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Welyton Manoel

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Dois anos após a tragédia, recuperação ambiental de Mariana é feita lentamente

Cinco de novembro de 2015. Infelizmente, uma data que será lembrada para sempre por conta da maior tragédia ambiental do Brasil. Neste dia, duas barragens da mineradora Samarco se romperam na cidade de Mariana, em Minas Gerais, e cerca de 39,2 milhões de m³ de rejeitos de minério se transformaram em uma lama que percorreu 650 quilômetros de rios, incluindo áreas de preservação permanente.


(foto: Douglas Magno/AFP Photo )

O “mar de lama” gerado pelo rompimento da barragem do Fundão deixou cerca de 300 famílias desalojadas e os rastros se alastraram de Minas Gerais ao Espírito Santo. O distrito de Bento Rodrigues, considerado histórico por conta dos monumentos e igrejas que abrigava, ficou completamente submerso. A lama levou 19 vidas, sonhos, rotinas e transformou drasticamente o cenário da região – tanto o material, visual, como também o ambiental.


(foto: Leonardo Miranda/TV Globo)

Após o rompimento da barragem, a mineradora Samarco e algumas outras instituições se uniram para criar a Fundação Renova. Atualmente, a instituição é responsável pelos trabalhos de indenização e compensação ambiental. Felipe Tieppo, especialista de programas socioambientais da Fundação, conta como estão sendo feitos os trabalhos no local.

“A Fundação Renova tem programas de duas naturezas: compensatória e reparatória. Os programas de natureza compensatória são para compensar o dano que você não pode reparar. Então a gente não atua com os programas compensatórios nas áreas diretamente impactadas pelo rompimento da barragem, ou seja, a gente atua em toda bacia hidrográfica. Então tem áreas nossas de recuperação que se localizam na cabeceira da bacia. Os programas que eu participo não tratam diretamente dessa questão de contaminação química, são os programas reparatórios.”  

(foto: Fundação Renova)

Os trabalhos da Fundação Renova iniciaram em novembro de 2016, com o objetivo de  recuperar cinco mil nascentes e dez mil hectares ao longo de dez anos. Por enquanto, 511 já estão em processo de recuperação.

“De início é uma bacia muito grande, então dificilmente a gente conseguiria generalizar um cenário. Mas o que a gente encontra aqui é uma bacia leiteira, a bacia do Rio Doce, mas ela não é somente destinada a atividades leiteiras. Tem atividades agrícolas também. É uma bacia que tem um histórico bem acentuado de degradação nos últimos cem anos, somado a isso temos as atividades de extração mineral, que vem degradando a bacia. Hoje o Rio Doce tem um cenário de assoreamento bem grave em função das práticas agrícolas, minerárias inadequadas, e é um grande desafio trabalhar a recuperação. Mas é importante entender que a gente não quer recuperar a bacia, mas sim, parte da bacia.”

Segundo Tieppo, os resultados estão longe serem imediatos. Como a destruição foi muito grande, as primeiras conquistas devem vir somente em 20 anos, após a implantação e o monitoramento. O engenheiro também diz que essas primeiras ações dificilmente serão feitas em grande escala, pois segundo ele, é preciso trabalhar primeiro com as áreas onde a população está.

Mudas produzidas para a restauração florestal // foto: Fundação Renova

“A ideia da Fundação Renova é não só atuar nas áreas de proteção permanente e nascentes como um todo, (obviamente que nascente é uma área de preservação permanente também), mas também queremos trabalhar de maneira sistêmica as propriedades rurais. Entendemos que é preciso trabalhar como um todo. Não adianta você trabalhar as áreas de preservação permanente que o Código Florestal exige e ignorar o estado de degradação das demais áreas da propriedade. A nossa ideia é primeiro trabalhar a recuperação e a adequação ambiental da propriedade, trabalhar as infraestruturas gerais da propriedade também, e dar assistência técnica e extensão rural para ajudar a adequar as atividades agrícolas da bacia. Então aonde estivermos atuando, vamos atuar com um pacote que contemple a sociedade e não somente as APPs (Áreas de Proteção Permanente).”

O tsunami de lama também atingiu diretamente as espécias aquáticas. De acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, os peixes foram contaminados com arsênio, chumbo e cádmio. Isso provocou o desaparecimento de 26 espécies de peixes da região. Quase dois anos depois, apenas quatro espécies voltaram a ser encontradas.

foto: Ricardo Moraes / Reuters

A Fundação Renova vem se reunindo com a população, ONGs e líderes ambientais para que a resolução dos problemas sejam feitas em equipe. Entretanto, as marcas deixadas por ele não devem ser apagadas tão facilmente.



Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro*
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Brasil pretende sediar a COP-25 em 2019, mas ainda esbarra em problemas ambientais

Representantes de quase 200 países se reuniram na Alemanha para debater o futuro climático do planeta. As lideranças presentes na COP-23, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, centraram as conversas na regulamentação dos compromissos, regras e procedimentos do Acordo de Paris, principalmente nas questões que envolvem as mudanças climáticas e o aquecimento global.



O secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, comentou sobre a importância das discussões a respeito da temperatura do planeta.

“Outro ponto importante que se esperava sair dessa conferência era um processo de diálogo a respeito do aumento de ambição climática nos próximos anos antes de 2020. Esse aumento de ambição climática significa: induzir ou trabalhar para que os países entendam a necessidade de aumentar os seus compromissos de redução de emissões, já que somando todos os esforços anunciados pelos países, a gente ainda está em uma trajetória de emissões a longo prazo, é bem acima dos próprio objetivos do Acordo de Paris que é limitar o aquecimento global abaixo dos 2°C em relação ao nível industrial e 1,5ºC em um cenário ótimo. Hoje, somadas as metas da redução de ambição de todos os países, a gente chegaria facilmente a um aumento de temperatura de 3°C até o final desse século, e as consequências disso seriam muito severas para todos nós. Hoje a temperatura do planeta já está 1°C mais quente do que em períodos pré-industriais.”

O Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, também esteve na conferência e anunciou a candidatura do país para receber a COP-25 em 2019.

“O Brasil é uma liderança expressiva no combate ao aquecimento global, e o Brasil tem a expertise de receber grandes eventos ambientais. A Rio 92 e a Rio+20. Então 2019, a COP 25 vai ser uma COP importante, a última COP antes da implementação de Paris, portanto acho que o Brasil reúne as condições e os exemplos necessários para fazermos a reunião.”

Entretanto, o governo do país ainda não é um dos exemplos no quesito preocupação ambiental. Prova disso está no ‘Prêmio Fóssil do Dia’ que o Brasil recebeu durante o evento. Esse prêmio é dado ironicamente aos países que andam contra os acordos ambientais. O motivo foi a medida provisória que reduz impostos da exploração e produção de petróleo e gás - a  MP 795 ainda está em tramitação.



Rittl, ressalta que o país tem uma boa relação quando se trata da diplomacia para o andamento dos acordos ambientais, mas isso não é suficiente, e também comenta sobre a candidatura do Brasil.  

“Uma conferencia como essa vai acabar criando uma oportunidade para nós enfrentarmos os nossos próprios desafios e as nossas próprias contradições. O Brasil tem compromissos importantes em relação a redução dessas emissões, em relação a redução do desmatamento, investimento em renováveis, e a gente está vendo um retrocesso ocorrendo em uma velocidade muito rápida nesse momento, então seria uma oportunidade para discutirmos o tema de forma aberta e permitir um amplo debate em meio a sociedade brasileira, engajamento de diferentes setores, e para que a gente enfrente os nossos dilemas e busquemos coletivamente colocar o Brasil em um rumo correto.”

Para o senador Jorge Viana (PT-AC), presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso, o evento pode ser uma oportunidade de o país mudar a forma que vem lidando com os problemas ambientais.

“Eu acredito e tenho esperança que se nós formos sede da COP daqui a dois anos, quem sabe daqui até lá a gente para de adotar medidas contra o meio ambiente que comprometem o compromisso brasileiro de evitar o aumento da temperatura do planeta e tomando juízo, a gente trabalha no sentido de colaborar no combate à mudança climática.”

A próxima edição da COP está prevista para ser realizada na Polônia em 2018.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro.
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Estudantes de Cambé desenvolvem protótipo de lixeira anti-fauna e buscam apoio para financiá-lo

Cidades grandes e pequenas dividem um problema muito frequente: os animais de rua, que destroem os sacos de lixo e deixam os resíduos espalhados pelas ruas. Além de deixar o ambiente bagunçado, muitos dos materiais digeridos por esses bichos são prejudiciais à saúde. Afinal de contas, os restos de alimento podem se misturar com pedaços de embalagens, plásticos e outros materiais.

Em Londrina (PR), esse problema era ainda mais frequente com os macacos. Observando esse problema, dois estudantes de Cambé, uma cidade próxima, tiveram uma ideia. Camila Quasne e Guilherme Saldanha, ambos de 15 anos, elaboraram um projeto para a fabricação de uma lixeira anti-fauna. O funcionamento é simples, ao acionar a trava de segurança e despejar o lixo, um sensor de movimento é ativado e o lixo cai na lixeira.



Camila conta um pouco mais sobre a ideia do trabalho.

“Estávamos procurando um problema, e a gente tinha o conhecimento de que na Universidade Estadual de Londrina (UEL) existia esse problema dos macacos revirarem o lixo e correrem atrás dos estudantes, então víamos que era uma bagunça. Um dia nós fomos na UEL e conhecemos o projeto da Mariana Lourenço, que é o “Cada Macaco no Seu Galho”, que ela explica para as pessoas não alimentarem os macacos porque isso pode trazer problemas de saúde para eles. Então começamos a desenvolver um jeito dos macacos não conseguirem ter acesso ao lixo. A gente começou a pesquisar, fomos para o primeiro protótipo, e fomos desenvolvendo cada vez mais.”

Guilherme comenta sobre as evoluções no projeto e as adaptações que ele precisou fazer para que as ideias fossem aprovadas.

“De começo nós fomos fazendo pesquisas para ver tudo certinho. Conversamos com o nosso professor de física e matemática para poder ver o ângulo das tampas, para não deixar o macaco entrar e todas as hipóteses possíveis para proteger ele. Até que conseguimos chegar no protótipo final depois de uns dois meses de pesquisas e reuniões com a equipe.”

Os estudantes já possuem as plantas e especificações do trabalho, agora eles buscam alguém que financie o projeto para que ele saia do papel. A iniciativa foi uma das 144 apresentadas durante a 6ª edição da Ficiencias, realizada em Foz do Iguaçu entre 7 e 10 de novembro.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro*
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