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Welyton Manoel

Welyton Manoel

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Tecnologia e arte ajudam a resgatar a dignidade dos catadores brasileiros

Por mais que não seja o ideal, infelizmente tornou-se comum encontrar lixo espalhado pelas ruas das cidades brasileiras, sejam elas grandes ou pequenas. O país produz mais de 76 milhões de toneladas de lixo por ano, e esse cenário fica ainda mais preocupante, visto que apenas 3% desse montante é reciclado.

Os municípios até contam com serviços de limpeza pública para limpar um pouco dessa sujeira. Entretanto, uma boa parte desse trabalho é realizado pelos catadores de lixo com seus carrinhos espalhados pelas cidades. Eles encaminham esses materiais para postos de reciclagem.

A atividade desses trabalhadores pode até passar desapercebida por uma boa parte da população, entretanto, é extremamente importante para a limpeza das cidades e merece ser tratada dignamente. Para ajudar a dar mais visibilidade para esta categoria, em 2012 um grupo de pessoas de São Paulo (SP) se reuniu para criar o projeto “Pimp my Carroça”.

O primeiro passo foi dado pelo “artivista”, conhecido como Mundano. O grafiteiro decidiu personalizar e decorar as carroças dos coletores que andavam diariamente pelas ruas da grande São Paulo, conforme conta Breno Castro Alves, gestor de tecnologia do aplicativo.

Com talento e arte, os voluntários transformaram as carroças dos catadores e deram mais cor para a cidade// Foto: Divulgação

“Tem um número do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que diz que 95% de tudo o que o Brasil recicla é coletado pelos catadores. Então, na prática, eles são parte de quase 100% da cadeia de reciclagem do Brasil. Pense a respeito, me diz uma coisa da sua vida pessoal. O que você viu primeiro: um senhor passando na sua rua e fuçando no saco de lixo, ou o programa oficial da prefeitura? Enquanto as indústrias e os governos falam sobre sustentabilidade, os catadores realizam a sustentabilidade na prática.”

Dessa vez, esse mesmo projeto irá lançar o Cataki, um aplicativo para smartphones que funciona como uma espécie de “tinder da reciclagem”. Ele foi desenvolvido com o apoio da ONG Humanitas 360, do MIT (Massachussets Institute of Technology) e com voluntários que apoiaram a ideia.

“Ele ganhou um prêmio, três anos atrás, para o desenvolvimento da América-Latina, e isso foi a semente que disse que estava no caminho certo. E a partir daí, o meu trabalho começa em janeiro, pesquisando mais a fundo, pesquisando outros aplicativos, estudando, conversando com os catadores, conversando com outros especialistas. Então foi um período de estudos, um período de desenhos e um período de programação.”

O objetivo é conectar o catador com o consumidor. Com o cadastro do coletor no aplicativo fica mais fácil chamá-lo para levar alguns materiais que não podem ser deixados em qualquer lugar e teriam um destino melhor se fosse levado pela carroça. Alves conta sobre os cadastros que podem ser feitos por qualquer pessoa que deseje ajudar.

“A gente está apostando na rede. Na mesma lógica do crowdfunding, do financiamento coletivo, a gente está indo para a lógica do crowdsourcing, que eu não sei se tem um termo no Brasil. Mas é a construção coletiva também. Sourcing é fonte, então seria confiar na rede, para a rede nos ajudar a completar essas fontes de onde estão e quem são esses catadores, como encontrá-los. Não da pra gente esperar que um projeto cultural como o Pimp my Carroça, que é um projeto cultural, que não é bancado por uma empresa, que não visa lucro – a gente é bancado com verba da cultura e do meio ambiente – não da para esperar que um projeto como o nosso, alcance 800 mil catadores que é o número estimado no Brasil. Então por isso, a gente abre isso para a colaboração da rede, das pessoas interessadas, das pessoas que entendem que eles são parte da solução e não do problema.”

O auxílio no cadastro dos catadores será recompensado com prêmios. Mais informações sobre as trocas estão em cataki.org

O aplicativo foi lançado no dia 15 de julho e já está disponível para download nas plataformas Android e IOS.

*Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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Brasil é o penúltimo colocado em ranking mundial de eficiência energética

O Conselho Americano para uma Economia Eficiente de Energia (ACEEE, em inglês), classificou o Brasil, como o penúltimo colocado no ranking internacional de eficiência energética. Foram analisadas as 23 maiores economias do mundo, e pelo segundo ano consecutivo, o País não ocupou em uma boa posição.

Segundo Alexandre Moana, presidente da ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Eficiência Energética), a eficiência energética consiste em realizar mais trabalhos com a mesma energia ou utilizar menos energia para um mesmo trabalho. Ou seja, executar o objetivo, desperdiçando menos.

Tendo isso em vista, esses resultados já eram esperados, pois segundo ele, o Brasil não está adotando iniciativas ou realizando investimentos para reverter a situação.

“Isso daí pra nós não foi surpresa. Nos países mais desenvolvidos, e o primeiro do ranking é a Alemanha, a preocupação com a eficiência é um item de primeira necessidade, e aqui nós tivemos muito pouco relacionado a eficiência, e quando eu digo eficiência, não é nem de energia que eu estou me atendo, mas sim, de eficiência de um modo geral. Qual é o gasto público para o serviço que nós temos? Então é uma eficiência global. Então o Brasil é ineficiente em tudo. Energia é só um dos itens.”

Ainda de acordo o presidente da ABESCO, essa colocação deve ser encarada como um ponto negativo. O Brasil vem crescendo na produção de energia limpa – com um dos maiores parques eólicos do mundo, por exemplo. Em contrapartida, a realidade muda quando se trata da preocupação com desperdícios. Em três anos, foram desperdiçados quase 144 mil GWh de energia, em valores monetários, isso significa R$ 61,71 bilhões de reais, detalhou Moana.

Para ele, um dos motivos para esses resultados, é a situação do parque fabril brasileiro, que é um dos mais antigos do mundo.

“A associação que ranqueia os países, deu uma aproximação no que se refere a energia, por ter acontecido isso com o Brasil. Fala que o Brasil focou na produção de fontes limpas, ou seja, estava se referindo ao nosso proálcool, se referindo a quantidade de hidrelétricas, o nosso potencial hidráulico é bom, mas que ao mesmo tempo se preocupou com as renováveis, mas pouco se importou com a eficiência. Então disse que foi uma falta de empenho de políticas nacionais de eficiência energética. Você teve a preocupação de inserir novas infraestruturas para essa energia limpa, ou seja, geração de negócios. Gastos. Eu criei estruturas para energias limpas. Mas, eu criei a estrutura em um ambiente ineficiente. É como se eu tivesse investido materiais, esforços, trabalho, para um coletor de água da chuva, para alimentar uma caixa d'água furada.”

Outro aspecto negativo dessa colocação, é a posição do Brasil, em relação ao Brics – Rússia, Índia, China e África do Sul. Pois o País não fica atrás somente das economias industrializadas, mas também, atrás das nações emergentes.

Moana acredita que essa posição pode melhorar nos próximos anos, mas isso só será possível, se houver uma mudança ideológica da população brasileira. Buscando competitividade e eficiência.

*Com a supervisão da jornalista Poliana Corrêa
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Produção de vida: Brasil se torna referência em programas de reprodução de animais

Por muito tempo, acreditou-se que fauna, flora e recursos hídricos fossem infinitos. Esse pensamento fez com que o homem explorasse a natureza sem oferecer nada em troca. Pior que isso. O desmatamento, a poluição e a caça foram fatores que contribuíram para que o Brasil perdesse grande parte da riqueza natural.

Mas, felizmente, ainda existem pessoas tentando consertar todo esse estrago. No Brasil, os exemplos vêm de três locais que tem a vida animal como atração principal: o Zooparque Itatiba em São Paulo, o Refúgio Biológico Bela Vista e o Parque das Aves, ambos em Foz do Iguaçu (PR), que desenvolvem programas de reprodução com espécies ameaçadas de extinção. O trabalho árduo já rendeu algumas conquistas.

Parque das Aves – Beleza e vida

Embora seja vizinho das Cataratas do Iguaçu, o Parque das Aves não fica muito atrás no quesito beleza e visitação, com suas 1300 aves de 143 espécies. Mas o que ainda é desconhecido pelos quase 800 mil turistas que visitam o local todos os anos, é que cerca de 43% das aves que estão lá são advindas do programa de reprodução desenvolvido pelo parque.

O médico-veterinário Mathias Dislich, chefe do departamento de pesquisa, conta como tudo começou.

Mathias Dislich alimentando um urutau, pássaro raro e ameaçado de extinção // Foto: Divulgação Parque das Aves

“O Parque, desde a sua fundação, tem trabalhado com algumas espécies ameaçadas, e ao longo dos anos, a gente buscou a reprodução dessas espécies ameaçadas. Mais recentemente nos últimos quatro ou cinco anos iniciamos uma segunda fase, que foi participar dos programas de cativeiro coordenados pelo ICMBio e pelo IBAMA. Mais recentemente a gente começou a participar dos planos nacionais, como o caso do mutum-de-alagoas, o cardeal amarelo, e também agora mais recentemente iremos começar a atuar de forma mais efetiva no Plano de Ação Nacional (para a Conservação) das Aves da Mata Atlântica.”



Em um ano, a equipe do parque conseguiu reproduzir mais de 20 filhotes da espécie mutum-de-alagoas. // Foto: Divulgação Parque das Aves

Refúgio Biológico Bela Vista – A proteção do oeste paranaense

A energia que impulsiona o Refúgio Biológico Bela Vista é a mesma gerada pela sua mantenedora: a Itaipu Binacional. Há 32 anos, o local foi criado em Foz do Iguaçu (PR) com o objetivo de resgatar e proteger a fauna e a flora da região. Com o tempo, ele também se tornou mais um ponto de visitação na fronteira. São trilhas em meio à natureza e animais em recintos confortáveis, que proporcionam uma experiência única para os visitantes.

Mas saindo do percurso turístico, encontramos a unidade de proteção ambiental, que também desenvolve diversos programas para a conservação da biodiversidade. A equipe composta por mais de 30 pessoas tem à disposição uma grande estrutura que conta com laboratórios médicos e de pesquisa, farmácia, incubadoras, cozinha e recintos específicos para espécies no programa de reprodução. Das quase 50, cerca de oito estão nele.

Quem conta a história do programa é Marcos José de Oliveira, biólogo do Refúgio.

O biólogo já trabalha há mais de 30 anos no Refúgio Biológico // Foto: Vacy Álvaro

“O Refúgio tem esse grande objetivo, que é a conservação de espécies ameaçadas da região. A gente trabalha com a fauna regional, e depois ampliou-se mais as atividades, como por exemplo a instalação do hospital veterinário aqui do refúgio, que atende os animais feridos aqui da região, que os órgãos encaminham para cá. A gente atende, faz a reabilitação de algumas espécies e mantém no zoológico a exposição de animais e algumas espécies são reproduzidas.”

O biólogo também comemora os resultados do trabalho, principalmente com as harpias. O local foi um dos pioneiros na América Latina a conseguir reproduzi-las a espécie, que é ameaçada de extinção, em cativeiro. Já foram 26 aves desde 2009.

Após os processos de incubação e alimentação, as harpias são levadas para este local, carinhosamente chamado de "creche" // Foto: Vacy Álvaro

“Já faz dois anos que a gente alcançou um número de mais de mil animais reproduzidos em cativeiro. E das espécies trabalhadas, sempre foram destaques as espécies mais ameaçadas da região. Inicialmente a gente trabalhava com os felinos, e era um trabalho que tinha parceria com outros órgãos de estudos. E ultimamente a gente tem focado bastante a reprodução no projeto das águias harpias e também com a reprodução das onças pintadas, que foi o primeiro nascimento aqui da região. E algumas espécies que são consideradas ameaçadas, com a anta, o mutum-de-penacho, o gato maracajá, que é uma espécie da gato arborícola que sofre bastante com o desmatamento.”

Zooparque Itatiba - Um zoológico diferente 

Na década de 90, surgiu no interior de São Paulo um zoológico com uma proposta inovadora. A ideia do Zooparque Itatiba era reproduzir da forma mais real possível o habitat natural de diversas espécies de animais.

Os anos passaram, mas os ideais permaneceram. Tanto que o local também passou a realizar programas de reprodução com espécies ameaçadas de extinção. E o reconhecimento foi tão grande que um zoológico da Áustria enviou um casal de girafas muito ameaçadas de extinção para o Zooparque. O objetivo era nobre: resgatar a espécie. O veterinário responsável, Alexandre Resende, dá mais detalhes desse trabalho.

Alexandre Resende, alimentando uma das girafas, da espécie Rothschild, também conhecida como girafa do norte. // Foto: Divulgação Zooparque

“O Zooparque faz parte de vários programas de conservação de espécies ameaçadas de extinção. Tanto espécies de animais silvestre nativos, como animais silvestres exóticos. No caso das girafas, nós fomos indicados por um zoológico parceiro da Áustria. O intuito deles é repassar para entidades que eles confiam, para que a gente consiga reproduzir também e manter esse backup genético. Aqui no Brasil, ela vai ter um conforto térmico muito melhor do que ela tinha na Áustria. Embora ela tenha nascido em cativeiro, e já tivesse acostumada com o clima de lá, que tem uma variação térmica e uma amplitude muito maior. Na África, o animal pega temperaturas muito mais altas e muito mais baixas também. Então, quanto ao clima, aqui é excelente para a girafa.”

Além das girafas, o zoo também atua na reprodução de outros animais. Cerca de 70% das 320 espécies, fazem parte do programa. Lêmure-catta, Lemurê branco e preto e pato-mergulhão são exemplos de sucesso do projeto. Segundo Resende, o objetivo é estabelecer uma população de segurança para esses animais, e então soltá-los na natureza.

Pato-mergulhão em um dos recintos do Zooparque. Ele se encontra na lista das dez aves aquáticas mais ameaçadas de extinção no mundo // Foto: Robert Kooij

“Tem várias espécies que a gente reproduz em cativeiro para dominar a técnica e usar em algumas outras espécies que estão ameaçadas de extinção. No caso do pato-mergulhão, fomos indicados porque já trabalhamos há um bom tempo com espécies aquáticas de reprodução, espécies raras. Hoje a gente tem um trabalho de coletar ovos na natureza, desse pato, trazemos para o zoológico, sob a orientação do Instituto Chico Mendes, que cuida das espécies ameaçadas de extinção. E a gente acaba de incubar e criar os filhotes. Hoje a gente tem cinco casais, dez animais. Então a ideia é formar uma população sob os cuidados humanos para resguardar esse backup genético, resguardar essa genética. E tudo que nascer em cativeiro irá voltar para a natureza.”

Satisfação

Três locais, três equipes, três projetos, e um só objetivo: tentar devolver para a natureza a vida que ela nos dá. Satisfação, orgulho, responsabilidade, proteção, respeito, são palavras que eles utilizam, mas que talvez não definam totalmente a dimensão e a importância do trabalho que fazem.

Mas para quem vê de fora, uma define: Gratidão.

Foto: Vacy Álvaro


*Com a supervisão dos jornalistas Vacy Álvaro e Poliana Côrrea
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