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Welyton Manoel

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Projeto inovador de estudante paranaense irá participar da maior feira de ciências do mundo

Um estudante de Londrina (PR), está despontando no cenário científico nacional. João Americo Macori, de 16 anos, será um dos representantes brasileiros, na maior feira de ciências do mundo, a ISweeep – International Sustainable World Project Olympiad, que será realizada em Houston, Texas, em maio de 2018. O tema do trabalho feito por ele, com a coordenação dos professores Murilo Bernardi e Alana Séleri, teve como tema “ O aumento na produção agrícola a partir da utilização de gás carbônico no tratamento de sementes”.

Foram quatro anos de estudos e pesquisas para atingir o modelo ideal do experimento. João, conta como ele teve a ideia de iniciar o projeto que passou por várias modificações.

“Quando eu comecei a desenvolver essa pesquisa em 2013, a ideia não era bem construir esse sistema para tratamento de sementes. A gente queria construir um catalizador para chaminé industrial, para poder diminuir a emissão de gás carbônico. Mas como a ideia não deu certo, a gente mudou a metodologia do projeto, e resolvemos utilizar esse gás carbônico na agricultura. Fazíamos sistemas de encanamento por baixo da terra, para fazer essa inserção de gás carbônico. E quando mudamos essa metodologia, nosso objetivo passou a ser, ter um aumento de produtividade com a utilização de desse gás. Aí na parte do tratamento, fazemos de duas formas diferentes: Ou a queima de papel durante 40 minutos em um recipiente fechado ou a reação química de bicarbonato de sódio com vinagre, também durante 40 minutos em recipiente fechado. Para exemplificar, é como se fosse uma estrutura em L. No começo usávamos uma garrafa PET, onde a semente ficava armazenada, e em um caminho em L descendo em uma lata, onde a gente a fazia a queima ou a reação. Escolhíamos tratamentos diferentes durante 40 minutos cada uma e deixávamos o gás subindo e entrando em contato com a semente no recipiente fechado.”


João Americo e o professor Murilo Bernardi verificando o experimento // Foto: DOC Comunicação

O projeto ficou em 4° lugar na categoria Ciências Agrárias da 15ª Febrace – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, que foi realizada no mês de março em São Paulo. E o anúncio de que o trabalho iria para a feira nos Estados Unidos, foi uma completa surpresa para eles. É o que diz o professor de iniciação científica e um dos coordenadores do projeto, Murilo Bernardi.

“É muito louca sensação, porque no momento em fomos anunciados, não estávamos esperando mais nada. Porque eles anunciaram todas as feiras nacionais, e nós tínhamos uma esperança de conseguir ser classificado para uma feira nacional. Mas quando acabou, nós olhamos um para o outro com o olhar de [ …] não deu, mas vamos tentar no próximo ano […] E quando anunciaram os prêmios dessa feira, porque dos 296 projetos do Brasil todo, eles selecionaram dois. E na hora que eles chamaram nosso nome, não sabíamos se a gente se abraçava, se a gente subia no palco, se chorávamos ou se ríamos. Foi um reconhecimento muito grande para nos mostrar que o empenho e a força de vontade que a gente teve, o fato de não desistir quando encontrávamos dificuldade, principalmente na análise de campo, quando chegou num ponto que vimos que no laboratório estava tudo certo, mas pensamos no que íamos fazer. O fato de não termos desistido, foi todo recompensado e extremamente gratificante.”

Como o equipamento não utiliza nenhum tipo de produto químico, o objetivo é que os produtores utilizem esse material no campo, diminuindo a quantidade de transgênicos nas plantações, melhorando tanto a qualidade de vida dos produtores como dos consumidores finais. E segundo o professor, é gratificante ver todos esses resultados obtidos pelo aluno.

“É muito gratificante a gente ver que uma parte do que tentamos fazer em relação a educação, que é mostrar para o aluno que ele mesmo pode buscar soluções para coisas do cotidiano dele, a gente tenta dar esse tipo de ferramenta. E o fato de vermos que isso acontece realmente e o quão longe podemos chegar, é um presente por algo que a gente vem fazendo todos os dias. O fato de ter conseguido chegar num patamar tão alto com uma pesquisa dessas, mostra que a gente pode fazer muito mais ciência dentro da escola, do que a gente pensava. Não somente fazendo experimentos para explicar uma teoria, mas com o objetivo de produzir conhecimentos novos. Porque até os especialistas nas áreas que em que temos conversado, os especialista que tem avaliado o projeto com o João, tem comentado que é algo novo até para eles. Então estamos num ponto, onde estamos esperando o que é possível analisar para poder descobrir realmente acontece na semente. Então assim, eu não tenho palavras poder descrever o quão bom é quando isso acontece.”

Até a feira de 2018, o produto vai continuar sendo verificado no campo. Um teste germinativo será feito, para avaliar a porcentagem de germinação das plantas e quais as vantagens que ela está obtendo com esse gás. De acordo com o estudante, até as vésperas da Isweep, a expectativa é finalizar as avaliações e estar utilizando o material em pelo menos três culturas diferentes.

*Com a supervisão de Poliana Corrêa
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Empresa paulista produz papel utilizando palha da cana-de-açúcar

Para se produzir o papel que utilizamos hoje, a celulose que é extraída da madeira de árvores se tornou a matéria-prima indispensável no processo de fabricação. A técnica de transformação por meio de produtos químicos começou a ser utilizada a partir da metade do século XIX e foi sendo aperfeiçoada até hoje.

Em Lençóis Paulista, interior de São Paulo, a FibraResist inovou ao buscar substitutos para a celulose utilizando um material bem brasileiro: a pasta celulósica, extraída da palha da cana-de-açúcar. Foram seis anos na tentativa de produzir o material, conforme explica Mário Welber, Relações Públicas da indústria:

“Em 2009, o grupo que é detentor da marca, decidiu investir no setor de inovação e tecnologia. A porta de entrada do grupo nesse setor foi exatamente um projeto tão promissor quanto inovador. Foi um projeto que dava início à sustentabilidade, ao escopo sustentável de produção, de fabricação de celulose a partir da palha da cana. Ou seja, foram seis anos de pesquisa de pesquisa até a inauguração da indústria, e a partir de 2009 até 2012 as nossas pesquisas contemplaram um desenvolvimento e um aprofundamento mais interno, tanto do biodispersante, que é exatamente o elemento biodegradável que é somado a palha da cana num determinado momento do nosso processo, quanto do próprio processo, que também funciona dentro de uma linha inovadora. Em 2012, nós decidimos levar o resultado final do nosso trabalho para a Universidade Federal de Viçosa (MG), que não só avaliou como classificou a nossa celulose como uma pasta de fibra média, que também é uma inovação no Brasil. A partir disso, começou um planejamento para a construção da primeira indústria do Brasil, e até onde temos informação, a primeira do mundo que fabrica pasta celulósica num processo a frio a partir da palha da cana.”


Foto: FibraResist

A preocupação com o meio ambiente é firmada desde a lavoura. Nas plantações, a cana-de-açúcar não é totalmente colhida. Cerca de 20% dela permanece no solo para a recomposição dos nutrientes. O restante segue para um inovador processo de fabricação, que em um primeiro momento consiste na limpeza e trituração da palha. Na sequência , é adicionado um biodispersante para separar a lignina (cola natural da palha). Após uma última reidratação, o material é transformado na pasta celulósica.

Esse ciclo foi totalmente desenvolvido pela empresa e pautado em um sistema que evita o desperdício de água, a produção de resíduos e a poluição do ar.

“A cada tonelada nossa, por se tratar de uma fibra virgem, aproveita-se 100%. A nossa matéria-prima não gera resíduos. O que ela gera no nosso parque fabril pode voltar ao campo por se tratar de um produto natural, em forma de adubo. Ao mesmo tempo, o nosso processo é completamente a frio. Não emitimos calor, ou seja, não há poluição, não há emissão de gases poluentes. Até a água é reutilizada depois de 12 horas.”

Além disso, a quantidade de material utilizado também vai ser reduzida. A indústria de celulose comum utiliza cerca de 14 toneladas de eucalipto para produzir uma tonelada de papel. Para produzir a mesma tonelada, mas utilizando a palha da cana-de-açúcar, são necessários 3,7 toneladas. Por enquanto a fábrica vai operar com 25% da capacidade, mas com a expectativa é aumentar gradativamente a produção e, consequentemente, a geração de empregos na região.

*Com a supervisão de Vacy Álvaro
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Prêmio Startup Assemae 2017 está com as inscrições abertas para projetos inovadores de saneamento básico

Entre os dias 19 e 22 de junho, será realizado em Campinas (SP), o 47° Congresso Nacional de Saneamento da Assemae, a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento. Para a edição deste ano, a novidade é o “Prêmio Startup Assemae 2017”, que vai selecionar projetos ou planos de negócios direcionados ao desenvolvimento de novas tecnologias para o setor de saneamento básico. 


As inscrições já estão abertas para
participantes de todo o Brasil, e podem ser feitas pelo site www.assemae.org.br/congressonacional. O coordenador da premiação, Carlos Passos, comenta como surgiu a ideia:


O Prêmio é uma iniciativa que não existia no Congresso da Assemae - Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento. Já estamos na 47ª edição e até então não havia nada com empreendedorismo. Então resolvemos acrescentar o empreendedorismo ao evento. Isso faz parte do compromisso de Campinas (SP) com o empreendedorismo e o desenvolvimento de novas empresas. No prêmio, as startups se inscrevem e tem um formulário com algumas informações básicas sobre a empresa. O prêmio é dividido em duas fases. A fase um é classificatória – na qual serão selecionadas as oito melhores empresas que durante o evento vão fazer uma apresentação rápida sobre seus planos de negócio. Depois uma comissão julgadora vai escolher dentre as oito candidatas finalistas as três primeiras. Então essa é a dinâmica do prêmio.”


Ainda segundo o coordenador, a ideia principal não é a competição para premiar a melhor startup. O objetivo é alavancar os projetos inscritos dentro do evento, visto que ele reúne grandes empresários e investidores da área.


O evento deverá trazer umas cinco mil pessoas dessa área de saneamento básico aqui para Campinas e terá cerca de 2500 prefeituras representadas. Então a ideia é exatamente unir a iniciativa dessas startups com as pessoas que estarão participando do evento. A gente vai entregar certificados e troféus para os primeiros colocados. Não definimos ainda a entrega de alguma prêmio fixo, mas mais importante do que o prêmio a ser entregue para a empresa é a possibilidade das startups terem contato direto com essas empresas do setor de saneamento básico, que serão os seus potenciais clientes. E na fase dois, nos julgamentos, as oito primeiras na comissão julgadora. Terão representantes do Sebrae, de incubadoras, aceleradoras e muitos e investidores. Então eles vão poder expor para esse público, e a partir daí, podem surgir várias oportunidades de negócio. Então a gente considera que a maior vantagem desse prêmio é a exposição, tanto para empresas que estarão participando quanto a comissão julgadora.”



Os projetos devem abordar ou ter impacto em temas do saneamento básico, a exemplo de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, eficiência energética, educação ambiental, redução de perdas de água ou gestão integrada de resíduos sólidos, bem como em assuntos relacionados à gestão e operação dos serviços de saneamento básico. No formulário de inscrição, os candidatos devem apresentar na forma de plano de negócios uma proposta de novo produto, processo, serviço ou tecnologia.


As inscrições dos projetos ou planos de negócios seguem abertas até o dia 20 de maio de 2017, às 23h59, no horário de Brasília. O prêmio conta com o apoio da Prefeitura de Campinas e da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).


*Com a supervisão de Vacy Álvaro 

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