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Diretor geral da Lindsay América do Sul enaltece trabalho sobre agricultura irrigada realizado na Unesp em Ilha Solteira

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. João Eder da Silva, engenheiro de produção formado pela Politécnica da USP e diretor geral da Lindsay América do Sul, faz um panorama da sua visita ao campus da Unesp em Ilha Solteira e da relevância do trabalho sobre irrigação realizado na Unidade.

“Em primeiro lugar gostaria de agradecer ao professor Tangerino pela oportunidade, e aí visitando e estando no local, a gente viu a importância e a dimensão do trabalho que está sendo feito por ele, pelo time – a gente teve a oportunidade de conhecer a equipe que que colabora para esse trabalho, a importância desse trabalho para o desenvolvimento da agricultura irrigada. Os conceitos tecnológicos, as análises de solo, análises de setores de irrigação, as melhores formas de irrigação, análises de produtividade que a irrigação pode trazer em relação as demais formas de manejo. Então tudo isso me fez ficar mais contente sabendo que existe dentro do estado de São Paulo, dentro de uma universidade estadual que é de uma certa forma financiada pelos impostos gerados, que existe esse trabalho sólido e a dedicação de profissionais da agricultura irrigado do país. Então parabéns ao time, e realmente esse trabalho de parceria tem que continuar e a gente vê que com isso o Brasil vai se destacar em relação aos demais países nas técnicas de irrigação e vai continuar tendo no setor agrícola a dimensão e a proporção que o país merece em termos mundiais.”

Vale destacar que a visita do diretor da Lindsay ao campus de Ilha Solteira, foi um convite do professor Fernando Tangerino.
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Engenheiro explica sobre a necessidade de cuidados com tubulações de água

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Miguel Guazzelli, engenheiro agrícola e diretor da Hidroambiental, empresa especializada em soluções de proteção para tubulações e redes hidráulicas, explica o que é um transiente hidráulico. Trata-se de um tema técnico, mas que muitas vezes é negligenciado em instalações de água, efluentes industriais e outros líquidos.

“O transitório ou transiente hidráulico, nada mais é do que a mudança de um estado de hidráulico, onde eu saio de uma velocidade permanente de por exemplo 2 m/s², e por um distúrbio na rede por exemplo, falta de energia, e essa velocidade vai cair de 2 para 0 (m/s²), ou seja, é a transição de um estado para outro. Isso não é feito de uma forma linear, é feito de uma forma agressiva, transitória, onde se tem aumentos e quedas de pressão abruptas”

Miguel aponta a consequência para uma rede de distribuição de água.

“A consequência que você pode ter em uma tubulação ou nos acessórios que estão ligados nessa tubulação, são que quando ocorrer essa queda de pressão, essa tubulação pode por exemplo por questão de vácuo, vir a murchar, ou por sob pressão, quando a pressão sobe muito, ela pode estourar. Ou seja, pode murchar ou estourar a tubulação, e com isso ter ela fora de uso. Golpe de ariete.”

O especialista sinaliza o que pode ser feito para proteger a tubulação.

“As válvulas ventosas são alguns dispositivos que estão disponíveis para fazer sistemas de proteção dessas redes hidráulicas. Normalmente as válvulas de controle hidráulico, são válvulas que vão permitir abrir a comunicação entre o interior da tubulação e fora dela. Para por exemplo, aliviar essa sob pressão. A pressão vai subir, essa válvula vai abrir e vai aliviar não deixando que a pressão suba dentro do tubo. A pressão não subindo dentro do tubo, significa que esse tubo não vai romper, não vai estourar. Uma ventosa vai proteger o transitório, o transiente hidráulico, quando a pressão cai muito, ela não vai deixar o tubo murchar, ela vai abrir para a atmosfera e deixar o ar de fora entrar para dentro. Não deixando o vácuo murchar esse tubo. Basicamente você tem três tipos de ventosas: a ventosa automática que tira borbulhas de ar dissolvidas no liquido; ventosas cinéticas que tiram grandes quantidades de ar de dentro da tubulação ou permite que quantidade grande de ar entre dentro tubo; e a terceira que junta essas duas, que é a ventosa combinada a tríplice função, cinética mas automática. Muita quantidade de ar para fora, muita quantidade de ar para dentro, ou pequenas quantidades de ar que estão dissoltos na água saem de dentro do líquido.”

Esta entrevista foi realizada pelo professor Fernando Tangerino, em 9 de agosto, no campus Ilha Solteira da Unesp.
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Agricultura irrigada sustentável deve ser caminho para o setor, aponta professor da UFV

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. Everardo Mantovani, professor da Universidade Federal de Viçosa e diretor presidente da IRRIPLUS empresa que nasceu por meio de uma incubadora na própria UFV, aponta quais caminhos a agricultura irrigada vai seguir e as perspectivas para os alunos que estão se formando no setor.

“A agricultura irrigada hoje é o grande cenário da agricultura mundial em função do momento que a gente vive e que a necessidade da produção de alimentos em quantidade e qualidade é muito grande. Então a irrigação que nós discutimos aqui nos três dias da Fiib (Feira Internacional de Irrigação), e eu saio muito motivado porque a gente vê um cenário muito pulsante de empresas com a capacidade técnica muito forte. As universidades aqui representadas pelos professores, técnicos e estudantes, e eu vejo com muito otimismo o futuro. Nós temos grandes missões para o momento em que a água é um fator cada vez mais complexo, a energia é importante, a questão da mão de obra, mas o que a gente vê aqui e observa no cenário da irrigação do Brasil e mundial, é que cada vez mais as soluções caminham no sentido de uma irrigação, de uma agricultura irrigada sustentável. E nós temos uma riqueza que é o seguinte: em poucos setores, a otimização do uso de água e energia, ou seja, um caminho de sustentabilidade vai também no caminho do lucro do produtor. Então nós temos que aproveitar esse momento, e eu sou muito motivado com a área e o incentivo aos estudantes e aos profissionais da área de ciências agrárias, para olharem a área de agricultura irrigada com muito carinho, porque aí vai haver uma trilha muito forte, um caminho muito forte de desenvolvimento, geração de renda e de trabalho para todos nós.”
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