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Geovana Maria Gasparoto

Geovana Maria Gasparoto

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Pneus velhos viram camas confortáveis e personalizadas para pets

Os pneus de borracha tornaram-se um grande problema devido à quantidade existente e o descarte inadequado, tornando-se assim um fator de degradação ambiental. Por terem um papel fundamental em nossa vida diária, tanto no transporte de passageiros quanto para cargas, isso acaba gerando um acúmulo enorme de pneus que precisam ter um destino adequado.

Consciente desta realidade, o jovem Amarildo Silva, de Campina Grande (PB), resolveu dar uma solução ecologicamente correta na destinação final dos pneus. A ideia, que ele considera simples, faz toda a diferença para o meio ambiente e para os animais: ele reutiliza pneus velhos para fazer lindas caminhas para cães e gatos.



“Eu tive a ideia de transformar aqueles cochos para cachorro dormir que o pessoal costuma fazer com pneu. Só o pneu cortado e o cachorro dentro. Então eu tive a ideia de personalizar esse cochos, colocar pintura, acolchoado para ficar mais confortável, alça, colocar as patinhas, os ossos, o nome do cachorro também, é 100% personalizada. O cliente escolhe a cor, o tecido, o tamanho, etc, e eu consegui fazer muitas até agora”.

Há pouco mais de um ano trabalhando com a produção das camas, Amarildo conta que já conseguiu vender mais de 600 unidades. Além disso, ele também fabrica pufes, lixeiras e jardineiras reutilizando pneus velhos.

“Durante um ano, eu busquei conciliar o trabalho de carteira assinada com o meu, e eu vi que esse meu trabalho de artesão gerava mais renda do que o trabalho de carteira assinada. E também, não é por questão de dinheiro, é por questão de gostar. Não tem nada melhor do que trabalhar com aquilo que você gosta. Eu decidi pedir demissão para trabalhar naquilo que eu gostava de fazer, e de quebra ajudar o meio ambiente, ajudar os cães que não passam frio, e de certa forma ajudar outras pessoas também, já que eu não trabalho mais sozinho, eu chamo amigos que estão precisando de alguma renda. Então beneficia todo mundo: os cães e a própria pessoa que for fazer esse trabalho”.



Segundo o Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI), o tempo aproximado para degradação dos pneus é de 600 anos. Por isso, é proibido o envio de pneus velhos para aterros sanitários, pois eles acabam emergindo para a superfície por causa da absorção de gases liberados pela decomposição dos resíduos orgânicos. Esse procedimento prejudica a eficiência e a vida útil do aterro. Ou seja, o abandono de pneus representa risco à saúde pública, uma vez que eles servem como criadouros para mosquitos que transmitem doenças como dengue, malária e febre amarela.

“Sabe-se que os pneus, se descartado de forma inadequada, vêm a se tornar os vilões do meio ambiente e da saúde pública também, ou seja, jogar no meio ambiente irá gerar focos de mosquito Aedes aegypti e possivelmente irá causar a dengue em toda a região onde aquele material se encontra”.

O artesão recolhe os pneus abandonados nas ruas e dá um destino correto a eles. Os que não são utilizados para produção dos objetos, ele entrega a um galpão onde os pneus são triturados ou transformados em piches e carpetes para carros. “Nada se perde. Se tiver pneu abandonado, eu pego das ruas também, e isso ai facilita muito o trabalho até da própria vigilância sanitária”.



E Amarildo vai além. Ele reforça a questão social oferecendo oficinas aos estudantes do ensino público e privado, ensinando como produzir móveis a partir de pneus, e doa as caminhas personalizadas para ajudar em custos de amparo aos animaizinhos. “Eu faço doações de caminhas para que o valor que seja arrecadado seja transformado em mantimentos para os cães, como ração, medicamentos”.

Amarildo ainda não produz para distribuir fora de Campina Grande, no Estado da Paraíba, mas pretende, em breve, atender todo o Brasil.

*Com supervisão do jornalista Vacy Alvaro. 



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Concurso SOS Mata Atlântica de Fotografia está com inscrições abertas

O concurso cultural SOS Mata Atlântica de Fotografia, é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica, que tem como objetivo estimular as pessoas a observar e valorizar o bioma por meio da fotografia, registrando a sua percepção sobre a importância e as causas mais urgentes para a sua conservação.

Para participar, é preciso residir em território nacional, ser maior de 18 anos e apresentar fotos de sua autoria, podendo ser tiradas com máquina fotográfica ou celular. A única exigência é que o material tenha no mínimo 3 megapixels. Cada pessoa poderá enviar até cinco fotos até 5 de Agosto por meio do site.

Caberá a um júri técnico selecionar 30 fotos que serão expostas em uma mostra no final do ano. Os seis melhores trabalhos serão premiados com câmeras, equipamentos fotográficos e viagens. Inclusive, uma delas para Foz do Iguaçu, com visita ao Parque Nacional do Iguaçu.

A Mata Atlântica está muito presente na vida dos brasileiros, sendo a casa de 72% de nossa população em 17 estados. O bioma contribui para a produção de água que abastece as cidades, produção de alimentos, regulação do clima, melhoria da qualidade do ar, além de resguardar nossa história e oferecer espaços de lazer e recreação.

*Com supervisão do jornalista Vacy Alvaro.

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Desafio Zero Lixo realiza Oficina EcoMobília no sábado (16)

Atuando na área de Educação Ambiental e Sustentabilidade da região, o Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer, juntamente com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), promovem, neste próximo sábado (16), a primeira edição da Oficina EcoMobília.

O evento, que ocorrerá no Espaço de Convivência da Unila, Campus Jardim Universitário, a partir das 9h, será ministrado pelo estudante de Ciência Política e Sociologia da UNILA, Orlando Neto. Ele explica que o objetivo é incentivar a comunidade em relação à reutilização de materiais descartáveis, permitindo principalmente que os alunos possam construir formas de se manter na cidade de Foz do Iguaçu.

"A Oficina Ecomobília surge com a ideia de conforto acessível, econômico e ecológico. O projeto foi selecionado primeiramente pela UNILA justamente na ideia de assistência estudantil, de acolhimento dos estudantes. Por que não unir acolhimento dos estudantes com sustentabilidade? Um material tão corriqueiro, como a garrafa PET, que é acessível e fácil de encontrar, é muitas vezes descartado de forma errada. Então você vai estar dando um novo destino para esse material que poderia estar parando em um lugar ind esejado e vai estar dando um destino melhor para ele, construindo uma mobília que vai ser econômica, ecológica e acessível. Quem é estudante sabe que a vida é um pouco apertada geralmente, a gente não vai ter dinheiro para estar comprando um sofá, uma mesa, um puff, e ter uma casinha mobiliada. Uma casa aconchegante é importante para se permanecer em uma cidade, para se permanecer bem, então se tem uma forma acessível e ecológica de fazer isso, por que não?”

A Oficina EcoMobília faz parte do Desafio Lixo Zero, cuja proposta é trabalhar temáticas que possibilitem aos participantes repensar comportamentos de consumo e práticas do dia a dia que refletem diretamente em nossa relação com o meio ambiente. As atividades são trabalhadas dentro do conceito dos 4 R’s: repensar o consumo, reutilizar os materiais, reduzir o consumo e reciclar os materiais.

“Cada ação mínima dessas já impacta, por que as pessoas que vão estar em volta, vão estar observando aquilo, pode parecer algo muito pequeno, mas se cada um fizer a sua parte a gente consegue ter uma redução de lixo no nosso cotidiano. Esses projetos são muito importantes tanto pros estudantes quanto para a comunidade por esse teor de educação ambiental que é algo que falta muito. A gente ouve falar, mas não temos a real noção de que podemos estar fazendo isso dentro e casa, que a gente pode estar contribuindo de forma muito simples”.

Sabendo que grande parte dos estudantes não possui recursos financeiros para terem acesso a móveis básicos em suas moradias, o foco do projeto será a confecção de puffs e mesas de estudo.


Foto: Recicloteca

“Os móveis que serão confeccionados vão ficar com os alunos da UNILA. Infelizmente a gente não conseguiu arrecadar muito material. Esperávamos arrecadar muito mais, porém tivemos dificuldade. Para a mesa precisamos de madeira e espuma. Tudo isso foi um pouco difícil de arrecadar, mas a gente conseguiu uma boa quantidade pra atender os estudantes que participarem da oficina. E o material que sobrar a gente vai estar produzindo mais móveis e estar doando para os estudantes que precisam”.

De acordo com estudos da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), apesar de 57,1% desse tipo de embalagem já ser destinado à reciclagem, 100 mil toneladas ainda são descartadas no meio ambiente e demoram até 400 anos para se decompor. Esse descarte inadequado é um dos maiores responsáveis pelas enchentes devido ao entupimento de bueiros, além da poluição dos rios.

“Cada ação nossa gera um impacto. Não se pode pensar que o que a gente faz não gera um impacto no mundo. Todos nós produzimos lixo. Se pararmos para olhar o nosso lixo da cozinha, o nosso lixo do banheiro, quanto lixo a gente não produz por dia? E, se tem formas de diminuir esse lixo, por que não contribuir para um planeta melhor? Por que não fazer a minha parte?”

De acordo com o estudante, com apenas 20 garrafas pet é possível construir um puff. Cada participante deverá levar os materiais necessários para utilizar na oficina, como retalhos de tecido, espuma, tesouras e enfeites para os móveis, além, é claro de garrafas pet.

Lembrando que a oficina será realizada no Espaço de Convivência da Unila, campus JU, às 9h. Para participar da oficina é preciso preencher um formulário com seus dados cadastrais. A oficina é aberta para a comunidade em geral, porém as vagas são limitadas. Acesse o formulário e faça seu cadastro. Para outras informações, procure a organização do evento, por meio do telefone (45) 99126-8163.

*Com supervisão do jornalista Vacy Alvaro. 

 

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