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Podcast Unesp

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Representante do Conselho Mundial da Água fala sobre a relevância do Fórum Mundial das Águas

O PodAcqua Unesp publica depoimentos de especialistas sobre diferentes aspectos ambientais, sociais e políticos, relacionados à água. Lupércio Ziroldo Antônio, diretor da Bacia do Baixo Tietê do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e Presidente da REBOB (Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas), eleito como um dos Governadores do Conselho Mundial da Água, fala sobre a relevância do Fórum Mundial das Águas.

“Eu acho importante a gente comentar nesse momento que o Brasil trazendo o Fórum Mundial da Água, agrega toda a sociedade nesse processo de gestão e nós temos uma possibilidade incrível de firmar a água na agenda política do país. O nosso Brasil tem cerca de 250 comitês de bacias instalados, cerca de 90 mil pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas com esse processo. O processo da Rede Brasil de Organismo de Bacia é justamente difundir, cooperar e integrar nesse engajamento fundamental da sociedade nesse processo de gestão da água. É somente com todos os seguimentos e atores envolvidos nos processos de gerenciamento dos produtos hídricos, é que nós conseguiremos nos nossos territórios, nas nossas bacias hidrográficas, ter água de qualidade por muito tempo. Essa aclamação da sociedade como gestor de água, como poder decisor de água, é muito importante para os recursos hídricos do Brasil e do mundo.”

Antônio informa detalhes sobre a  Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas.

“A  Rede Brasil de Organismos de Bacias, agrega cerca de 290 organismos de bacia. Evidentemente que o maior número são os comitês de bacia que são mais de 240, mas nós temos também outras associações de água, delegatórios, consórcios envolvidos nesse processo de gestão sempre dizendo que esses organismos de bacia agregam para a sociedade no papel de gestão. Muitas vezes é um trabalho voluntário que é feito por essas pessoas, para que tenhamos uma boa gestão de água nessas bacias. A rede tem um trabalho de integrar, de compartilhar experiências que acontecem no Brasil e na América do Sul. Nós detemos a secretária técnica da rede latino-americana de organismos de bacia, então muitas experiências brasileiras estão sendo apresentadas em outros países da América Latina e da mesma maneira o Peru está trazendo experiencias que eles tem, e essa troca é importante para uma boa gestão com a participação dos atores do seguimento da sociedade.”
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Após fortes chuvas que atingiram Santa Catarina, pesquisadora aponta desafios de recursos hídricos no Estado

O PodAcqua Unesp publica depoimentos de especialistas sobre diferentes aspectos ambientais, sociais e políticos, relacionados à água. Na últimas semanas, o estado de Santa Catarina foi atingido por uma série de temporais e alagamentos que afetaram ao menos 20 cidades. Segundo a Defesa Civil, as ocorrências variam entre alagamentos, deslizamentos, e chuvas intensas. Essas chuvas já afetaram quase quatro mil pessoas no estado e quase 1000 casas foram danificadas. Ao menos uma pessoa morreu, e duas estão desaparecidas até o momento. Nadia Bernardi Bonum, professora da UFSC, aponta os desafios de gestão dos recursos hídricos em Santa Catarina.

“O estado de Santa Catarina apresenta uma hidrodiversidade muito grande. Nós temos a região litorânea que possui características bem específicas, como aumento do nível do mar, ressacas, temos cidades em que existe remanso hidráulico por causa da aceleração do nível do mar, ao mesmo tempo nós temos regiões com o índice pluviométrico bem alto, como é o caso do norte do estado. Um histórico de enchentes, inundações, desastres naturais, deslizamentos, movimentos de massa. No oeste do estado, nós temos casos recorrentes de estiagem, este ano nós tivemos uma estiagem muito grande em setembro, os níveis ficaram bem críticos e alarmantes. Então é muito desafiador em termos de gestão de recursos hídricos. São 11 regiões hidrográficas no estado, com comitês de bacias formados, e cada região do estado tem uma característica muito peculiar. E isso é um desafio para os gestores hídricos. E também nós temos a ilha de Santa Catarina, que tem características completamente diferentes do resto do estado, que também é um desafio muito grande. Se nós pegarmos a lei de recursos hídricos, e tentar aplicar para a ilha, formar comitês dentro da ilha, nós não conseguimos atender os critérios, por exemplo, do percentual de usuários que nós precisamos ter, porque são características muito peculiares de região. Então nós temos um índice pluviométrico muito alto, mas ao mesmo tempo a divisão temporal e espacial, faz com que a gestão de recursos hídricos tenha que resolver problemas muito complexos. Então a gente precisa ter soluções muito criativas para conseguir incluir isso. Então nós temos os dados, as médias históricas, nós podemos usar isso dentro dos modelos hidrológicos para fazer previsões de curto, médio e longo prazo. Mas ainda existem muitas lacunas em todo esse processo. O dado meteorológico que vem como um indício de mudanças climáticas, mas o que isso vai resultar em termos de vazões? Vai atender as vazões minímas, ecológicas e dentro da legislação? Se isso vai realmente se converter em desastres naturais. Ainda existe um mundo a ser investigado entre a informação meteorológica, os indícios de mudança climática e como a população usa essas informações. Então ainda há um caminho a ser feito.”
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Pesquisadora da Associação Internacional de Hidrogeólogos aponta ações sociais que contribuem na preservação dos recursos hídricos

O PodAcqua Unesp publica depoimentos de especialistas sobre diferentes aspectos ambientais, sociais e políticos, relacionados à água. Raquel Sousa da presidente do grupo de Portugal da AIH - Associação Internacional de Hidrogeólogos e uma das responsáveis pela iniciativa Responsible Water Scientists, aponta ações que podem ser adotadas para preservar os recursos hídricos em todo mundo.

“A água é necessária para tudo que nós consumimos. Desde os alimentos, aos objetos, serviços, industria, energia, e portanto, apesar de não servir de nível, temos uma enorme pegada hídrica no nosso dia a dia. Dependendo do país, a quantidade hídrica varia, mas em especial nos países em desenvolvimento, consumimos muita água indiretamente, e não é apenas a água que vemos escorrer das torneiras. Há muitas campanhas e as crianças também estão sendo sensibilizadas para poupar água. Mas a verdade é que temos que dar um passo mais em frente e poupar água que estamos usando indiretamente na produção dos nossos bens: objetos, alimentação, roupas, medicamentos, enfim, tudo que nós consumimos tem uma pegada hídrica associada. Além de estarmos usando os recursos, estamos também contaminando ele. Portanto passa pelos indivíduos, pela sociedade e pelas responsabilidade individual, começarmos a mudar o nosso estilo de vida com pequenas mudanças que visem poupar recursos hídricos. Há vários exemplos e pequenas coisas que podemos fazer, como por exemplo reduzir a quantidade de embalagens de plástico que consumimos, utilizarmos produtos orgânicos, biológicos e locais que não impliquem no transporte ao qual está associado um enorme uso de recursos hídricos. Há também várias campanhas sobre isso, que denunciam o uso de embalagens de plástico que só se utilizam uma vez, como copos de plástico, pratos, talheres. Vários estudos alertam para o potencial risco para a saúde e para os recursos hídrico impacto é muito grande. Muitos alertas foram feitos sobre isso, mas ainda não existe uma consciência de que podemos contaminar as águas subterrâneas, elas arrastam tóxicos, bactérias, poluentes, e portanto é uma cadeia sem fim.”

Sousa destaca a relevância das ações da sociedade para a conservação da água.

“Na minha visão, muitas pessoas esperam que o governo tome medidas, mas o mercado vai responder às nossas necessidades importantes, e eu penso que isso vai depender do indivíduo com medidas próprias. Precisamos mudar ao invés de esperarmos decisões que venham de fora. Precisamos influenciar o mercado, e não sermos influenciados por ele. Nesse sentido, começarmos a questionar o uso de sacos plásticos, começar a ver que há alternativas para poupar água, para minimizar os contaminantes, entender que toda agricultura tem um impacto enorme.”
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