realizadas com foco na agricultura irrigada estão o uso combinado de informações climáticas colhidas em solos, através da rede agrometeorológica do Noroeste paulista, com técnicas de sensoreamento remoto e geoprocessamento que geram indicadores de desempenho dos sistemas de irrigação e coeficientes técnicos que subsidiam o uso racional da água que podem ser utilizados em várias regiões.” 

Tangerino sinaliza detalhes desse importante conceito conhecido como “produtividade de água”:

“A produtividade da água em sistemas agrícolas, nada mais é do que a relação do quanto se produziu a partir de cada unidade de volume de água utilizada na produção de um dado alimento ou produto. Por exemplo: estudos da nossa equipe concluíram que na safra de milho irrigado se produziu entre 1.7 à 2,16 quilos de grão de milho para cada metro cubico ou mil litros de água recebida pela cultura, enquanto que se produziu entre 7 e 13 quilos de silagem de milho para cada metro cubico de água. Mas qual o sentido prático de avaliar a produtividade da água em uma região? O objetivo maior é identificar pontos de estrangulamento e oportunidades para melhorar o lucro liquido da atividade econômica ao mesmo tempo em que melhoramos a eficiência do uso da água. Ou seja, com o mesmo volume de água podemos e devemos produzir mais. Podemos então distinguir qual a melhor estratégia a ser adotada, se devemos buscar o aumento da produtividade, nesse caso temos problemas agronômicos a serem resolvidos. Ou diminuir o total de água aplicada, quando então identificamos problemas de gestão da água. E mais, analisando a produtividade da água em uma mesma cultura em escala regional, podemos identificar e até premiar os melhores produtores de alimentos e usuários de água em uma região.”

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