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Poliana Corrêa

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Onça na área: Carnívoros do Iguaçu conscientiza vizinhos do PNI sobre presença de felinos

Um agricultor da Linha São Brás, em São Miguel do Iguaçu (PR), teve três animais do rebanho atacados por uma onça. A presença de animais selvagens em comunidades próximas ao Parque Nacional do Iguaçu não é tão rara. Por isso, entidades ligadas à preservação do meio ambiente atuam para evitar riscos e amenizar o impacto desta proximidade.

Um exemplo foi o dia de campo realizado ontem no interior do município. Representantes da Polícia Ambiental, Parque Nacional, Instituto Chico Mendes e Secretaria de Educação de São Miguel do Iguaçu apresentaram aos moradores da região beira parque algumas técnicas e orientações para evitar a presença de onças na propriedade rural. Segundo o responsável pelo Projeto Carnívoros do Iguaçu, Thiago Reginato, o trabalho foi realizado em parceria com a comunidade.

“Nós identificamos que existia um problema de falta de manejo com falta de cerca elétrica, na mata existiam vários girais e isso também propiciou a onça. Com a caça na mata, diminui o número de presas da onça-pintada e ela acaba vindo predar a propriedade. Então a gente vem trabalhando essas medidas de manejo”

Gabriela, aluna da Escola Arthur Cardoso, participou do dia de campo. Ela conheceu de perto como é viver tão perto da floresta.

“O homem explicou pra gente que uma onça veio lá da ponta do Parque – ele tirou foto das pegadas – ela veio até aqui porque estavam caçando a comida delas. Aí, as comidas acabaram. Então ela [onça] viu que haviam dois bezerros e atacou”


A atividade também contou com explicações aos pequenos moradores vizinhos do Parque. Foto: Carnívoros do Iguaçu/FB

O agricultor Marcos Antônio Alves avaliou como positiva a parceria com os moradores da região beira parque.

“A gente não tinha ideia de como ia ser, mas foi muito bom. Eles colocaram telas no chiqueiro, plantaram árvores para impedir as vacas de entrarem no rio. Nós somos vizinhos do Parque e isso é um projeto muito bom”.

O Projeto Carnívoros do Iguaçu se dedica ao estudo e conservação da onça-pintada na região de influência do Parque Nacional do Iguaçu, que é o maior remanescente de mata atlântica do interior no sul do Brasil. Segundo o chefe da unidade, Ivan Carlos Batiston, a partir do relacionamento com os vizinhos do Parque é possível criar estratégias para uma convivência na região.

“O que a gente procura é a coexistência. É possível, é importante, é necessário trabalharmos juntos Parque Nacional, proprietários rurais, comunidade, dirigentes, prefeituras, representantes públicos… e encontrar formas de coexistência com esses grandes felinos, esses grandes gatos, das com nossas atividades de criação com os vizinhos do Parque”.

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Oeste do Paraná deve ganhar eletrovia e projetos de microgrids

A Itaipu Binacional anunciou nesta quarta-feira (4), em Foz do Iguaçu (PR), o investimento de mais R$ 80 milhões em um pacote de ações e programas voltados para a região Oeste do Paraná. Somando os recursos anunciados no fim de 2017, o aporte financeiro da Itaipu na região, para os próximos três anos, chega a quase R$ 400 milhões.

Foram assinados acordos nas áreas de mobilidade elétrica, infraestrutura, energias renováveis, adequação de estradas, recuperação de parques, coleta seletiva, moradia popular e gestão por bacias hidrográficas, com prazo de até 36 meses para conclusão dos projetos.

A cerimônia foi o último ato oficial do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, que comentou o trabalho da binacional na região:

“Essa é a função social de Itaipu. Está na nossa missão o desenvolvimento dos municípios que de alguma forma foram afetados pela construção de Itaipu. Nós estamos devolvendo um pouco para os municípios tudo que Itaipu usufrui em termos de terras alagadas ou outros tipos de impacto aqui na região oeste. É um grande momento para Itaipu e para os municípios”.

Viana também destacou a preocupação com a destinação correta dos resíduos orgânicos gerados pelas atividades econômicas do Oeste:

“São toneladas de dejetos de suínos, frangos… que são anualmente despejadas e acabam indo para nossos reservatários. O tratamento desses dejetos – transformando isso em energia e geração distribuída para os municípios – em uma parceria muito boa com a Copel, eu acho que será bom para todos”.

Recentemente as ações da empresa foram ampliadas de 29 para 54 municípios do Paraná. De acordo com o presidente da Amop, Anderson Bento Maria, entre os principais benefícios da iniciativa estão os ganhos ambientais:

“Na área ambiental, na área de sustentabilidade, tendo um tratamento especial com o lixo da nossa cidade… muitos investimentos me infraestrutura proporcionam aos prefeitos melhorar a sua cidade e proporcionar uma qualidade de vida melhor para a população”.

Um dos convênios assinados, em parceria com a Copel, prevê a instalação de projetos de geração distribuída integrados ao conceito de microgrids. São redes de energia que podem operar conectadas ao sistema elétrico (com compensação de tarifa) ou de forma independente, funcionando como uma espécie de nobreak para os consumidores do ramal em situações de falta de energia.

Outro convênio entre Itaipu e a Copel, na área de mobilidade sustentável, irá viabilizar a primeira eletrovia do País, conforme explicou o superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da Copel, Julio Shigeaki Omori:

“Hoje nós estamos registrando de forma formal as intenções de intercâmbio técnico para o desenvolvimento de duas grandes tecnologias: uma delas é denominada de microgrid, a ver com a melhoria da qualidade do fornecimento de energia, ou seja, na área de área da geração distribuída renovável de energia; e a outra no ponto de vista de transporte e descarbonização que é a nossa eletrovia que vai interligar a BR-277 que vai ligar do KM 0 a Foz do Iguaçu. São duas grandes frentes da eletromobilidade e da geração distribuída”.

O superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Paulo Afonso Schmidt, explicou os benefícios para a população:

“Na prática esse convênio com a Copel nos possibilitará fazer de forma planejada a construção de unidades geradoras de biogás. Essas unidades, além de beneficiar as prefeituras da região pela compensação de energia dentro do que prevê o regulamento da ANEEL, a medida que haja necessidade no sistema elétrico, por conta de alguma situação planejada ou não, esses geradores passarão a servir como “baterias” que alimentarão só sistemas sem prejuízos da condição de funcionamento dessas propriedades rurais, aviários, granjas, enfim…”

Além disso, a Itaipu assinou com municípios da região convênios, termos de compromisso e planos de trabalho voltados para a gestão por bacia hidrográfica, com atividades de conservação, uso e manejo de água e de solo, educação e preservação ambiental, piscicultura, coleta solidária, turismo regional – entre outras ações.

A cerimônia também serviu para formalizar os compromissos para a construção de moradia popular em 16 municípios da região. No total, serão construídas 320 casas (20 casas em cada município), com investimento previsto de R$ 10 milhões.

*Com informações do JIE
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Revitalização de nascentes do Oeste do Paraná são apresentadas no 8º fórum Mundial da Água

O oeste paranaense está muito bem representado no 8º Fórum Mundial da Água. Entre as 60 propostas e soluções socioambientais expostas no Mercado de Soluções – espaço localizado na Vila Cidadã do evento – está o Programa de Microbacias, desenvolvido pela Itaipu Binacional em parceria com os 29 municípios que compõem a Bacia do Paraná 3. A ação foi selecionada pelos organizadores do Fórum durante os eventos preparatórios promovidos no País.

Entre as ações desenvolvidas pelo Programa estão a preservação do solo, reconstrução da mata ciliar, saneamento rural, adequação e cascalhamento de estradas, além de atuar fortemente na recuperação de nascentes e aplicação de atividades de educação ambiental.

De acordo com o gestor de Microbacias da Itaipu, Seno Leopoldo Anton, a recuperação de nascentes é vital para a qualidade da água do reservatório da usina e, diferente das outras atividades, esta ação não cobra contrapartida dos municípios envolvidos. Desta forma, é possível que cada gestor municipal adéque a iniciativa conforme suas estruturas e necessidades.

Seno destacou ainda a importância da participação comunitária nas ações:

“A proteção das nascentes é uma das atividades que está sendo difundida e sendo trabalhada junto à comunidade. Aos olhos de Itaipu, as nascentes são um dos pontos mais importantes a serem observados, tanto que em todas as ações que a Itaipu desenvolve com os municípios ela cobra uma contrapartida e nessa atividade especificamente ela não cobra contrapartida, apenas incentiva o município apenas desenvolver essa atividade. Fazer essa ação junto com a comunidade, mas sempre tendo presente nessa ação a parte educacional. Então, o envolvimento da comunidade, do agricultor, da família, dos vizinhos, da comunidade escolar também – trazer os alunos juntos, muitas atividades são desenvolvidas com os alunos…”

Neste cenário, São José das Palmeiras é um dos municípios que chama atenção pelos bons resultados obtidos na recuperação de nascentes rurais. Um dos responsáveis pelo sucesso das ações é o diretor municipal de meio ambiente e agricultor Quirino Kesler, que coloca a “mão na massa” desde 2008.
Quirino, que também está presente no Fórum Mundial da Água, explicou como é feito o trabalho de recuperação:

“Na verdade a gente faz o levantamento da nascente, depois pegamos uma máquina ou fazemos manual a escavação até achar a veia d'água, pegamos um solo firme sem contaminação, depois fazemos a limpeza bem feita e a desinfecção, jogamos pedra marroada, colocamos uma lona preta, fazemos uma barragem onde canalizamos – direcionamos a água e cobrimos as pedras de novo, colocamos solo seco sem contaminação e fazemos o plantio da mata ciliar e cercamos para os animais não conseguirem entrar”.

O trabalho de revitalização exige esforço e participação da comunidade. Foto: Edino Krug

Além de São José das Palmeiras, o trabalho de Quirino já alcançou Pato Bragado, Entre Rios do Oeste, São Pedro do Iguaçu e atravessou a fronteira, alcançando o Paraguai. O secretário também comentou sobre a satisfação de apresentar as ações em um evento de relevância mundial:

“Eu me sinto uma pessoa privilegiada por ser convidado e participar, demonstrando as boas práticas que nós estamos fazendo dentro de um município pequeno de 4 mil habitantes e poder mostrar para o Brasil e para o mundo”.

Quem também se destaca é Missal, que elaborou e aprovou o projeto de lei que institui o Programa de Proteção e Recuperação de Nascentes [Lei nº 1.382], que propõe a identificação e o inventariado de todas as nascentes existentes no município, visando à proteção por meio de sistema solo-cimento, plantio de árvores nativas e cercamento da área. A previsão é que sejam recuperados mais de 80 cursos d’água no local.

A programação do Mercado de Soluções, assim como do 8º Fórum Mundial da Água, segue até sexta-feira (23), em Brasília (DF).




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