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Balanço climático de 2016 revela instabilidade acentuada no Noroeste Paulista

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, faz um balanço do clima durante 2016

“Chegou a hora de fazer o balanço climático do difícil e instável ano de 2016, no Noroeste Paulista. Dentro da análise, é preciso ter muita cautela, sendo a questão do tempo e da escala muito importantes. Do ponto de vista global, podemos dizer que o volume de chuvas no Noroeste Paulista no ano de 2016 seguiu dentro do esperado, com total médio de 1.251 milímetros. Registramos 3% acima do esperado, o que é normal – contudo quando adentramos na região temos municípios como Paranapuã, que recebeu 83% do esperado de chuva, enquanto outros como Sud Mennucci registrou um volume de chuvas, 12% maior do que o esperado, que por sua vez já acumula 15 dias sem chuvas até hoje. Enquanto que na mesma região, Populina já registrou 90 milímetros de chuva, agora em janeiro deste ano. Quando adentramos nos meses, o ano de 2016 foi muito atípico. Agosto, o mais chuvoso da história, registrou em média um volume 451% superior ao esperado. E em maio, 190% a mais de chuva, enquanto que em média, foi registrado em setembro apenas 54% do esperado; Novembro, repetiu, 56% do esperado, com consequências graves e pesadas para a agropecuária. As irregularidades das chuvas no tempo e no espaço, cada vez mais acentuadas, exigem medidas mitigadoras ou que desenvolvam a resiliência necessária para conviver com os extremos, e garantir a sustentabilidade das atividades econômicas. E nesse caso, no campo ou nas cidades, a produtividade, e o conforto visual e técnico, pode e deve ser garantido pelos sistemas de irrigação, que devem ser projetados e instalados levando em consideração as condições locais e após uma analise técnica detalhada.”
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Unesp em Ilha Solteira inaugura laboratório associado ao Instituto de Pesquisa em Bioenergia

O Campus de Ilha Solteira, inaugurou o laboratório associado do instituto de pesquisa em Bio Energia da Unesp, no mês de dezembro de 2016. Coordenado pelo professor Ricardo Alan Ramos. O laboratório faz parte do Centro Paulista de Pesquisa em Bio Energia, e foi criado com a ajuda do Governo Estadual de São Paulo, a Fapesp e a Unesp. Além da unidade recém-inaugurada, a universidade possui mais sete unidades associadas. Além do laboratório central, localizado no campus de Rio Claro. O objetivo dos laboratórios, é desenvolver e aprimorar ferramentas e processos da bioenergia, e criar uma rede de integração entre os diversos especialistas da Unesp. Coordenador do laboratório em Ilha Solteira, Ramos conta detalhes da instituição.

Esse laboratório possui uma área de aproximadamente 500 m² e foi construído com recursos do governo do estado de São Paulo e da Unesp. O mesmo faz parte do Centro Paulista de Pesquisa em Bio Energia, criado através de ação conjunta entre o Governo do Estado de São Paulo, a Fapesp e as universidade estaduais paulistas. Trata-se de um ambiente multidisciplinar, composto por infraestrutura básica de apoio, secretarias, salas de reunião, anfiteatro, copa, banheiros, sala de pesquisadores, salas de alunos e técnicos, oficinas, além de seis laboratórios, nos quais serão realizadas pesquisas nas áreas de produção e caracterização de biocombustíveis, caracterização e uso da biomassa para produção de bioenergia, adaptações e testes de motores de combustão interna – com diferentes tipos de combustíveis. Além da simulação numérica de plantas de geração e cogeração de energia, entre outras.”

O professor comenta, a relevância do trabalho para a região.

 

Pelo fato de Ilha Solteira se situar numa região onde existem muitas empresas do setor energético, esse laboratório certamente contribuirá para uma maior interação com essas empresas. Incrementando as pesquisas aplicadas, em temas de interesse das mesmas. Pretende-se também nesse laboratório, realizar eventos e cursos de extensão, em temas relacionados a bioenergia e biocombustíveis, atendendo as demandas das empresas. Bem como, reforçar as ações já existentes, em termos de formação de recursos humanos em cursos de pós-graduação. Vale destacar que na inauguração do laboratório, foi realizado um workshop com o tema: Potencial Energético Regional, no qual fizeram parte, autoridades vinculadas ao setor bioenergético. Tais como o subsecretário de energias renováveis do estado de São Paulo, Antônio Celso de Abreu Júnior; E o presidente da UDOP – União dos Produtores de Bioenergia, Celso Torquato Junqueira Franco. Além de renomados profissionais de empresas parceiras da região, tais como, o gerente da usina termoelétrica da Petrobras em Três Lagoas, Marcelo Ferreira Pellegrini, orientado de doutorado; O gerente técnico da El Dorado Brasil Celulose, Leonardo Rodrigues Pimenta; o coordenador técnico do processos e produtos da Fibia, Alberto Antônio Resende de Almeida, orientado de mestrado. O gerente da Cargil Biodiesel, César Flores; A diretora do Instituto Senai de inovação em biomassa, Carolina Maria de Machado de Carvalho Andrade; o diretor industrial do grupo Creal, Maurício Baldi, orientado de doutorado; o gestor de planejamento de processos industriais do grupo Raize, Paulo César Barbosa dos Santos, também orientado de doutorado. Esse workshop permitiu uma boa integração da academia com as empresas e instituições que atuam no setor bioenergético, tendo acertado que outros eventos desse tipo, deverão ocorrer futuramente, os quais certamente contribuirão para os propósitos do IPBEM como um todo. Dando maior visibilidade as suas ações e certamente colocando a Unesp numa posição de destaque na área de bioenergia.”

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Podcast UNESP: Balanço hídrico como ferramenta de planejamento e gestão

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, divulga semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, aponta de que forma usar o balanço hídrico, como ferramenta de planejamento e gestão.

Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, aponta de que forma utilizar o balanço hídrico como ferramenta de planejamento e gestão


“Importante ferramenta de planejamento e gestão, o balanço hídrico de uma região aponta quais as vulnerabilidades para os diferentes cultivos, ou mais claramente, permite mensurar a real dependência do sistema de irrigação, para a sustentabilidade do negócio da produção de alimentos. O balanço hídrico pode ser realizado a nível de raiz, e diariamente. Nesse caso é uma ferramenta de manejo da irrigação, ou ainda em intervalos maiores de tempo, de modo a caracterizar uma região, ou até mesmo áreas maiores. Neste caso, estamos usando como ferramenta, de fato, de planejamento. Independente do intervalo de tempo em que é calculado, nada mais é do que a contabilidade entre as chuvas e a evapotranspiração – que representa a perda de água para a atmosfera, na forma de evaporação do solo e transpiração das plantas, dentro de uma profundidade de solo que abrange a maioria das raízes das plantas de interesse”.

Tangerino sinaliza o trabalho de um pesquisado da Unesp sobre a questão.

“O doutorando em irrigação e drenagem da Unesp, Josué Ferreira da Silva Junior, utilizando os dados do canal Clima da Unesp Ilha Solteira, finalizou o balanço hídrico histórico em diferentes municípios, para caracterizar a região noroeste paulista. Seus resultados comprovam a fragilidade da região em relação à oferta de chuvas. E mesmo variando anualmente entre 1200 milímetros em Marinópolis, no centro da região, e 1400 milímetros em Paranapuã, próximo a barranca do Rio Grande, apresenta uma grande variação de frequência de ocorrência ao longo do ano, levando a déficits hídricos entre 7 e 9 meses do ano, como acontece em Itapura. Atentos a essa condição, produtores de alimentos já investiram em sistemas de irrigação em 2200 hectares, que representam 55% das áreas colhidas em culturas anuais. Garantindo no ano de 2015, 23 milhões de reais, segundo o IBGE, em valor de produção agropecuária. No confronto entre chuva e evapotranspiração, os meses mais críticos são, os de agosto, setembro e outubro, quando os déficits de água no solo são mais intensos, e assim se tem maior dependência dos sistemas de irrigação, para a obtenção de elevadas produtividades no campo. Quando estratégias de manejo da irrigação devem ser adotadas com maior rigor, para minimizar a natural elevação dos custos de produção nesses meses.”
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