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Welyton Manoel

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Dia do Rio Iguaçu é comemorado com evento de conscientização em Foz do Iguaçu

São 1320km de um rio que liga a Serra do Mar ao extremo oeste do Paraná. O Rio Iguaçu atravessa 119 municípios, e é importante para o desenvolvimento do estado há muito tempo. Por ele passavam os barcos que movimentavam a economia nos séculos XIX e XX, e agora, ele leva energia a casa de muitos paranaenses. Atualmente são cinco usinas instaladas nele. E para dar mais visibilidade a esse velho amigo do estado, 17 de novembro foi instituído como o Dia do Rio Iguaçu.

Entretanto, apesar da clara importância dele, o rio ainda não é tão reconhecido ou protegido. E há dois anos, junto com a data, uma força tarefa foi montada para iniciar os trabalhos de revitalização do Rio Iguaçu. Durante a última semana, duas cidades do estado receberam comitivas para apresentar os resultados da atividade. União da Vitória e Foz do Iguaçu, foram as escolhidas para sediar o evento.

Foto: Alexandre Marchetti/ Itaipu Binacional.

A fronteira iguaçuense recebeu a equipe com os resultados nessa sexta-feira (17). Mario Celso Cunha, gestor de revitalização do Rio Iguaçu, conta quais foram os desafios do trabalho.

“Infelizmente, há 30, 40 anos, ninguém fez nada até agora. Então nós encontramos uma área bem poluída que é o Alto Iguaçu, que começa na região de Curitiba, e ali há muita invasão, ocupação irregular, muito esgoto irregular, e isso tudo nós estamos trabalhando para recuperar. Só ali no Alto Iguaçu existem 71 indústrias, então imaginem o que vem de poluentes e bactérias também. Então nós estamos trabalhando bastante ali, porque no Médio Iguaçu, onde temos as cinco usinas da Copel, o trabalho já é melhor, a água e a qualidade já é melhor. E aqui nem se fala, temos Rio Cascavel ajudando, o Rio M’Boicy, o Tamanduá, que já tem um trabalho bom das prefeituras. É um trabalho muito difícil, porque não é um trabalho só de governo, é um trabalho de estado que precisa permanecer por 30, 40 anos, mas a equipe que está trabalhando é muito positiva, e por isso nós estamos aqui comemorando a data dessa atividade. Estaremos então mostrando os dois anos de resultado desse trabalho, o que já tiramos de lixo no rio, o que recuperamos de mata ciliar, o que fizemos para que o rio tenha oxigenação e qualidade de água. ”

A vice-governadora do estado, Cida Borghetti, autora da lei que instituiu a data, ressaltou o envolvimento de todos para o trabalho de limpeza do rio, principalmente do governo de Curitiba, afinal, parte dos problemas de poluição do Rio Iguaçu chegam dos afluentes da capital paranaense, como o Rio Belém.

“No dia 28, o prefeito Rafael Greca vai assinar um acordo para colocar máquinas e toda a equipe disponível para a despoluição do Rio Belém, o afluente mais importante do Rio Iguaçu. Curitiba começou ao entorno do Rio Belém. Então vai ser um avanço muito grande, nós já estamos no segundo de revitalização e limpeza do Rio Iguaçu, e já foram retiradas 500 toneladas de lixo do rio, eram fogões, geladeiras, colchões, camas, sofás, para vocês entenderem como estava a situação do Rio Iguaçu e seus afluentes. Então precisa ser feito um trabalho muito mais forte.”

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, também esteve presente e comentou sobre a participação do Governo Federal na ação.

“Serão anunciados mais de um bilhão e 200 milhões de reais em recursos de saneamento no Paraná, cada cidade que tem população ribeirinha que tem saneamento, evita poluir o rio, são todas as cidades do Paraná envolvidas nisso, em especial a recuperação do Rio Belém na capital, é uma ação importante que valoriza essa temática de fazer do Rio Iguaçu um exemplo de recuperação e de revitalização.”

As ações de recuperação da bacia contam ainda com o apoio da Sanepar, Copel, Instituto Águas Paraná, Instituto Ambiental do Paraná, secretarias estaduais do Meio Ambiente, Polícia Ambiental e demais parceiros.

Com a supervisão da jornalista Poliana Côrrea*
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Criatividade e preocupação ambiental marcam projetos da 6ª edição da Ficiencias

A criatividade tem um poder enorme para transformar o mundo. E é na mente dessa geração de jovens que ideias e iniciativas nascem e só esperam um impulso para ganhar vida. Exemplos de iniciação científica foram vistos claramente na Ficiencias, realizada em Foz do Iguaçu (PR).

Em sua 6ª edição, a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias reuniu mais de 140 trabalhos feitos por estudantes brasileiros, paraguaios e argentinos. Cada projeto é especial, entretanto alguns chamam a atenção pela preocupação ambiental.

Inseticidas Naturais

O uso de agrotóxicos nas lavouras é extremamente preocupante. Ele é prejudicial não só para as culturas, mas também para a população que consome o produto final. Observando esse quadro, duas estudantes da cidade de Pinhão, no interior do Paraná, desenvolveram uma pesquisa que tinha como foco encontrar inseticidas naturais que pudessem substituir os agrotóxicos. Pâmela Weber e Valéria Macedo contam como começaram a elaborar o trabalho, e como os professores apoiaram.

“A gente começou ver na Internet várias publicações sobre doenças como o câncer, sendo gerado por agrotóxico e intoxicações alimentares. Então resolvemos ir atrás e pesquisas sobre uma alternativa. A gente pesquisou bastante e usou cada um para repelir um inseto diferente. A gente não usou nada já industrializado e tentamos achar coisas 100% naturais.”

Tratamento de Chorume



O descarte correto do lixo também é um tema em evidência. Mas, além da preocupação com a destinação correta desse material, é preciso tomar cuidado com o chorume gerado pelo lixo. Foi essa a reflexão do estudante Vinícius Rocha, de 17 anos. Estudante do Instituto Federal do Paraná de Jaguaraíva, ele apresentou um projeto que trata o chorume a partir de um sistema mecânico e restos de construção civil.

“A gente pensou no problema do chorume porque em minha instituição temos o curso de Biotecnologia, e dentro desse curso conseguimos abranger muitas coisas dentro do ambientalismo, saúde… e visando um problema (que era o descarte incorreto de chorume), pensamos em criar esse protótipo para poder ter um melhor descarte desse chorume sem prejudicar a saúde das pessoas que venham a utilizar a água desses rios onde são descartados incorretamente esse chorume. Primeiramente nos baseamos na literatura, onde buscamos artigos que envolviam tipos de filtros, problemas que podem ser encontrados dentro do chorume e dentro dos resíduos civis. Então conseguimos, com essas pesquisas, chegar até este protótipo aqui”.

Tijolo de Sacaria



Ainda no ramo da construção, outros dois estudantes de Cambé (PR) pensaram em uma alternativa que substituísse o tijolo convencional, que é queimado e emite gases prejudiciais ao meio ambiente. No caso de Thiago Ferraz e Wesley Augusto dos Santos, o tijolo é produzido a partir de restos de sacaria e barro. Uma mistura mais resistente do que a comum.

“A nossa região foi muito exportadora de café, então as sacarias eram jogadas fora. Então a gente pensou em uma maneira de reaproveitar ela, já que tem fibra vegetal. A gente fez testes em uma pressão hidráulica manual e ele teve bem mais resistência. O tijolo convencional quando cria uma rachadura tende só a aumentar, mas esse tijolo, como tem fibra, se criar uma rachadura vai ficar só naquela rachadura.”



O trabalho também foi apresentado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e um dos professores deve levar essa ideia para um seminário na África do Sul.

Bucha Biodegradável

Alguns detalhes podem até parecer sem importância no dia a dia, mas basta um olhar diferente para perceber que as mudanças ambientais acontecem nessas pequenas atitudes. Foi esse o pensamento da estudante Mariana Faria de 17 anos, de Londrina (PR), que elaborou um bucha biodegradável feita a partir das fibras da planta conhecida como espada-de-são-jorge.

“Eu olhei na minha casa mesmo e vi que a bucha é algo que polui, que quando queimada emite uma fumaça tóxica, e não é biodegradável. Então aí tínhamos um problema. Como hoje em dia a proposta é sustentabilidade, eu procurei mudar alguma coisa no meu dia a dia. Eu tive que testar a bucha para ver durabilidade e como ela vai indo. Procurei outros tipos de fibra e agora mandamos elas para testes de resistibilidades. Ainda está em processo de desenvolvimento.”

A professora orientadora Alda Cristina ressalta o sentimento em encontrar alunos dispostos a fazer ciência.

“Eu acho muito bacana porque não só para ela, mas para os outros da escola, eles conseguiram ver que é possível. Muitos pensam que fazer uma pesquisa é coisa de cientista, tipo Einstein. Mas eles viram que não. Desde que a gente tenha ideia e boa vontade, a gente consegue. Eles tem muitas ideias bacanas, e eu acho que isso foi maravilhoso.”

Grande parte desses trabalhos ainda está na fase inicial. Entretanto, os alunos já tem a consciência de que é preciso espalhar essa ideia para que pessoas ou empresas possam investir nos projetos. Inovadores e importantes eles são. Agora é desejar boa sorte para cada um deles e esperar que essas ações ajudem a mudar o mundo.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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Oficina “Conhecendo a Terra, Plantando Vidas” será promovida neste sábado (11) em Foz do Iguaçu

Uma manhã inteira dedicada a interação com a natureza e a aproximação de pais e filhos. Essa é a proposta da Oficina: Conhecendo a Terra, Plantando Vidas, que será realizada neste sábado (11) em Foz do Iguaçu (PR). O evento é promovido pelo Núcleo de Pedagogia Waldorf e NatuAngá.

Alana Hauptt, uma das organizadoras da oficina, conta mais sobre a proposta do evento

“A oficina foi preparada e pensada para as crianças e os pais. Então crianças de 3 a 10 anos, para quem tem filhos, professores também e pessoas que estão no meio da educação, que trabalham com a educação livre e sensitiva, e é para essas pessoas que estão na busca de um outro formato de educação. Então na verdade a oficina é para quem tem vontade e quem quer ir.”

A temática da aprendizagem, através da sensibilização e imaginação, tem o objetivo de tornar a interação com a natureza mais viva. Assim, os participantes entendem melhor a sua parte no cuidado com o meio ambiente.

“Nessa observação eles vão ter um contato com a terra, com os elementos da natureza, argila, sementes, folhas e eles vão imaginar, sonhar através desses elementos. Então a gente vai ter um período de apresentação dentro de um círculo, eles vão respirar, parar um pouquinho e imaginar como se eles fossem esses elementos que eles encontram na natureza, e vão criar, construir juntos. Então essa oficina é bem interessante porque ela dá um sentido de pertencimento sobre o ambiente, e assim a gente consegue tantas crianças, que já tem isso, mas também os adultos, terem essa percepção maior sobre o ambiente que nós estamos inseridos, e respeitar esses locais, essas outras formas de vida que a gente encontra e está presente em nosso cotidiano, no nosso dia a dia e vivenciar isso da melhor forma. Essa compreensão da natureza e do meio ambiente, nos traz um sentimento de pertencimento, então ela é muito importante para nós conseguirmos entender e respeitar todo esse meio.”

A oficina será realizada nesse sábado (11), a partir das 9h30. As inscrições custam R$ 20,00 por criança e podem ser realizada por este link. O valor arrecadado será repassado ao fundo de reforma da Associação Árvore da Vida e futuro Jardim de Infância.

Com a supervisão do jornalista Vacy Álvaro
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