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Welyton Manoel

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Água de esgoto é reutilizada para irrigação e traz bons resultados, destaca professor da UFRN

A água é o bem mais precioso que temos no mundo. E na mesma estrada por onde passa a importância, passa também a preocupação com o futuro dela, visto que é um recurso finito e nem sempre disponível. Por isso, o reúso da água se tornou uma alternativa cada vez mais recorrente no Brasil.

Segundo Cícero de Andrade, Professor Doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a alternativa é viável, prática e boa para o meio ambiente. Ele já trabalha no setor há 35 anos e comenta sobre a importância dessa prática.

“O termo 'reúso de água', na verdade quer colocar a questão do uso da água em uma nova perspectiva. Sempre se entendeu o uso da água da seguinte forma: pega a água em algum local, usa, e devolve ao meio ambiente. E a nova perspectiva é, não do uso simplesmente uma única vez, mas sim do uso já prevendo o reúso e mais outro uso. A grande importância é que quando você usa a água, você tira ela do manancial, utiliza e incorpora resíduos. E essa água, mesmo que haja algum tratamento, é muito impactante no meio. Quando se reusa um litro de água, você deixa de lançar um litro de esgoto no meio ambiente. E o esgoto é o maior consumidor de água natural que se tem hoje em dia.”

Andrade diz que a água de reúso pode ser muito bem utilizada em situações específicas, e que em alguns casos é até melhor do que a potável, como por exemplo em atividades de irrigação.

“Cada uso da água tem uma qualidade necessária. Nem sempre ela precisa ser potável para ser utilizada. A água tem que ser potável para beber. Para irrigar, por exemplo, a água potável não é boa. Tanto não é boa, que você quando irriga com a água pobre em sais, você precisa colocar adubo. Enquanto a gente tem os esgotos, mesmo quando são tratados, ainda possuem sais que podem servir de adubo para as plantas. Então o esgoto tratado é muito bom para irrigar e muito ruim para jogar no meio ambiente sem uma utilização. E a gente faz exatamente o inverso. Jogamos os esgotos nos mananciais, nas tubulações de água natural e usa a água natural para irrigar. Aí temos que comprar adubo químico para colocar, porque a água é pobre em nutrientes, enquanto a outra é rica, e ao invés de estarmos aproveitando a riqueza desses nutrientes estamos lançando nas águas naturais e nos mananciais.”

O professor ressalta que o reaproveitamento de água ainda é tabu para o brasileiro, pois segundo ele, quando se diz que a água vem do esgoto, o preconceito é inevitável. Porém, existem várias tecnologias simples e eficientes que fazem o tratamento dessa substância.

“Há tecnologia disponível para tratar água para qualquer uso. É possível até tratar o esgoto para beber. Só que na realidade brasileira, a gente precisa tratar o esgoto para usar na agricultura, na indústria, no meio urbano e irrigar canteiros centrais, enfim, tem muitos usos, como limpeza de logradouros, limpeza de praças, de feiras livres. Então a gente poderia usar o esgoto ou qualquer outra água para usar nesses cursos todos, que não é necessário água potável. E as vezes, nem deve ser água potável.”

Quanto aos resultados do uso da água tratada e reutilizada de esgotos na irrigação, o professor comenta um dos casos onde a produção melhorou.

“Nós temos aqui experimentos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, nos quais utilizamos água de esgoto tratado numa cidade, na irrigação com agricultores, e chegamos a ter uma produtividade irrigando milho com o esgoto tratado, de cinco toneladas de grão de milho por hectare. Para se ter um ideia, a agricultura de sequeiro, que é essa que não faz certa irrigação, e quando irriga é com água de poço ou espera a chuva. Essa agricultura de subsistência que a gente tem aqui no nordeste do Brasil tem uma produtividade de milho sequeiro na ordem de meia tonelada. Com o esgoto tratado, temos o experimento prático com agricultores, de uma produtividade na ordem de cinco toneladas. Ou seja, uma produtividade dez vezes maior.”

Andrade pontua novamente, que em alguns casos, tratar a água do esgoto para utilizar na irrigação é mais barato do que utilizar água potável e também sai muito mais em conta, do que reutiliza-lá para beber.

Escrita por Welyton Manoel com a supervisão do jornalista Vacy Alvaro
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Inovações sustentáveis do Museu do Amanhã são reconhecidas internacionalmente

O Rio de Janeiro dispensa apresentações. Dentre os principais atrativos turísticos conhecidos mundialmente, um mais recente, já ganhou e tomou lugar na paisagem carioca. O Museu do Amanhã, inaugurado em 2015, representou um marco no quesito inovação e sustentabilidade.

A preocupação dos responsáveis pelo museu, vai além de apenas proporcionar experiências novas e reflexões. Se já não bastasse isso, uma outra parte que não está ali, visível aos olhos ou facilmente acessível às mãos, também chama atenção – são as partes sustentáveis do museu.

Em uma obra de arte, cada parte da composição tem um significado. No museu não foi diferente. Desde os primeiros projetos que ele ganhou, a sustentabilidade foi o carro chefe que norteou o passo a passo da construção. É o que conta Alfredo Tolmasquim, diretor de conteúdo do Museu do Amanhã.

“O museu, tem como proposta museológica, conceitual, justamente a convivência e a sustentabilidade. São temas que a gente trata muito forte na exposição. Então nós tínhamos a ideia que isso deveria estar não só no discurso, mas também na própria concepção do prédio. Então desde o início havia o objetivo que ele fosse o prédio mais sustentável possível. Isso foi um trabalho principalmente do arquiteto Santiago Calatrava, com o apoio da Fundação Roberto Marinho que foi a responsável pela exposição e tentou também trazer a sustentabilidade para o edifício.”

Atrações do museu, promovem interatividade com o público//Foto: Thales Leite / Divulgação

Entretanto, as ações sustentáveis precisariam combinar com o formato nada convencional do museu. Sendo assim, as práticas que são realizadas ali, destoam do modelo clássico de sustentabilidade.

“O Museu do Amanhã, está localizado num pier que avança na Baia de Guanabara. Então ele está rodeado pela água da baia, e uma das ideias foi aproveitar a água da Baia de Guanabara. Essa água é utilizada tanto para refrigerar as máquinas do sistema de ar-refrigerado, ou seja, é bombeada a água fria do fundo da baia, passa por filtros, e essa água refrigera as máquinas, sai quente, vai para o espelho d´água, com isso ela esfria um pouco e retorna para a baía. Nós temos um sistema de aproveitamento, que nós chamamos de reuso das águas. Então as águas das pias e dos chuveiros que o pessoal da manutenção utiliza para tomar banho depois do expediente, é recolhida, passa por um processo de tratamento e vai para uma grande cisterna; e essa cisterna também recebe água da chuca. Então nós temos um sistema de captação da água da chuva, das águas pluviais, que também levam essas águas para as cisternas. Então também nós utilizamos essa água de reuso, para as descargas dos vasos, para irrigação de jardim, eventualmente lavagem da área externa, e com isso a gente não precisa usar água potável. Reduzimos em torno de 40% o nosso consumo de água, em função da reutilização das águas pluviais.”

Museu já virou referência turística na cidade//Foto: Thales Leite / Divulgação

E com todos esses esforços para ajudar o meio ambiente, não demorou muito para o museu ser reconhecido pelas práticas que desenvolve. Poucos meses após ter sido inaugurado, ele se tornou o primeiro museu do Brasil a conquistar o selo Ouro na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, em português Liderança em Energia e Projeto Ambiental), que é considerado a principal certificação de construção sustentável do Brasil.

E no último mês, venceu em Cannes, na França, o prêmio de “Construção verde mais inovadora”. Além dos projetos citados, outro detalhe colaborou para o Museu do Amanhã fosse o grande vencedor na categoria. 

O prêmio é dado para os projetos imobiliários mais importantes construídos no mundo// Foto: MIPIM Awards 2017 Ceremony

“O museu está alinhado no sentido norte-sul, e nós temos células fotovoltaicas que absorvem energia solar, e essas estão em pás, e essas pás se movimentam acompanhado o movimento do sol de leste a oeste. Com isso a gente otimiza a incidência do sol, e otimiza a transformação de energia solar na energia elétrica do museu. Existem muitos prédios e muitas construções que são feitas pensando em otimizar energia – são só chamados prédios verdes. Agora, esse premio que o museu recebeu em Cannes, foi de prédio verde mais inovador. Ou seja, essa ideia de utilizar a água da Baia de Guanabara para refrigerar as máquinas, e a ideia de que as pás que contém as células fotovoltaicas se movimentassem para otimizar a incidência da luz solar, foi considerado extremamente inovador. Então foram soluções inovadoras, para prédios verdes.”

Além de inovadora, cada detalhe da construção tem um foco sustentável//Foto: Thales Leite / Divulgação

Para os responsáveis pelo museu, comemorar todos esses prêmios é muito bom. Entretanto, não é esse o foco que possuem. Segundo Alfredo, mais importante do que títulos é a consciência ambiental que os projetos deixam para os brasileiros, pois isso mostra que é possível construir e obter bons frutos através de praticas que ajudam o meio ambiente, encorajando outras pessoas a seguir esse mesmo caminho. 

Escrita por Welyton Manoel com a supervisão da jornalista Poliana Corrêa
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Em alusão ao Dia Mundial da Água, Parque Nacional do Iguaçu recebeu mutirão de limpeza

Todo o espetáculo das águas que pode ser visto nas Cataratas é proporcionado pelas águas do Rio Iguaçu. Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o local – considerado uma das novas Sete Maravilhas da Natureza – recebeu um belo presente.

Em uma ação organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), funcionários, voluntários e instituições parceiras resolveram fazer um mutirão de limpeza dentro do Parque Nacional do Iguaçu, conforme explica o chefe do Parque, Ivan Baptiston:

“Há alguns anos desenvolvemos um conjunto de atividades comemorativas ou reflexivas em algumas datas. Especificamente no Dia da Água, temos programado durante esses anos uma atividade envolvendo principalmente o Rio Iguaçu dentro do Parque Nacional, e fazemos uma atividade de limpeza do rio e recolhimento do lixo que está acumulado no Parque, principalmente nas áreas de visitação. É uma atividade muito interessante, especialmente para comemorar e fazer uma reflexão sobre o Dia Mundial da Água. Fazemos uma atividade conjunta com vários parceiros. Trabalhamos muito com os nossos concessionários, o Hotel das Cataratas, a Cataratas S.A, o Macuco Safári, o Macuco EcoAventura, os bombeiros que fazem um trabalho muito importante junto com o pessoal que faz atividades verticais, com cordas, rapel e recolhem o lixo das partes mais inclinadas da encosta, do cânion das cataratas. É uma atividade muito interessante e que já realizamos há alguns anos.”

Bombeiros fizeram rapel pra retirar o lixo que estava na encosta//Foto: Rafael Rodrigues Machado/ICMBio

Durante a atividade, que envolveu cerca de 50 pessoas, aproximadamente 400 quilos de lixo foram retirados em quatro pontos de coleta. Todo o volume foi direcionado para a área de coleta seletiva do Parque. Segundo Baptiston, o mais importante a ser frisado é a ação, a reflexão e união de diferentes pessoas para esse mutirão de limpeza que já é realizado há 13 anos.

“A gente acha muito importante como Parque Nacional. Nosso foco e objetivo maior é a conservação da biodiversidade, conservação da beleza cênica e da singularidade das cataratas. Mas achamos importante também essas atividades, pois ficam bem marcadas. Até os visitantes acabam participando, isso chama a atenção para mantermos o nosso ambiente com qualidade, mantermos um ambiente limpo. Ainda mais nós aqui em Foz do Iguaçu, que temos dois grandes rios. O Iguaçu que termina seu desenvolvimento aqui no Rio Paraná. Então temos o Rio Iguaçu e o Rio Paraná, o que dá uma riqueza hídrica muito grande. Então chamar a atenção para valorizarmos cada vez mais os recursos hídricos, valorizarmos a água e a qualidade da água, é uma grande responsabilidade, e nós fazemos isso com um grande prazer.”

Foto: Rafael Rodrigues Machado/ICMBio

Outras duas atividades como essa serão realizadas durante o ano, no Dia da Mata Atlântica (27/05) e no Dia do Meio Ambiente (05/06). Além de Foz do Iguaçu, as ações também envolvem as comunidades lindeiras ao Rio Iguaçu.

Foram recolhidos aproximadamente 400kg de lixo//Foto: Rafael Rodrigues Machado/ICMBio

Escrita por Welyton Manoel com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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