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Primeiro viaduto para animais do Brasil é construído no Pará

Quem nunca se estressou com o trânsito? Quem nunca se pegou pegou pensando em soluções para a mobilidade urbana? Pois é, atolados de trabalho e na correria do dia a dia, dificilmente paramos para pensar em um outro público, que também enfrenta problemas de deslocamento. São os animais que morrem diariamente nas rodovias pelo Brasil. E como forma de diminuir esse problema, foi construído no Pará, o primeiro viaduto de passagem de fauna do país.


A obra foi uma determinação do Ibama para mineradora Vale, que iria instalar um novo trecho de rodovia para escoar a produção de minério de ferro, no Ramal Ferroviário Sudeste do Pará. A licença de instalação só seria obtida com a construção do viaduto, que corta a Floresta Nacional do Carajás.


Para assegurar o direcionamento dos animais, o viaduto foi cercado de arame galvanizado de 2,2 metros de altura ao longo de 100 metros de extensão para cada lado dos acessos. Espécies arbustivas e de pequeno porte foram plantadas nas laterais.


Segundo o Ibama, outras 30 passagens, entre viadutos e túneis, foram instaladas ao longo dos 100 quilômetros do ramal e já existem registros do trânsito de capivaras, tatus, jaguatiricas, tamanduás-bandeira, cachorros do mato, cutias, iguanas e gatos-mouriscos.


Dados de atropelamento


A construção desse viaduto, é uma notícia positiva em meio a uma selva de problemas. Segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), 15 animais morrem nas estradas brasileiras a cada segundo. Por dia, o número chega a quase 1,3 milhões. E por ano, o resultado final, fica próximo de 475 milhões.


Ainda de acordo com o CBEE, cerca de 90% dos atropelamentos (430 milhões) envolvem pequenos vertebrados (sapos, pequenas aves, cobras, entre outros). Vertebrados de médio porte (gambás, lebres, macacos), representam 9% (40 milhões). O 1% restante, está longe de parecer pouco. Essa é a quantidade de animais de grande porte (onça-parda, lobos-guarás, onça-pintadas, antas, capivaras), cerca de 5 milhões. Se levarmos em comparação que esses animais correm risco de extinção (como é o caso da onça-pintada e da onça-parda), o caso fica ainda mais grave.

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VI Encontro Oásis discute serviços ambientais


São Bento do Sul, em Santa Catarina, está sediando a 6ª edição do Encontro Oásis. O encontro acontece nos dias 23 e 24 de maio e reúne 37 representantes de 21 instituições de diversas regiões do Brasil, que são parceiras do Oásis – uma iniciativa, promovida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que estimula a preservação de áreas de vegetação nativa em propriedades particulares.

Entre os temas abordados no evento estão mecanismos de colaboração, governança compartilhada e trabalho em rede. No primeiro dia de encontro, o foco será a capacitação e troca de informações entre os parceiros do Oásis, incluindo organizações não governamentais, empresa de saneamento e representantes do poder público.

Já no segundo dia, a prefeitura de São Bento do Sul e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) promovem visita de campo a duas das 17 propriedades que participam do projeto “Produtor de Água do Rio Vermelho”.

Rio Vermelho, em São Bento do Sul (SC). Foto: Divulgação/GrupoBoticário

Guilherme Karam, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, conta mais detalhes sobre o evento:

“Lá em 2006, criamos uma iniciativa chamada Oásis – que é uma iniciativa que dá apoio metodológico e suporte para o estabelecimento de arranjos locais com objetivo de realizar pagamento por serviços ambientais. Então, é uma estratégia de conservação de áreas privadas. De apoio e conservação de áreas privadas. De 2006 pra cá já tivemos sete iniciativas implantadas, de pagamento por serviços ambientais em diferentes lugares do Brasil utilizando nosso apoio metodológico e técnico. Anualmente reunimos os diversos executores locais de projetos de pagamentos por serviços ambientais para troca de experiências. É um momento muito importante para que os executores de projetos locais aprendam com os outros que desenvolvem inciativas semelhantes em outras regiões quais são as principais dificuldades, como elas foram superadas; como fazer para identificar áreas que merecem ser premiadas com iniciativas de PSA; como fazer o monitoramento; de onde vem o recurso financeiro; como se faz um contrato; quais são as normas legais, as leis, a regulamentação necessárias para que isso ocorra da melhor forma possível. Por conta disso nós fazemos anualmente uma reunião com todos esses parceiros executores.”

Esta é a primeira vez que o Encontro acontece em uma localidade com projeto sendo desenvolvido com apoio do Oásis. O município catarinense abriga a iniciativa “Produtor de Água do Rio Vermelho” que tem como foco propriedades localizadas na bacia hidrográfica do Rio Vermelho.

Ao conservarem suas áreas naturais e protegerem mananciais e nascentes, os proprietários locais contribuem para a preservação do manancial que abastece a região. Além do fornecimento de água, garantem outros serviços ambientais, como a formação dos solos férteis que sustentam a agricultura e a preservação de belezas cênicas – como as cachoeiras – que atraem turistas. Como forma de reconhecimento a esses esforços, os proprietários são premiados anualmente, com valores que variam em função do tamanho e da qualidade da área natural conservada.

“São Bento do Sul tem uma iniciativa de pagamento por serviços ambientais em desenvolvimento desde 2010. Nós viramos parceiros no ano seguinte. Desde 2011 nós temos uma parceria para apoiar todo esse processo do município de pagamento por serviços ambientais. Hoje, nós temos cerca de 17 propriedades contratadas com essa iniciativa que assumem o compromisso de conservação da natureza por meio de pagamento por serviços ambientais e um total de 450 hectares conservados por meio dessa iniciativa. Então, é um projeto com dados bem interessantes.

Rio Vermelho, em São Bento do Sul (SC). Foto: Divulgação/GrupoBoticário

Criado em 2006 pela Fundação Grupo Boticário, o Oásis é uma iniciativa de pagamento por serviços ambientais (PSA) que promove a valorização dos ambientes naturais natureza, por meio da premiação financeira a proprietários que se comprometam com a conservação das áreas naturais e a adoção de práticas conservacionistas de uso do solo, garantindo assim a manutenção e melhoria dos serviços ambientais providos por suas propriedades.
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Agro Energia: Oeste do Paraná impulsiona uma nova economia sustentável

O Banco do Brasil, a Itaipu Binacional e o Centro Internacional de Energias Renováveis- Biogás (CIBiogás), entre outros parceiros, lançaram nesta quinta-feira (18), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o Programa Agro Energia.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a produção de energia limpa e renovável em atividades do agronegócio, possibilitando a redução dos custos na produção e, consequentemente, melhorando a competitividade do setor. A estimativa do Banco do Brasil é investir na região Oeste do Paraná até R$ 1 bilhão nos próximos anos por meio de linhas de financiamento voltadas à produção de energia a partir da biomassa.

As linhas de crédito serão usadas para a instalação de biodigestores, compra dos geradores e integração da propriedade agrícola à rede elétrica. Os juros subsidiados variam de 2,5% a 8,5% ao ano, dependendo do tamanho da propriedade. Estima-se que o retorno do investimento aconteça em no máximo cinco anos.

O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa, explicou como irá funcionar o programa e ressaltou o trabalho que já é desenvolvido no Paraná:

“Essa linha de crédito faz para parte do Programa Agro Energia, do Banco do Brasil, voltada para o financiamento e produção de energia limpa através da energia solar fotovoltaica, eólica e biomassa. No caso aqui, estamos fazendo um investimento e disponibilizando recursos na ordem de até R$ 1 bilhão, que entendemos ser suficiente para atendar as demandas de até então. Aqui no Paraná encontramos um trabalho muito organizado nesse sentido, diferente de outros estados que ainda não estão nesse nível de organização que encontramos aqui. Por isso, com apoio da Itaipu, do CIBiogás, das cooperativas e produtores que já estão organizados, entendemos o apoio do Banco do Brasil com este programa vem fortalecer essa produção de energia limpa e sustentável, e aumentar a renda do produtor.”



De acordo com Rodrigo Regis de Almeida Galvão, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), a iniciativa irá fomentar um novo modelo de negócios na região:

“Do ponto de vista ambiental, nós damos a possibilidade do produtor transformar um problema ambiental em um ativo energético com valor econômico agregado. Isso nenhuma outra energia renovável faz. Outro ganho para região é que a partir do momento que você tem linhas de financiamento, condições de viabilidade econômica, cria-se condições para empresários e investidores entrarem com investimentos nesse segmento. A partir do momento que aumenta a demanda, nós vamos precisar que os fornecedores de motogeradores e biodigestores, ou seja, a cadeia do biogás forneça mais serviços. A partir do aumento da demanda vamos precisar de mais consultores, mais assistência técnica. Isso tudo pode fomentar a criação de empresas e renda na região. Com isso nós criamos uma nova economia e movimenta uma nova economia na região, que é a economia do biogás.”



Segundo Paulo Afonso Schmidt, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, o Programa Agro Energia pode ser um importante incentivo aos produtores rurais não apenas na questão energética, mas também no aspecto ambiental e na possibilidade de expansão dos negócios:

“Nós estamos vendo as possibilidades que vem dos produtores rurais, de forma vinculada especialmente à cadeia da proteína animal, aos planos de expansão do setor, que representam uma grande riqueza aqui para a região. Se não tivermos tecnologias adequadas, que possibilitem resultados de interesse de todos, o risco à expansão desse negócio é grande. E as Energias Renováveis cumprem um papel importante, pelo exemplo já dado na questão do biogás, para a destinação correta dos resíduos, e também pelas outras oportunidades trazidas por outras fontes no que diz respeito a uma melhor qualidade da energia assegurada ao produtor e à comunidade em geral. Trata-se de uma meta arrojada pelo ineditismo, mas a participação de Itaipu tem tornado muito possível a obtenção de exemplos vitoriosos no que no que diz respeito a busca desse equilíbrio”.



O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, também participou da solenidade e destacou a importância do aproveitamento dos resíduos para a geração de energia:

“Uma vida rural moderna vive de muitos insumos, e, particularmente, a energia é um insumo muito importante, diferentemente de um passado não muito distante. Energia como insumo fundamental, compõe certamente a cartilha de custos de uma propriedade. Como a nossa produção de grãos e especialmente a produção de proteínas animais gera resíduos em volumes expressivos, nada mais inteligente do que o investimento que se possa fazer na geração de energia, no aproveitamento racional desses resíduos – vegetais ou animais – para a produção de energia, seja térmica, seja na forma elétrica, proveniente de biogás, biometano, enfim, as formas inteligentes que a gente possa aproveitar esses resíduos como mais um produto que saia da propriedade. Concorrendo para reduzir custos, mas também abrindo a possibilidade de obtenção de receitas adicionais. Cada vez mais o mundo precisa da gente como agricultores ou como sociedade de forma mais ampla, de energias renováveis. E como nós temos essa expertise grande aqui no Paraná, boa parte do Brasil que tem uma agricultura forte, que cresce e se fortalece, então os modelos que possam ser introduzidos na forma de barateamento dos investimentos para fazer a geração de energia, são bastante importantes.”



Segundo um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o agronegócio responde por 46% das exportações do Brasil e por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. No Sul do Brasil, o setor é responsável por 70% das exportações e 35% das riquezas. O agronegócio é um dos maiores demandantes de energia elétrica para seu funcionamento.
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