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Welyton Manoel

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Voluntários suíços auxiliam famílias de Santa Terezinha de Itaipu (PR) em horta comunitária

Pouco mais de nove mil quilômetros separam o Brasil da Suíça, mas nas últimas semanas os dois países foram unidos por dois sentimentos muito maiores: o amor e o voluntariado. Um grupo com 13 jovens do país europeu desembarcou em Santa Terezinha de Itaipu (PR), onde passaram duas semanas envolvidos em diversas atividades sociais no município de pouco mais de 22 mil habitantes.

Além de darem aulas de inglês para alunos de um colégio estadual e palestras, os voluntários fizeram uma cobertura de 1350m² na horta comunitária que atende cerca de 40 famílias. O sombrite deve reduzir o calor dentro da plantação e permitir que a produção ocorra bem o ano inteiro.

O sombrite irá reduzir a temperatura dentro da horta, funcionando como um tipo de estufa. // 
Foto: Igreja Adventista do Sétimo Dia - Juliana Muniz 
 
Herber Kalbermatter, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia e diretor da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) no estado do Paraná, ressalta que esse é um dos pilares do trabalho do órgão: deixar benefícios que durem por muito tempo nos locais onde passam. E a sustentabilidade é parceira nisso.

“A ADRA busca auxiliar as famílias em um projeto que seja sustentável. Então ao ouvirmos o programa da cidade, chamou a atenção tanto da ADRA Suíça como da ADRA Brasil pelo motivo de que aqui são beneficiadas hoje 40 famílias da cidade, aonde elas vem na horta e onde elas participam cuidando da horta. Então elas podem vir uma vez na semana, pela parte da manhã ou pela parte da tarde e elas ajudam na manutenção, tirando ervas daninhas, capinando para fazer fazer a manutenção da área da horta, e no final da manhã ou no final da tarde eles podem levar para casa uma cesta com frutas e verduras. Isso faz com que eles tenham uma alimentação melhor dentro dos seus lares, que eles tenham produtos orgânicos, levando mais saúde, promovendo a segurança alimentar e tornando esse projeto sustentável onde as famílias cuidam e em parceria com a prefeitura que concede todos os insumos, nós temos a certeza que através desse sombrite, essas famílias poderão ter esses alimentos durante todo o período do ano. Uma das áreas de atuação da ADRA é a segurança alimentar como a educação básica. E o que nós estamos fazendo aqui é justamente promover e incentivar através dessa juventude, o incentivo para que isso possa despertar em outros o mesmo interesse de cuidar, de preservar ou de fazer a diferença através de projetos simples que podem transformar e mudar vidas.”

Os voluntários vieram através do programa ADRA Connections, uma iniciativa promovida pela ADRA que dá a oportunidade de que pessoas de qualquer lugar do mundo, conheçam outras culturas e, ao mesmo tempo, realizem atividades que beneficiem a localidade que as recebe.

As aulas de inglês foram dadas aos alunos do Colégio Estadual Ângelo Antônio Benedet // Foto: Igreja Adventista do Sétimo Dia - Juliana Muniz 

O pastor explica com mais detalhes a escolha da região para o trabalho.

“Como minha regional é o estado do Paraná, eu procurei ver quais eram os pontos turísticos mais importantes que alguém que viesse de fora gostaria de conhecer. E aqui nessa região nós temos as Cataratas do Iguaçu, nós temos a questão da pessoa ainda ter a possibilidade de visitar o Paraguai, a Argentina, e isso foi um chamariz na parte do turismo. Porém, ao visitar as cidades, a que estaria próxima e está dentro de um trabalho que a ADRA busca realizar, que é o programa de segurança alimentar, nós visitamos a horta comunitária de Santa Terezinha de Itaipu e justamente ao conversar com a prefeitura, eles nos falaram dessa necessidade de uma estrutura de estufa que havia. Então foi a partir desse momento e também pela boa disposição da prefeitura em disponibilizar a área e acreditar que esses jovens poderiam realizar esse trabalho, foi escolhida então a cidade de Santa Terezinha de Itaipu.”

Esta é a primeira vez que o sul do Brasil recebe participantes da ADRA de outros países para este tipo de iniciativa. Além da preocupação em deixar um legado para os moradores, o impacto das ações também passa por quem veio ajudar.

Todos os voluntários vivem na Suíça, entretanto, alguns deles não são nascidos lá: Angola, Filipinas e Reino Unido também estão representados no grupo. // 
Foto: Igreja Adventista do Sétimo Dia - Juliana Muniz 
 
“Eu pude ver a alegria deles em poder estar aqui, em conhecer uma nova cultura, se envolver com as famílias beneficiadas, com os estudantes e ver as mudanças que isso já está produzindo na vida deles. Para nós é uma satisfação poder sair daqui e termos a certeza que não foi feito um trabalho em vão. Nós temos a alegria de que ao terminarmos aqui essa cobertura, ao deixarmos os alunos, nós estamos despertando neles o interesse e a promoção da própria cidadania neles. Onde eles podem fazer a diferença, onde eles podem sonhar e transformar suas vidas através de pequenas ações como essa. Então para nós é uma grande satisfação. Através de parcerias como essa, nós vemos jovens que deixaram suas férias, deixaram seu trabalho, investiram recursos seus para que durante o seu período de férias eles pudessem conhecer outro país, mas mais do que isso, eles pudessem deixar uma legado nesse lugar onde eles estão visitando.”

E o convite para ser um voluntário se estende para todos. E às vezes para isso, nem é preciso ir tão longe de casa.

“Então que a gente possa ter esse mesmo senso. As vezes a gente pensa assim 'mas eu não tenho como ir para outro país'. Quem sabe ao nosso redor nós temos algum vizinho, algum amigo que precisa de uma pintura em casa, nós temos quem sabe um parque ou um local próximo a nossa casa que precisa de reparos, e nós como bons cidadãos podemos fazer a diferença, incentivando, motivando, levando jovens para cuidar e restaurar esses ambientes que podem se tornar saudáveis e produtivos na questão de alegria, de momentos felizes para aqueles que estão ali ao redor.”

Para ajudar, só é preciso começar! // Foto: Igreja Adventista do Sétimo Dia - Juliana Muniz 

A ADRA é uma organização privada, não-governamental e sem fins lucrativos, criada em 1956. Ela está presente em mais de 130 países com a intenção de executar projetos de desenvolvimento comunitário e filantrópico. O foco é atender pessoas em situações de vulnerabilidade e pobreza, além de casos emergenciais como em desastres naturais.

*Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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Inspirado no Pokémon GO, aplicativo explora a fauna da Mata Atlântica

Em 2016 foi lançado um aplicativo que virou febre instantânea: o Pokémon GO. Pouco mais de um mês após o lançamento, o aplicativo ultrapassou a marca dos 100 milhões de downloads. A plataforma baseada na realidade virtual serviu de modelo para alguns outros aplicativos.

Foi inspirado nele, por exemplo, que o professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp), Antônio Mauro Saraiva, criou o BioExplorer, um aplicativo de realidade aumentada com animais da Mata Atlântica, que aparecem em um raio de 35 metros do jogador.

“Essa ideia começou no ano passado (mais ou menos em maio) quando o Pokémon GO estava virando uma febre e a gente estava organizando a Semana USP de Ciência e Tecnologia que ocorreria em outubro. E como essa feira é voltada para o público jovem e estudantes, eu pensei ´vamos colocar um daqueles pokémons posts' para atrair a garotada para o local da feira, nessa semana onde vai ter as exibições. Eles vem para capturar os bichinhos e são capturados pelas atividades legais da feira e ficam por aqui. Aí ao mesmo tempo estávamos trabalhando na proposta de um projeto para educação ambiental, e veio uma ideia cruzada 'poxa, mas por que não fazer um joguinho como esse para que as pessoas ao invés de tentarem capturar esses bichinhos virtuais, não são atraídas para explorar a biodiversidade brasileira. Aí começou a ideia e nós começamos a trabalhar desenvolvendo isso daí.”

Após a ideia, o próximo passo foi a busca por investimentos para o projeto e estudos para a melhor forma de disponibilizá-lo. Feito isso, um mês foi suficiente para o desenvolvimento de uma versão simples do aplicativo disponível para ser baixada.

“A gente conseguiu um recurso inicial para fazer uma primeira versão mais simples para ser lançada já no Dia Mundial do Meio Ambiente desse ano, 5 de junho. Então basicamente foi feito em um mês. A gente definiu quais eram as funcionalidades iniciais mais simples, quais eram os bichos que iam aparecer. De início só bicho porque queríamos coisas que tivessem mais mobilidade, depois a ideia é ter planta também. A gente fez em parceria com um par de empresas que fazem design de games e modelagem.”

Saraiva comenta também sobre o objetivo do aplicativo. Ele viu que havia uma necessidade muito grande de fazer com que a população conhecesse a própria fauna e biodiversidade do país. E o BioExplorer atua diretamente nisso.

“Acho que vale para a população em geral, e evidentemente muito mais para quem mora em cidades. Acho que a principal motivação nossa, é que essa biodiversidade é fundamental para a nossa própria sobrevivência. Então manter o que a gente tem de recursos naturais, não é só questão de achar bonito, é uma questão de sobrevivência. É mais grave do que só uma questão estética ou científica. A nossa visão é que as pessoas não vão cuidar, não vão se preocupar com aquilo que elas não apreciam, não conhecem ou não gostam. Se não souber o que existe, a importância daquilo, se não tiver uma ligação até afetiva com aquilo, não vão se preocupar. Isso vale, eu acho para qualquer coisa. Então a gente achou que seria um jeito lúdico e divertido para as pessoas entrarem em contato com essa biodiversidade, se envolver com isso e a partir daí passar a valorizar mais as iniciativas de preservação.”

Telas do aplicativo BioExplorer, criado por pesquisadores da USP – Foto: Reprodução

Por enquanto, os “exploradores” só podem encontrar quatro bichos comuns da Mata Atlântica: onça-pintada, lobo-guará, capivara e carcará. Ao serem encontrados, uma tela aparecerá com um texto e áudio explicando as características do bicho, e também apresentará os riscos de extinção que correm.

Além disso, um outro personagem marca essa primeira versão do jogo, que logo logo terá novas atualizações.

“Por que o Saci? De novo uma outra ideia que surgiu nesse meio tempo. O mesmo tipo de joguinho, poderia servir para que as pessoas entendam um pouco mais da nossa mitologia. Uma mitologia muito importante, muito rica e muito ligada também ao meio ambiente. Todos seres mitológicos – Saci, Cuca, Boitatá, Iara e por aí vai – vivem em um ambiente natural. O saci se reproduz em ocos de bambuzal, a Iara é na água e por ai vai. Então a gente achou que dava também para usar esses seres para aparecerem e para as pessoas também conhecerem. A ideia é nas próximas edições adicionar novos bichos e seres mitológicos, e depois mudar um pouquinho também, refinar um pouquinho o esquema em que o jogo é jogado. A nossa ideia é que depois as pessoas passem a ganhar pontinhos, estrelinhas ou ter seus bichos na coleção de animais já explorados e não capturados, para poder ter um pouco de gameficação – uma competiçãozinha por obter mais, para conhecer mais, para poder comparar com seus colegas por exemplo, e usar isso mesmo em atividades em escolas, parques, para incentivar a criançada a explorar mais o joguinho em si.”

O BioExplorer já está disponível nas plataformas Android e IOS.

*Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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Parque das Aves envia jacutingas para projeto de soltura na natureza

Seis aves da espécie jacutinga, que aparece na lista vermelha dos animais em perigo de extinção, foram transferidas de Foz do Iguaçu (PR) para a região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo. Lá elas serão integradas ao Projeto Jacutinga/Aves, uma iniciativa da SAVE BRASIL, organização não-governamental que tem como objetivo reintegrar esses animais à natureza.

O trabalho foi realizado pela veterinária e chefe da Divisão de Conservação do Parque das Aves, Dra. Yara Barros. Ela explica como surgiu a parceria:

“O que a gente tem é um projeto parceiro que é o da jacutinga da SAVE BRASIL que é uma ONG, e eles entraram em contato conosco porque eles estão com esse projeto de reintrodução da jacutinga em dois locais: em São Francisco Xavier e Caraguatatuba, com uma metodologia muito bacana e perguntaram se a gente poderia ceder aves. E como a gente reproduz muito bem a jacutinga dentro dessa linha de reprodução para conservação, ou seja, você reproduzir uma espécie de modo que ela possa ajudar essa mesma espécie na natureza, decidimos ceder essas aves. Primeiro porque o projeto é bacana, a metodologia é muito bem desenvolvida, então tem toda uma metodologia de preparação das aves para a soltura.”

As aves que foram enviadas nasceram no Parque das Aves e um dos motivos da escolha foi o fato delas terem sido criadas pelos pais em um recinto no meio da mata sem muito contato com humanos. Entretanto, mesmo com um bom perfil, as aves passaram por uma série de exames que seguiram o protocolo sanitário indicado como coleta de sangue, raio-x, endoscopia e swab, que identifica vírus e/ou bactérias. Todos estes procedimentos foram feitos no próprio local pela divisão de veterinária.

Yara conta ainda que antes de reintroduzir a espécie ao habitat natural, as aves irão passar por um processo de adaptação. Isso deve aumentar as chances de sobrevivência do animal na nova casa.

“Elas vão passar por um período de adaptação. Elas vão ser soltas em alguns meses, não antes de passar por isso. Nesse período elas vão aprender a comer os itens que elas vão encontrar na natureza, aprender a reconhecer predadores e serem ser observadas, vão ter o seu comportamento monitorado.”

As aves serão monitoradas de perto durante a nova vida e receberão duas anilhas oficiais de identificação: uma do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBIO) e outras coloridas para facilitar a localização de cada uma delas. Desde o início do projeto da ONG SAVE BRASIL, nove aves já foram soltas na região da Serra da Mantiqueira.

Divisão de Conservação do Parque das Aves

Esse foi mais um reconhecimento do trabalho de conservação e reprodução de espécies realizado pelo Parque das Aves. Aqui mesmo na Web Rádio Água já foi mostrado um pouco mais da história desse projeto. Agora o local conta com uma divisão especifica de conservação que está envolvida em diversas atividades locais e nacionais.

“A gente está envolvido em vários projetos. Participamos de vários planos de ação do ICMBio, que são planos de ação para espécies ameaçadas. Então participamos do programa de reprodução da arara-azul-de-lear, do cardeal-amarelo, do mutum-de-alagoas, e dos planos de conservação de papagaio ameaçados na Mata Atlântica. Participamos também do projeto papagaio-chauá, que é um projeto de campo e estamos implementando agora o Aves do Iguaçu, que é um projeto que vai avaliar as espécies ameaçadas aqui dentro do Parque Nacional (do Iguaçu).”

A jacutinga constantemente é vítima de caça e teve sua população reduzida nos últimos anos. Além da caça predatória, ela também sofre com a perda do habitat por ser endêmica da Mata Atlântica. Segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica, restam apenas 7% da área original do bioma.

*Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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