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Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu URL do site:

Aprovado no Senado, Acordo Guarani representa avanço, afirma Hirata

No dia 2 de maio, o Senado Federal aprovou o Acordo sobre o Sistema Aquífero Guarani. O acordo é essencial para a cooperação dos quatro países – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – em prol da conservação e aproveitamento de modo sustentável dos recursos hídricos disponíveis no aquífero e que se encontram entre as fronteiras desses territórios.

Agora o texto segue para promulgação, última etapa antes de sua publicação oficial, e representa um avanço importante no tema. É que o processo estava estacionado há quase sete anos, quando o Acordo foi assinado pelos quatro países durante uma reunião na Argentina. Em 2012, Uruguai e Argentina já haviam ratificado o texto, restando a definição da pauta no Brasil e no Paraguai.

De acordo com o vice-diretor do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da USP, Ricado Hirata, que participou de um importante estudo sobre a importância da entrada em vigor do Acordo, o termo será fundamental para a eficiência da gestão do Aquífero Guarani:

“Afim de ajudar nas discussões sobre a importância do Acordo e as repercussões nos quatro países, o Strathclyde Centre for Environmental Law and Governance, da Escócia, o Centro de Pesquisa de Águas Subterrâneas (CEPAS|USP) e o Centro Regional para a Gestão das Águas Subterrâneas (CeReGAS – UNESCO), do Uruguai, preparou esse estudo e disponibilizou nas redes sociais e nas respectivas páginas das três instituições. Devido a esse avanço nas assinaturas das casas legislativas e o avanço da possível entrada em vigor do Acordo Guarani foi que achamos bastante oportuno avançar nesses estudos e preparar tal documento. O Acordo Guarani permite muito mais o compartilhamento de dados e informações, e boas experiências e práticas, de forma ordenada e sistemática. Acredito que esse seja o grande aporte que tal acordo poderá dar. O Guarani é um sistema complexo e, devido a suas dimensões e sua geologia complexa, precisa ser continuamente estudado com muito mais detalhes, e esforços nesse sentido precisam ser compartilhado. Então técnicos e gestores dos quatro países precisam ter canais de compartilhamento de boas práticas. O esforço conjunto dos quatro países permitirá que nós sejamos mais fortes e melhores. Teremos uma gestão e conhecimento, tanto local como internacional do Guarani, de melhor qualidade.”

Segundo Hirata, assim que entrar em vigor o Acordo será essencial para a atração de investimentos e financiamentos aos quatro países e que irá colocá-los na vanguarda da cooperação sobre águas internacionais. Para se ter uma ideia, dos 592 aquíferos fronteiriços mapeados pela UNESCO atualmente apenas seis possuem algum tipo de documento semelhante.

“Nós acreditamos que a entrada em vigor do Acordo Guarani atrairá mais investimentos e financiamentos aos quatro países permitindo o retorno de projetos que já houveram no Guarani e tragam mais conhecimentos técnicos e científicos. A entrada do Acordo não representa uma restrição indevida à soberania dos quatro países, mas a promoção de intercâmbio de boas práticas entre os quatro países. Um outro ponto-chave é que o Acordo levará aos países à vanguarda da cooperação sobre águas internacionais, que são bastante raras no aso de águas subterrâneas. Por último, o Acordo contribuirá para o cumprimento de importantes metas e indicadores, que são requeridos normalmente em processos de tratados internacionais, como o caso Acordo de Paris sobre mudanças climáticas por exemplo.”

O estudo “A importância da entrada em vigor do Acordo do Sistema Aquífero Guarani” está disponível para ser baixado gratuitamente pelo link https://goo.gl/UiFoIn.
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Jardins do Mel: abelhas nativas serão espalhadas em Parques de Curitiba

Nos últimos anos, o desaparecimento das abelhas vem preocupando a comunidade científica internacional. Algumas hipóteses até ajudam a explicar o declínio – como o uso de pesticidas e a Síndrome do Colapso das Abelhas (um abandono repentino e massivo de colmeias) – porém ainda não há uma justificativa plena sobre o assunto. No Brasil, soma-se ainda o problema da seca que atinge principalmente a região Nordeste.

O que pouca gente se dá conta é que, apesar de pequenas, as abelhas são consideradas importantíssimas para o equilíbrio ambiental. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), elas são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos. Sem elas, não falta apenas mel, mas o trabalho de polinização tão essencial para a reprodução e manutenção da variabilidade genética das plantas e do equilíbrio da biodiversidade.

Em Curitiba (PR), uma iniciativa promete diminuir o problema. Para promover a polinização natural na cidade, o projeto Jardins do Mel deve ser instalado em 15 parques da capital paranaense. A ideia é espalhar abelhas de espécies nativas sem ferrão. A ação também deve ter um viés educacional, com a utilização de jogos didáticos que abordem a importância da preservação dos rios, compostagem e a prática da agricultura orgânica para a conservação das abelhas.

Prefeito de Curitiba (PR), Rafael Greca, durante reunião com Felipe Thiago de Jesus e Meila Fabri, sócios da emrpresa Meliponas. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Cada jardim terá seis colmeias com textos e fotos sobre a espécie contida ali. Ao todo, o projeto pretende colocar 90 caixas (colmeias), cada uma delas com de 500 a 2 mil abelhas. As colmeias serão protegidas para evitar depredação, mas abertas, desta maneira, os insetos poderão ir e vir para polinizar a mata nativa da região, conforme explica o agroecólogo e idealizador da iniciativa Felipe Thiago de Jesus:

“O projeto vai ser simples, em 15 parques ou bosques da cidade. Essas caixas (de colmeia) serão georreferenciadas em um mapa da cidade. Cada Jardim do Mel, que contém 4 a seis caixas dentro, de espécies diferentes, vão polinizar mais de dois quilômetros. A população civil e as empresas também poderá se cadastrar nesse mapa quando também forem 'guardiões'. Dentro dos Faróis do Saber, a ideia é oferecer o curso de meliponicultura. Em cada região terá um curso oferecido para o pessoal, como os próprios professores, a comunidade e quem quiser participar. Estes serão eleitos os 'guardiões do parque', ajudando a cuidar das caixinhas e fiscalizar. A pessoa pode não ter uma caixinha de abelha, mas plantar uma flor no seu quintal para ajudar as abelhinhas na passagem delas. Essa é a ideia do projeto. Foi produzido também um material didático para as crianças, com jogos e brincadeiras que contam a história da cidade, conceitos de agricultura orgânica, a importância de não poluir os rios, do saneamento, e temos a intenção de expandir o projeto para outras cidades”.

Para promover a polinização natural na cidade, o projeto Jardins do Mel deve ser instalado em 15 parques da capital paranaense. Imagem: Barbara Becker Arquitetura.

Existem cerca de 25 mil espécies de abelhas catalogadas no planeta. Destas, 88% tem hábitos solitários e as demais 12% são divididas em outros grupos. Entre elas, as meliponídeas, abelhas nativas sem ferrão. No mundo todo, há 400 espécies de meliponídeas e 300 delas estão no Brasil, porém são pouco conhecidas.

“Primeiramente é tornar a sociedade mais consciente das relações, da onde vai e para onde vai no caso das abelhas. Como um inseto tão pequeno pode refletir na qualidade da água, na qualidade do alimento, produzir um mel, produzir um própolis. E o serviço de polinização é essencial para regular o planeta. E nós ainda temos chance de cuidar disso enquanto há tempo. Em alguns países, isso já não é mais possível. Os Estados Unidos, por exemplo, alugam colmeias do México. No Japão, existem alguns casos de polinização manual, porque não tem mais abelhas. Então temos um tesouro, que ainda precisa ser lapidado por nós. Existem 400 espécies de abelhas sem ferrão no mundo, e 300 estão aqui no Brasil, e nós nem sabíamos.”

Entre os parques já confirmados para receber a novidade estão Jardim Botânico, Tingui, Tanguá, Passeio Público, Jardim Zoológico, Barreirinha, Barigui e Bosque do Papa. Para quem não estiver em Curitiba, o Jardins do Mel terá um website e um aplicativo, que mostrarão a localização das colmeias e todas as informações disponibilizadas nos parques da cidade.

Como prova da importância das abelhas para o Paraná, recentemente a Associação de Meliponicultores de Mandirituba (Amamel), Região Metropolitana de Curitiba, obteve oficialmente uma certificação do Serviço de Inspeção Federal que permitirá a comercialização, em locais públicos, do mel produzido pelas abelhas nativas sem ferrão.
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Itaipu reproduz segunda geração de harpia em cativeiro

O Programa de Reprodução da Harpia (Harpia harpyja) de Itaipu conseguiu um feito importante: o nascimento do primeiro animal cuja mãe também é nascida em cativeiro. A segunda geração criada em cativeiro é um caso inédito na América do Sul e raro no mundo todo.

A ave nascida é filha de uma harpia fêmea que também nasceu no Refúgio em 2009, fruto de uma das primeiras reproduções bem-sucedidas do programa criado naquele mesmo ano. Ela é filha do casal mais antigo do RBV, formado em 2005 e que teve os primeiros filhotes em 2009.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

A mãe, hoje com 17 anos, foi resgatada do Arco do Desmatamento, na região do Pará. O pai tem 18 anos e foi encontrado em uma caixa de papelão, na Ponte Amizade, na fronteira com o Paraguai. Desta união, resultaram 26 reproduções de sucesso, quase metade de todas as harpias nascidas em cativeiro no Brasil.

De acordo com o médico veterinário de Itaipu, Wanderlei de Moraes, o nascimento mostra que o esforço na re produção da espécie vem dando resultado. Ele explica como ocorreu todo o processo:

“Esse filhote nasceu de uma fêmea que também nasceu no Refúgio e isso é uma coisa inédita na América do Sul. Inicia com ele nascendo na chocadeira, onde ficou por 24 horas. Depois do nascimento, ele vai para uma incubadora e começa a receber alimentação. Essa alimentação, ele recebe na incubadora até aproximadamente os 10 dias e essa temperatura vai decaindo por regulagem até que chegue à temperatura ambiente. Isso pode levar até aproximadamente um mês.”

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Com os novos filhotes, somam-se 31 nascimentos de harpia no local, o que faz do Programa da Itaipu o maior do mundo. O plantel conta hoje com 29 exemplares entre jovens e adultos. Seis filhotes nascidos no RBV foram doados a outras instituições. Estima-se que existam de 120 a 140 harpias em cativeiro.

A harpia é um dos maiores, o mais pesado e o mais forte gavião do mundo. Adulto, pode alcançar dez quilos e dois metros e meio de envergadura. O talão, como é chamada a unha da ave, mede até 9 centímetros, equivalente à unha de um urso pardo.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
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