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Welyton Manoel

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Delivery de produtos orgânicos vem ajudando a diminuir o consumo de agrotóxicos em Foz do Iguaçu

Serviços que facilitam a vida organizando várias necessidades em apenas um local já estão mais do que presentes em nosso dia a dia. Com uma assinatura mensal, podemos ter filmes, livros, séries e aqui na Web Rádio Água mostramos até uma startup que oferece planos mensais para a instalação de placas fotovoltaicas de energia solar.

Agora imagine essa mesma ideia envolvendo alimentação saudável! Foi essa a motivação da Gabriella Fellini e da Anna Suzuki, duas empresárias de Foz do Iguaçu (PR). Elas montaram a SoulOrgânico, um delivery de produtos orgânicos. Com apenas alguns cliques, o consumidor faz um plano mensal e pode receber em casa os produtos fresquinhos.

Tudo começou a partir de uma necessidade das próprias empresárias de consumir orgânicos e tornar isso acessível a todos. Além disso, Anna diz que os produtos vêm de parcerias com produtores locais.

As empresárias Gabriella Fellini e da Anna Suzuki juntamente com uma das produtoras

“Estamos fazendo contato com alguns produtores. Segunda e terça é o dia de colheita junto a eles. Nós selecionamos tudo, ajudamos na colheita, fazemos uma pré-seleção, organizamos as bolsas, e na quarta-feira saímos para entregar até os nossos assinantes mensais. Os nossos produtores são os principais! São eles que produzem e trabalham diariamente na terra para que os produtos cheguem com a melhor qualidade na casa dos consumidores e para que todos sejam beneficiados com mais saúde.” 

A facilidade em conseguir esses produtos pode ajudar na diminuição do uso de agrotóxicos. Segundo dados da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), cada habitante do país consome em média 7,3 litros do pesticida por ano. Alguns deles, são proibidos em diversos países. No Paraná, o índice é ainda pior: chega a 8,7 litros de agrotóxicos por pessoa todo ano.



Anna conta que apesar disso, percebe um crescimento na procura por produtos naturais.

“Nós estamos tendo bastante procura dos orgânicos. A gente acredita que cada vez mais as pessoas estão se preocupando em ter uma alimentação de qualidade, saudável, e foi até uma surpresa para nós, porque esperávamos que isso fosse acontecer mais lentamente, e por uma surpresa muito grande, diariamente nós recebemos novas assinaturas. Então é uma honra e estamos nos sentindo muito gratas pelas pessoas se preocupando com isso e cuidando da saúde de suas famílias.”

As idealizadoras do projeto dizem ainda que tentam evitar ao máximo o desperdício, colhendo apenas aquilo que for necessário, e ainda enviam junto com as bags, algumas cartas com curiosidades sobre os produtos, criando assim uma consciência que pode ser repassada pelos próprios consumidores.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro*
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Copel avança em estudos e investimentos no biogás

A eletricidade que alimenta as indústrias e está presente todos os dias nas casas de milhares de brasileiros, é o resultado da produção das usinas hidrelétricas do país. Elas são as responsáveis por mais de 75% da matriz energética brasileira, entretanto, o país não aproveita todo esse potencial. Segundo o Atlas de Energia Elétrica, publicado pela ANEEL, menos de 30% dela é utilizada.

Além disso, especialistas afirmam que o Brasil precisará reforçar a busca por fontes alternativas nos próximos anos. E o biogás vem se apresentando como uma boa opção através do seguinte propósito: pequenos produtores gerando a própria energia através do cooperativismo.

No Paraná, a Copel é a empresa responsável por fazer a distribuição dessa energia das usinas, e durante o 2º Seminário Brasil-Áustria de Cooperação para Uso de Biogás e Biometano, realizado em Foz do Iguaçu, Vicente Loiacano, assessor do presidente da companhia, ressaltou que a empresa vem buscando conhecer mais dessas fontes.

“A Copel tem na sua missão e nos seus valores, a sustentabilidade como um dos princípios. Então estamos atentos a isso, historicamente a gente se notabilizou pela construção de grandes usinas, usinas de médio porte. Hoje pela própria escassez do aproveitamento dos rios no estado, a gente busca novas fontes alternativas e o biogás já é uma realidade e a Copel está estudando fortemente essa nova fonte de energia, e estamos atentos a isso.”

Um dos bons exemplos do uso do biogás, está no município de Entre Rios do Oeste (PR), que pretende se tornar a primeira cidade do país totalmente abastecida por energia gerada a partir do biogás. A cidade com cerca de 4 mil habitantes pretende gerar energia limpa e zerar as contas de luz aproveitando os resíduos dos porcos, gado bovino e aves. A Copel, juntamente com o CIBiogás, é uma das parceiras no projeto.

“Esse é um projeto que já está acontecendo. A Copel está trabalhando com recursos de PID – Pesquisa e Desenvolvimento aprovados na Aneel, então já é um caso para estudarmos, conhecer e trabalhar em futuros projetos.”

Loiacano ressaltou ainda a importância da troca de experiencias sobre o tema. “É muito importante essa troca de experiencias e informações, eles já tem uma matriz de biogás na Europa, então para eles já é uma realidade. Áustria, Alemanha, Itália, até a própria FAEP proporcionou que empresas e produtores rurais conhecessem a realidade lá, e a gente tem que trazer essa expertise deles para cá, então é enriquecedor, e a gente quer cada vez mais conhecer e aproveitar o conhecimento deles da melhor forma possível.”

(*Com supervisão da jornalista Poliana Correa)

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Dois anos após a tragédia, recuperação ambiental de Mariana é feita lentamente

Cinco de novembro de 2015. Infelizmente, uma data que será lembrada para sempre por conta da maior tragédia ambiental do Brasil. Neste dia, duas barragens da mineradora Samarco se romperam na cidade de Mariana, em Minas Gerais, e cerca de 39,2 milhões de m³ de rejeitos de minério se transformaram em uma lama que percorreu 650 quilômetros de rios, incluindo áreas de preservação permanente.


(foto: Douglas Magno/AFP Photo )

O “mar de lama” gerado pelo rompimento da barragem do Fundão deixou cerca de 300 famílias desalojadas e os rastros se alastraram de Minas Gerais ao Espírito Santo. O distrito de Bento Rodrigues, considerado histórico por conta dos monumentos e igrejas que abrigava, ficou completamente submerso. A lama levou 19 vidas, sonhos, rotinas e transformou drasticamente o cenário da região – tanto o material, visual, como também o ambiental.


(foto: Leonardo Miranda/TV Globo)

Após o rompimento da barragem, a mineradora Samarco e algumas outras instituições se uniram para criar a Fundação Renova. Atualmente, a instituição é responsável pelos trabalhos de indenização e compensação ambiental. Felipe Tieppo, especialista de programas socioambientais da Fundação, conta como estão sendo feitos os trabalhos no local.

“A Fundação Renova tem programas de duas naturezas: compensatória e reparatória. Os programas de natureza compensatória são para compensar o dano que você não pode reparar. Então a gente não atua com os programas compensatórios nas áreas diretamente impactadas pelo rompimento da barragem, ou seja, a gente atua em toda bacia hidrográfica. Então tem áreas nossas de recuperação que se localizam na cabeceira da bacia. Os programas que eu participo não tratam diretamente dessa questão de contaminação química, são os programas reparatórios.”  

(foto: Fundação Renova)

Os trabalhos da Fundação Renova iniciaram em novembro de 2016, com o objetivo de  recuperar cinco mil nascentes e dez mil hectares ao longo de dez anos. Por enquanto, 511 já estão em processo de recuperação.

“De início é uma bacia muito grande, então dificilmente a gente conseguiria generalizar um cenário. Mas o que a gente encontra aqui é uma bacia leiteira, a bacia do Rio Doce, mas ela não é somente destinada a atividades leiteiras. Tem atividades agrícolas também. É uma bacia que tem um histórico bem acentuado de degradação nos últimos cem anos, somado a isso temos as atividades de extração mineral, que vem degradando a bacia. Hoje o Rio Doce tem um cenário de assoreamento bem grave em função das práticas agrícolas, minerárias inadequadas, e é um grande desafio trabalhar a recuperação. Mas é importante entender que a gente não quer recuperar a bacia, mas sim, parte da bacia.”

Segundo Tieppo, os resultados estão longe serem imediatos. Como a destruição foi muito grande, as primeiras conquistas devem vir somente em 20 anos, após a implantação e o monitoramento. O engenheiro também diz que essas primeiras ações dificilmente serão feitas em grande escala, pois segundo ele, é preciso trabalhar primeiro com as áreas onde a população está.

Mudas produzidas para a restauração florestal // foto: Fundação Renova

“A ideia da Fundação Renova é não só atuar nas áreas de proteção permanente e nascentes como um todo, (obviamente que nascente é uma área de preservação permanente também), mas também queremos trabalhar de maneira sistêmica as propriedades rurais. Entendemos que é preciso trabalhar como um todo. Não adianta você trabalhar as áreas de preservação permanente que o Código Florestal exige e ignorar o estado de degradação das demais áreas da propriedade. A nossa ideia é primeiro trabalhar a recuperação e a adequação ambiental da propriedade, trabalhar as infraestruturas gerais da propriedade também, e dar assistência técnica e extensão rural para ajudar a adequar as atividades agrícolas da bacia. Então aonde estivermos atuando, vamos atuar com um pacote que contemple a sociedade e não somente as APPs (Áreas de Proteção Permanente).”

O tsunami de lama também atingiu diretamente as espécias aquáticas. De acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, os peixes foram contaminados com arsênio, chumbo e cádmio. Isso provocou o desaparecimento de 26 espécies de peixes da região. Quase dois anos depois, apenas quatro espécies voltaram a ser encontradas.

foto: Ricardo Moraes / Reuters

A Fundação Renova vem se reunindo com a população, ONGs e líderes ambientais para que a resolução dos problemas sejam feitas em equipe. Entretanto, as marcas deixadas por ele não devem ser apagadas tão facilmente.



Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro*
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