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Engenheiro agrônomo da Unesp esclarece pontos sobre irrigação de pastagens

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp divulga semanalmente noticiários sobre agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, esclarece pontos fundamentais sobre irrigação de pastagens:

“Nesse último sábado, participamos do VI Dia de campo da Fazenda Laranja Azeda, que tem no gado de leite, o giro leiteiro e no girolando, um trabalho muito forte de melhoramento genético. Nossa palestra foi sobre irrigação de pastagens. Tentamos mostrar aos presentes, quase 100 pessoas, que a irrigação de pastagens é viável, possível, mas ela deve vir acompanhada do pastejo rotacionado e da adubação. Esse tripé tem que acontecer – Irrigação, Adubação e Pastejo Rotacional. Começamos mostrando como é o clima tradicional do noroeste paulista. Temos um inverno ameno, radiações altas, temperaturas elevadas, e novembro foi assim. Em novembro nós tivemos radiação acima da média, mas nós tivemos pouca chuva, condição favorável para que o capim se desenvolva, para que a pastagem se desenvolva bastante – mas não foi o que aconteceu, porque também nós tivemos um novembro sem chuva, com todo o noroeste paulista com precipitações abaixo do esperado. Nesse caso o potencial de produção de biomassa, ficou restrito aos investimentos em irrigação. Mostramos também o potencial da agricultura irrigada, da pastagem irrigada no noroeste paulista. Mostramos com números que regiões que investem em irrigação, o crescimento ano a ano é mais acelerado. E regiões tradicionais, sem tanta irrigação presente ou agricultura irrigada presente, como no noroeste paulista, que tem um grande potencial climático, uma aptidão para agricultura irrigada, esse potencial ainda não é aproveitado da maneira que deveria, então o crescimento é mais lento. Mas de qualquer maneira reforçamos a necessidade da irrigação em pastagem, mostramos números, mas deve ser baseada em bons projetos.”

Tangerino destaca que o pecuarista deve investir em projetos adequados.

“Um pecuarista não deve ligar cano. Ele deve investir em projetos e esses projetos devem ser bons, devem pagar a conta da evapotranspiração, devem ter bons materiais, devem ter uma distribuição uniforme da água. Da mesma maneira, o manejo da irrigação deve ser primordial para que você não aplique água no momento ou na quantidade errada, e com isso desperdiçar o insumo e ainda aumentar a sua conta de energia. Nesse caso os resultados virão e independente do investimento na irrigação, do nível tecnológico do investimento da irrigação. Podemos fazer investimentos em sistemas de irrigação desde os mais simples, como aspersão convencional em bloco ou em faixa até o uso dos pivô centrais, com elevadíssimo grau de automação. O sucesso da atividade virá com certeza.”
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Podcast UNESP: Chuvas abaixo da média em novembro evidenciam necessidade de segurança hídrica na agricultura

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do Campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, faz um balanço agrometeorológico do Noroeste Paulista.

“Novembro se foi. No Noroeste Paulista era para ser um mês chuvoso, historicamente já estaríamos com a curva do volume das chuvas em plena ascensão, com outubro recebendo em média 81 milímetros, e novembro 174 milímetros – mas não foi o que observamos neste ano. De acordo com os dados da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, operada pela Unesp Ilha Solteira, registramos apenas 98 e 81 milímetros, respectivamente, em média para os meses de outubro e novembro. E fechamos o mês com alguns municípios, com até 17 dias sem chuvas, como: Ilha Solteira, Marinópolis e Paranapuã. E como fica a agricultura nesse cenário apresentado e que cada vez mais a variabilidade da dispersão da chuva, se apresenta com uma frequência cada vez maior? Muitos agricultores se animaram com as chuvas registradas nos dias 12 e 13 de novembro. Especialmente os baseados nos municípios de Pereira Barreto, Paranapuã e Populina – receberam respectivamente 37, 51 e 45 milímetros de chuva – Outros municípios registraram muito menos chuva, como Ilha Solteira e Itapura – com 25 e 17 milímetros. Novembro também se apresentou como um mês de dias muito quentes e temperaturas elevadas, com média de temperaturas máximas em 32,4 C. E ainda para a agricultura, é importante conhecer a evapotranspiração. Que é a perda de água para a atmosfera por evaporação do solo e transpiração das plantas. Na prática representa o esgotamento do armazenamento da água no solo, se não acontecer novas chuvas ou a irrigação. Enquanto as chuvas com frequência cada vez maior se apresentam com grande variabilidade no tempo e no espaço, não é o que ocorre com a evapotranspiração, que mantém um padrão e assim em 60 municípios que representam a área de 16 mil quilômetros quadrados monitorada pela Unesp Ilha Solteira, a evapotranspiração de referência variou entre 123 e 146 milímetros em novembro, respectivamente em Populina e Itapura. Assim, aqueles agricultores que semearam após as chuvas do meio do mês e não contam com sistemas de irrigação, estão correndo sérios riscos de perderem seus plantios. Com taxas de evapotranspiração acima da chuva, o crescimento e sobrevivência das plantas, ficam comprometidos. Novembro ensina que o planejamento das atividades econômicas devem se basear em dados históricos. Daí a importância das redes agrometeorológicas. Mas devemos fazer investimentos em segurança hídrica. Tanto no armazenamento da água em reservatórios, como em sistemas de irrigação, para que tenhamos a sustentabilidade do negócio de produção de alimentos".

Outras informações sobre irrigação e agroclimatologia podem ser obtidas na pagina clima.feis.unesp.br.



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Coeficientes de cultura estão diretamente ligados ao manejo ideal da irrigação, explica professor da Unesp

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da Água e da Energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, explica o que é a evapotranspiração, e sua influência no cálculo dos coeficientes de cultura.

“A transferência de água do solo para a atmosfera por uma superfície vegetada tem o nome de evapotranspiração, que leva ao esgotamento/depressão da água armazenada naquele solo, devido a soma da evaporação e a transpiração das folhas, sendo que esses dois processos ocorrem concomitantemente, em diferentes magnitudes, é verdade, ao longo de uma safra ou de um período, e é um indicador de quanto de água é necessário para as culturas, árvores, jardins e campos esportivos, para o seu crescimento saudável e elevadas produtividades. Para exemplificar: se desejarmos irrigar adequadamente um campo de futebol no Noroeste Paulista, somente a reposição de água perdida por evapotranspiração no dia de ontem, exigiria uma irrigação entre 3,6 milímetros se estivermos em Populina, e 5 milímetros se estivermos em Itapura. Ou seja, deveríamos aplicar entre 36 e 50 mil litros de água, por hectare. Já se a irrigação for sobre uma cultura de milho, em florescimento, as necessidades de irrigação nesses locais, variam entre 4.3 e 6 milímetros, respectivamente”.

Tangerino esclarece os fatores que levam à variação do coeficiente de cultura:

“As diferenças se devem a condição climática local, como variações mesmo dentro de uma mesma região e a cultura de interesse, e no meio dessas estimativas está o coeficiente de cultura, que varia de espécie para espécie e durante o ciclo da cultura. Assim, para grande parte das culturas anuais, o coeficiente de cultura é chamado de “Kc”, varia entre 0,4 e 0,5 no inicio da cultura; atinge o ápice em 1,2 e fecha o ciclo em 0,5. Representando o ciclo de vida daquele cultivo. De maneira geral, podemos dividir a fase inicial em 20% do ciclo, o incremento do Kc durante a fase do desenvolvimento vegetativo até o florescimento representa em torno de 30% do ciclo da cultura, o valor máximo se estabiliza em outros 30% do ciclo, e o declínio no consumo de água representará os 20% do ciclo final da cultura. Culturas perenes adultas têm pouca variação no coeficiente de cultivo ao longo do ano. Como por exemplo o citros com um valor médio de 0,8 ou o coco com valor de 1. Para entender o manejo ideal da irrigação com estimativa e aplicação adequada de água as plantas, conforme a real necessidade, podemos fazer uma analogia com os medicamentos. Não basta escolher o remédio certo, ou seja, os coeficientes de cultivo certo. Há também que definir a dose, ou seja, distribuir os valores desses coeficientes de cultura ao longo do ciclo, conforme a extração de água do solo pelas raízes das plantas e a evapotranspiração subsequente”.

Outras informações sobre irrigação e agroclimatologia, podem ser obtidas na página clima.feis.unesp.br.
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