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Toneladas de plástico são encontradas em uma das ilhas mais remotas do planeta

A ilha mais distante e mais poluída do mundo todo”. Foi assim que a pesquisadora Jennifer Lavers, da Universidade da Tasmania, na Austrália, descreveu a Ilha Henderson. A cientista do Departamento de Vida Marinha e Estudos Antárticos fez parte de uma equipe, juntamente com a Sociedade Real de Proteção a Aves do Reino Unido, que esteve no local.

Henderson faz parte do grupo de ilhas chamado de Pitcairn, território britânico no Oceano Pacífico, nas proximidades das Ilhas de Páscoa e Galápagos. De origem vulcânica, tem uma extensão de 3.700 hectares e é um atol de coral elevado e coberto de bosques pristinos, pois está há muitos e muitos quilômetros da civilização. A terra mais próxima está a aproximadamente 5 mil quilômetros de distância.

Apesar disso, os pesquisadores ficaram chocados com o volume de lixo encontrado ali. Segundo eles, a ilha está coberta com o que calculam ser aproximadamente 38 milhões de resíduos plásticos ou 18 toneladas do material, o que faz de Henderson, a ilha com a maior densidade de lixo antropogênico (produzido pela atividade humana) do planeta.

“Já viajei para alguns dos lugares mais remotos do mundo e não importa onde ou quando eu vá, e em qual localização do oceano, a história é geralmente a mesma: praias cheias de lixo, evidência da atividade humana … Todavia, imaginei que por ser tão distante, Henderson estaria protegida. Eu estava completamente enganada”, revelou Jennifer, em entrevista ao jornal The Guardian.

A maioria do que foi encontrado na ilha do Pacífico, algo em torno de 68%, era formada de minipartículas plásticas, invisíveis ao olho humano, enterradas na areia. Mas também foram observadas toneladas de embalagens de produtos, usados diariamente em nossas casas, que acabam viajando milhares e milhares de quilômetros pelo mar, e tendo um impacto terrível sobre a vida marinha.

A Ilha de Henderson é declarada Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Nela habitam dez espécies de plantas e quatro aves endêmicas, ou seja, que só existem ali e em nenhum outro lugar do planeta. Por isso mesmo, o local é usado para estudos por pesquisadores.

Henderson era considerada uma das últimas joias do Pacífico, um paraíso virgem, intocado e protegido do homem. Infelizmente, parece que não é mais. “Todos os cantos do planeta estão sendo impactados”, lamenta a cientista britânica.

(Texto originalmente publicado no Conexão Planeta, por Suzana Camargo)

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Inundações costeiras podem dobrar em 2030

Uma pesquisa publicada em 18/5 revela que um aumento de 5 a 10 centímetros no nível do mar pode mais do que duplicar a frequência inundações nas regiões litorâneas dos trópicos já em 2030. O modelo matemático mediu o impacto do ganho de volume do oceano na dinâmica das ondas e das marés. Tudo dentro daquele limite dito seguro do Acordo de Paris, de 1,5oC de elevação da temperatura média do planeta.

Segundo o americano Sean Vitousek, da Universidade de Illinois em Chicago, um dos autores do estudo, o aumento do nível do mar altera a geração, a propagação e a interação de energia das tempestades. De acordo com ele, a frequência e o impacto das inundações serão maiores justamente onde a alteração do nível da água tende a ser menor, como nas regiões tropicais. “São locais onde qualquer variação é mais sentida, locais onde há menos exposição a ondas gigantes. Além disso, os entornos estão menos preparados para as inundações”, disse. O trabalho foi publicado no periódico Scientific Reports.

Especialista na mecânica dos fluidos ambientais, Vitousek reforça que o volume extra de água torna os eventos climáticos mais graves e duradouros, podendo aumentar o número de vítimas e de refugiados do clima. “Especialmente em lugares vulneráveis, onde a topografia costeira, a estrutura de defesa do litoral e os sistemas de drenagem não atuam como barreiras, o estrago será maior”, afirmou.

Na região tropical, um aumento de até 10 cm no nível do mar pode diminuir para 4,9 anos a frequência de grandes inundações, que antes ocorriam a cada 50 anos. No Brasil, um aumento de 10 cm a 20 cm deve aumentar a frequência de inundações especialmente no Rio de Janeiro e no entorno de Vitória, podendo levar a fechamentos de estradas e a destruição de casas e infraestrutura urbana.

“Outro problema que o Brasil pode enfrentar é a exposição dos moradores a águas poluídas, uma vez que várias das baías e estuários sofrem com a baixa qualidade da água. Além disso, a elevação do nível do mar pode frequentemente acelerar a erosão costeira de praias arenosas e falésias”, disse. As regiões mais atingidas estão na costa do Oceano Índico, do Atlântico Sul e do Pacífico.

Até cidades localizadas em latitudes mais altas, como a canadense Vancouver, e as americanas Seattle, San Francisco e Los Angeles, além da costa atlântica europeia, também terão a frequência de inundações duplicadas se a elevação do nível do mar for superior a 10 cm.

Embora o estudo indique as regiões mais suscetíveis ao avanço da água, ele não consegue prever o momento exato em que elas ocorrerão, já que dependem das condições do tempo e das variações da geomorfologia costeira, como a quantidade de sedimentos, a topografia local e a camada de atrito. De todo modo, é mais um bom motivo para evitar a elevação da temperatura global e o perigoso aumento do nível do mar com o derretimento das geleiras.

* Texto publicado originalmente no site do Observatório do Clima, em 19/5/2017

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Primeiro viaduto para animais do Brasil é construído no Pará

Quem nunca se estressou com o trânsito? Quem nunca se pegou pensando em soluções para a mobilidade urbana? Pois é! Atolados de trabalho e na correria do dia a dia, dificilmente paramos para pensar em um outro público, que também enfrenta problemas de deslocamento. São os animais que morrem diariamente nas rodovias pelo Brasil. E como forma de diminuir esse problema, foi construído no Pará, o primeiro viaduto de passagem de fauna do país.


A obra foi uma determinação do Ibama para mineradora Vale, que iria instalar um novo trecho de rodovia para escoar a produção de minério de ferro, no Ramal Ferroviário Sudeste do Pará. A licença de instalação só seria obtida com a construção do viaduto, que corta a Floresta Nacional do Carajás.


Para assegurar o direcionamento dos animais, o viaduto foi cercado de arame galvanizado de 2,2 metros de altura ao longo de 100 metros de extensão para cada lado dos acessos. Espécies arbustivas e de pequeno porte foram plantadas nas laterais.


Segundo o Ibama, outras 30 passagens, entre viadutos e túneis, foram instaladas ao longo dos 100 quilômetros do ramal e já existem registros do trânsito de capivaras, tatus, jaguatiricas, tamanduás-bandeira, cachorros do mato, cutias, iguanas e gatos-mouriscos.


Dados de atropelamento


A construção desse viaduto, é uma notícia positiva em meio a uma selva de problemas. Segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), 15 animais morrem nas estradas brasileiras a cada segundo. Por dia, o número chega a quase 1,3 milhões. E por ano, o resultado final, fica próximo de 475 milhões.


Ainda de acordo com o CBEE, cerca de 90% dos atropelamentos (430 milhões) envolvem pequenos vertebrados (sapos, pequenas aves, cobras, entre outros). Vertebrados de médio porte (gambás, lebres, macacos), representam 9% (40 milhões). O 1% restante, está longe de parecer pouco. Essa é a quantidade de animais de grande porte (onça-parda, lobos-guarás, onça-pintadas, antas, capivaras), cerca de 5 milhões. Se levarmos em comparação que esses animais correm risco de extinção (como é o caso da onça-pintada e da onça-parda), o caso fica ainda mais grave.

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