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Poliana Corrêa

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Novo sistema agiliza análise do Cadastro Ambiental Rural no Paraná

O Paraná passa a contar com o sistema GeoSicar para agilizar a análise dos cadastros das propriedades rurais junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O sistema foi desenvolvido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em conjunto com o Simepar.

Segundo o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, o GeoSicar Paraná complementará as ferramentas do sistema Sicar fornecido pelo Governo Federal, que auxilia no planejamento ambiental e monitoramento da vegetação nativa, previsto pelo Novo Código Florestal. O novo sistema do Paraná será interligado ao Sistema de Gestão Ambiental (SGA), utilizados atualmente pelo IAP para licenciamento e monitoramento ambiental.


O GeoSicar irá complementar o Sicar. (Foto: divulgação)

O presidente destaca que com o novo sistema é possível corrigir nos cadastros ambientais:

“O GeoSicar traz a propriedade da pessoa e a gente identifica se realmente houve algum erro quando ele fez o lançamento do cadastro ambiental. O GeoSicar vai dar oportunidade de analisarmos a propriedade dele e ver o que tem que fazer de reposição florestal, sobre a sua reserva legal e sobre as áreas de manancial do Estado”.

O GeoCicar Paraná libera a sobreposição de mapas, imagens de satélite e bases de dados com informações como unidades de conservação estaduais e federais, áreas indígenas, áreas prioritárias para conservação, áreas prioritárias para a recuperação, corredores de biodiversidades, bacias hidrográficas, entre outros.

O sistema garantiu que o Paraná se tornasse o único estado fora do bioma da Amazônia a obter recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES. O fundo disponibilizou R$ 18 milhões para execução do GeoSicar no Paraná. No projeto estão previstos recursos para análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e para auxiliar no cadastramento de povos e comunidades tradicionais, como quilombolas, faxinais e indígenas.

De acordo com o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho, o CAR possibilita o melhor planejamento de ações integradas no Estado:

“O Cadastro Ambiental Rural sob seu comando permite que o senhor [Governador do Paraná Beto Richa] tenha um novo diagnóstico do seu estado. Que essas ações integradas com a agricultura, ciência, tecnologia, saneamento hoje ela pode ser feita de forma concreta, bem planejada do ponto de vista de criação de políticas públicas”.





Hoje, o Paraná possui 376 mil imóveis rurais cadastrados e cerca de 15 milhões de hectares, ou seja, 98,7% da área passível de cadastramento. O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico obrigatório criado pelo Código Florestal e tem o objetivo de ajudar na identificação e na integração das informações, contribuindo para a regularização ambiental das propriedades rurais no País. O cadastramento no CAR deve ser feito por proprietários rurais até o dia 31 de dezembro deste ano.
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Ações do Cultivando Água Boa poderão ser replicadas em todo País

O Ministério do Meio Ambiente quer aproveitar a experiência da Itaipu Binacional na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3), área de influência do reservatório, para incrementar as ações socioambientais desenvolvidas pelo governo federal em outras regiões do País, como o Vale do Rio São Francisco. O principal interesse é o Programa Cultivando Água Boa (CAB), considerado pelo ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, “um dos melhores programas de recuperação de nascentes que temos no mundo”.

O acordo de cooperação técnica foi assinado na última sexta-feira (18), em Concórdia do Oeste (PR), pelo ministro Sarney Filho e pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna. Também estavam presentes o diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, diretores e técnicos da usina e prefeitos da região.

A comitiva foi recepcionada por crianças da região no entorno de uma nascente recuperada pelo Cultivando Água Boa. (Foto: JIE)

Sarney Filho disse também que irá propor ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que leve a metodologia do Cultivando Água Boa para outras hidrelétricas brasileiras.

“O fato de levar para outras hidrelétricas brasileiras é uma ideia que você acabou de me dar e vou conversar com ministro de Minas e Energia pois achei muito legal. Lógico que faremos, principalmente no semiárido, nas regiões que mais precisam. O [Rio] São Francisco está com um projeto de revitalização em toda Bacia. Então, nos já conseguimos recursos e a partir dessa experiência aqui, vou chamar a equipe que está tratando da revitalização do São Francisco para que a gente possa quem sabe incorporar muitas das ideias dessa experiência que já está consolidada nessa região”.

Durante a visita, Sarney Filho sobrevoou projetos do CAB na região como o corredor da biodiversidade Santa Maria (que faz a conexão entre o Parque Nacional do Iguaçu e a faixa de proteção do reservatório de Itaipu) e a microbacia do córrego Bonito, onde há projetos de adequação de estradas rurais, conservação de solos e abastecedouro comunitário.

O ministro e comitiva também sobrevoaram a comunidade indígena Tekoha Añetete, em Diamante D’Oeste, e conheceu em terra o trabalho de recuperação de nascentes em São José das Palmeiras.

Em Toledo, Sarney Filho conheceu o monitoramento de vazão e quantificação de sedimentos em área de conservação. (Foto: JIE)

Luiz Fernando Leone Vianna fez um balanço da visita e comentou sobre as possibilidades de replicação das ações promovidas pela binacional:

“O ministro saiu muito entusiasmado e elogiou publicamente os programas socioambientais de Itaipu. Se é pra ser replicado significa que funcionou aqui e nós nos sentimos muito gratificados com isso”.

Ainda durante a visita, Sarney Filho e Vianna lançaram o caderno “Fontes de Financiamento para Educação Ambiental”, uma publicação com 189 páginas detalhando quais são os principais fundos e instituições, públicos ou privados, que têm linhas de apoio para ações voltadas para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

Na ocasião, também foi lançada a publicação “Fontes de Financiamento para Educação Ambiental”. (Foto: JIE)

Sobre o programa

O Cultivando Água Boa desenvolve 20 programas e 65 ações nos 29 municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Paraná 3, com população estimada em um milhão de pessoas. São mais de dois mil parceiros envolvidos nos trabalhos.

As ações do CAB vão desde a recuperação de microbacias e das matas ciliares até programas de educação ambiental em escolas públicas, oficinas de alimentação saudável e campanhas que destacam a importância do consumo consciente.

Todas as atividades têm como base documentos planetários, como a Carta da Terra, o Protocolo de Kyoto, a Agenda 21 e, mais recentemente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda mundial adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), da qual o Brasil é signatário.

Em 2015, o CAB venceu a 5ª edição do Prêmio Água para a Vida 2015, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), na categoria “Melhores práticas em gestão da água”.

*Com informações da imprensa IB/JIE
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Plataforma SRI: soluções para o desenvolvimento territorial sustentável

Por meio do cadastro e sistematização de iniciativas, uma plataforma online criada pelo Sistema Regional de Inovação (SRI) busca fortalecer uma rede com a participação ativa de empresas, associações, técnicos, docentes, instituições de ensino e de pesquisa da região. O objetivo é conectar estes agentes territoriais, para a identificação de potencialidades e a geração de soluções conjuntas que resultem em inovação, desenvolvimento científico e tecnológico.

O site está disponível no endereço sri.oesteemdesenvolvimento.com.br. Nele, os interessados têm a possibilidade de apresentar atividades, produtos e serviços ofertados, estudos, infraestrutura disponível, resultados já alcançados, dentre outras informações.

Recentemente, a plataforma alcançou a marca de 500 cadastros efetuados. Segundo o analista de projetos do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), Nelinho Graef, a ferramenta está passando por um processo de otimização e em breve irá apresentar novas funcionalidades:

“O objetivo da plataforma inicialmente era fazer um mapeamento dos ativos de ciência e tecnologia da região oeste do Paraná e ao mesmo tempo ser um espaço de divulgação das ofertas e demandas desses ativos de ciência e tecnologia. Agora, estamos implementando outras funcionalidades que vão permitir a comunicação dos atores dentro da plataforma e uma ferramenta da Antena Tecnológica Territorial, que irá mapear todas as fontes de financiamento que lançam editais, chamadas públicas… e as que estiverem edital aberto iremos disponibilizar na plataforma. No outro espaço terá uma divulgação das notícias e tendências de tecnologia e inovação”.

Ainda de acordo com Graef, a plataforma visa dar visibilidade aos atores locais, incentivando novas parcerias e negócios. Cada integrante indica sua área de atuação e interesses. Com isso, é possível mapear as atividades, expertises e oportunidades que existem no território.

Levando em consideração o desenvolvimento econômico do oeste paranaense – amplamente firmado no setor agroindustrial – a plataforma é mais uma estratégia na busca por soluções para as questões ambientais que a região apresenta:

“Vou te dar o exemplo da Lar [cooperativa Agroindustrial Lar] que nesta semana fez um conjunto de cadastros de demandas que eles têm. Dentre as demandas cadastradas, tem algumas temáticas relacionadas à água, reaproveitamento da água. Eles cadastraram informações sobre a quantidade de água que é utilizada no abate de cada frango – acho que são 22 litros – essas informações ajudam universidades ou outras empresas à fornecerem propostas para tentar resolver essas demandas. Da mesma forma, as universidades também têm cadastrado um conjunto de cursos, patentes que já foram geradas ou de soluções que eles têm ou podem oferecer para estas demandas. Então boa parte dos cadastros realizados tem essa temática ambiental envolvida”.

A plataforma apresenta também notícias sobre editais, pesquisas, tendências de mercado, oportunidades de negócios, entre outros. O espaço é colaborativo, atualizado com sugestões dos integrantes da rede. Assim, ao identificar conteúdos de interesse comum ao território, as informações podem ser encaminhadas para o e-mail .

Sobre o SRI

O Sistema Regional de Inovação é uma iniciativa do Programa Oeste em Desenvolvimento e busca estimular a cooperação entre o setor produtivo, público, de pesquisa e a sociedade, com vistas à potencialização da inovação. O acesso às informações do site, assim como o cadastro de atividades, é gratuito e disponível para todos os interessados. As informações podem ser atualizadas sempre que o usuário cadastrado desejar.
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