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Você sabe qual a importância das águas subterrâneas para o abastecimento no Brasil?

Didier Gastmans, geólogo e pesquisador do Centro de Estudos Ambientais da Unesp em Rio Claro, explica o que são as águas subterrâneas e sua relevância para o país.

“As águas subterrâneas são aquelas águas que estão armazenadas no subsolo em aquíferos, aquíferos são reservatórios constituídos por rochas que tenha essa capacidade de armazenar e conduzir a água. Uma coisa importante quando a gente fala sobre de águas subterrâneas, que a gente não pode esquecer nunca, da conexão dessas águas subterrâneas com as águas superficiais, por que a vazão dos rios, ela é alimentada praticamente 60%, 70% por essa descarga de água subterrânea, então quando a gente fala de água subterrânea a gente também está pensando um pouco em termos de água superficiais também. No Estado de São Paulo, do ponto de vista de importância para a população, o Guarani apesar da relevância de nome, o mais importante é o Aquífero Bauru, que está localizado no Oeste do Estado. É um aquífero mais raso, mas ele abastece praticamente 80% da população Oeste do Estado de São Paulo. Pelo fato dele ser mais raso, ele tem como grande vantagem o custo de extração de águas ser mais barato, mas por outro lado ele está muito mais suscetível a questão de contaminação, seja por influentes domésticos, esgoto nas áreas urbanas, seja pelo excesso do uso de fertilizantes e quantidade de nitrogênio e fósforo nas áreas rurais. A gente não pode esquecer nunca do Aquífero Guarani, ele é transcontinental, andou bastante na mídia, agora anda um pouco esquecido, e em algumas regiões, como o Itararé nessa porção central do Estado de São Paulo, engloba a cidade de Rio Claro também, tem uma importância localizada para abastecimento de demandas menores, para uma indústria, para um comércio, uma fazenda, a capacidade de produção dos postos é capaz de atender essa demanda que a rede de abastecimento muitas vezes não consegue cumprir”.

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Pesquisador da Unesp coordena XX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas

O PodAcqua Unesp publica depoimento de especialistas sob diferentes aspectos ambientais, sociais e políticos relacionados a água. Didier Gastmans, geólogo, pesquisador do Centro de Estudos Ambientais da Unesp em Rio Claro e coordenador científico do XX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, apresenta o encontro, que será realizado de 6 até 8 de novembro em Campinas, SP. A submissão de artigos para o evento pode ser encaminhada até o dia 24 de junho.

"Esse congresso está na sua vigésima edição, ele é bianual, e ele ocorre em paralelo ao encontro nacional de perfuradores de poços. É uma promoção da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, e tem como particularidade o fato de unir tanto a academia, ou seja, tanto a parte científica relacionada as águas subterrâneas, como a parte de mercado também, por que é uma atividade econômica bastante importante e as empresas de perfuração, os fornecedores de serviço, eles participam também ativamente desse congresso, tanto colocando seus produtos quanto materiais, mas também interessados em aprendizados de novas técnicas que por ventura, venham da academia. É relevante também a gente considerar que a participação do setor de regulação, ou seja, dos gestores de recursos hídricos, também é importante, então os órgãos do Estado de São Paulo, a própria agência nacional de águas também participa, então eu considero em termos de água subterrânea o grande fórum de discussão a respeito dessa temática tão importante pra sociedade atual que é a questão dos recursos hídricos”.

O pesquisador aponta a relevância do evento. “O fato de você congregar várias pessoas para discutir um tema dessa importância, faz com que algumas soluções sejam apontadas, posso citar de eventos passados algumas modificações em relação ao saneamento básico, do melhor aproveitamento de águas subterrâneas, uma gestão sustentável, se a gente pensar do ponto de vista de obras, melhoria da qualidade das obras, novos desenvolvimentos em termos de produtos para perfuração ou para instalação de poços, do ponto de vista de discussão de gestão com toda a problemática relacionada a outorga de uso de águas no Estado de São Paulo foi bastante discutido”.

“A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas promoveu algumas coisas interessantes do ponto de vista científico. Primeiro: é tentar trazer esses estudantes para participar do congresso, então está com uma taxa de inscrição em um preço realmente acessível para que os alunos de graduação e de pós graduação possam participar. Segundo: foi instituída uma premiação para os melhores trabalhos que é o Prêmio Aldo Rebouças, o professor Aldo Rebouças foi um professor muito importante dentro desse segmento de águas subterrâneas na USP, e nós estamos tentando também montar um grupo de jovens hidrogeólogos, ou seja, pessoas ou jovens cientistas em início de carreira da área de hidrogeologia para que formem um grupo para começar discutir esse tema com mais profundidade para que essa temática não desapareça das pesquisas científicas”.

A submissão de artigos está aberta até o dia 24 de junho e maiores informações podem ser obtidas no site www.abas.org/xxcabas/.

 

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Livro infantil ressalta a importância da preservação das águas subterrâneas

Com o objetivo de orientar os sobrinhos sobre a preservação dos recursos hídricos e do meio ambiente, a professora e advogada Luciana Cordeiro de Souza deu início a produção de um ciclo de histórias relacionadas ao tema, direcionadas à crianças e adolescentes.

Após o lançamento de “Clara: uma gotinha d’água” e “Clara e a reciclagem”, a nova empreitada da professora trata especificamente da preservação das águas presentes no subsolo (“Clara e as águas invisíveis”). Segundo Luciana, a ideia foi abordar principalmente a importância dos aquíferos:

“Ensina as crianças da existência de água no subsolo, através do ciclo hidrológico, onde toda a água que está na atmosfera, e depois da chuva, infiltra no solo e preenche os aquíferos. Então é bem bonitinho. Ensina o que é um aquífero, comenta que há dois grandes aquíferos no Brasil: o Aquífero Guarani, que é compartilhado com outros países, e o Aquífero Alter do Chão, no Norte do país. E ao falar das águas subterrâneas se fala muito na proteção do solo e que o poço deve ser bem construído, que é uma coisa muito importante”.
O primeiro lançamento “Clara: uma gotinha d'água” introduzia o assunto preservação dos recursos hídricos, através dos “Guardiões da Água” - Arquivo/Divulgação – Luciana Cordeiro de Souza.

A professora e advogada comenta que a observação das ações de seus sobrinhos foi o principal motivo que a levou escrever sobre o tema Água.

“Em 2003 eu escrevi doze histórias para os meus sobrinhos, quando eles eram pequenos. E cada uma trata de um tema. Na época eu fazia Doutorado, e a minha tese foi sobre águas subterrâneas. Então eu comecei primeiro trazendo a Clara, a gota d'água se transformando em menina para explicar o ciclo hidrológico (que foi o primeiro livro). O segundo livro, em razão até de situações que eu vivenciava com as crianças, quando eles ficavam comigo, estavam bebendo água na garrafa pet e falavam que aquilo era lixo, que não valia nada. Era uma coisinha que um deles estava falando e aí eu criei o segundo livro, que fala sobre reciclagem e mostra e explica o que é lixo e o que é resíduo, o que pode ser usado como matéria-prima para outro produto. E a garrafa pet, onde a gente armazena água para ser vendida, a dita água mineral, pode ser transformada. E no fim desse segundo livro, mostra a garrafa se transformando em camiseta. Então passando por aquele processo: lavar e picar a garrafa pet; fazer os flakes, do flake o fio e do fio a costura do tecido e a costura da camiseta”.


Para tratar da diferença entre resíduo e lixo, Luciana lança “Clara e a reciclagem”, que indiretamente tem relação com a água - Arquivo/Divulgação – Luciana Cordeiro de Souza.

A autora agora busca parcerias para a captação de recursos visando uma nova produção. Em “Clara e a água do dia a dia”, ela pretende abordar a relação entre água e o corpo humano.

Escrito por Yan Gilberto com a supervisão de Vacy Alvaro.
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