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Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu URL do site:

Decreto cria Parque Estadual do Palmito no Paraná

Em meio às celebrações da Semana do Meio Ambiente, o governador do Paraná, Beto Richa, assinou um decreto para a criação do Parque Estadual do Palmito, em Paranaguá, litoral do Estado. A unidade faz parte de um corredor ambiental e é gerenciada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Até agora, o parque estadual estava na categoria de floresta, pela qual é permitido o uso sustentável, ou seja, é possível conciliar a conservação do meio ambiente com o uso de recursos naturais existentes. Com a mudança para parque estadual, a unidade se torna área de proteção integral, sendo permitido, apenas, o uso indireto dos seus recursos naturais, como por exemplo, em pesquisas científicas e no turismo ecológico.

Além de garantir a proteção integral, o decreto ampliou em 1,26 mil hectares a área de conservação do parque, que passa agora para um total de 1,78 mil hectares. Entre 1985 e 2015, o Paraná restaurou 75.612 hectares de área de Mata Atlântica. O estado que mais contribuiu no período.

Em entrevista à Agência de Notícias do Paraná, o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, destacou o compromisso do Estado com as causas ambientais:

“No Estado do Paraná temos diversas ações voltadas à questão ambiental. Para nós é muito gratificante conseguirmos ampliar essas áreas de conservação no Estado e mostra que o Governo tem um compromisso com a conservação ambiental”

o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antônio Carlos Bonetti, ressaltou a proteção integral do parque.

“Eu acho importante a unificação dessas áreas para que possamos, além de ter um corredor importante para a biodiversidade, também ter a possibilidade real de utilizar o parque como conservação, mas também como educação ambiental. A visitação das pessoas, dos alunos e professores, é importante porque temos um ganho muito especial.”

Outro decreto assinado pelo governador garante a ampliação da área de conservação da Estação Ecológica de Guaraguaçu de 1,34 mil para 4,73 mil hectares, num ganho de mais de 3 mil hectares. A unidade foi criada em 1992 e protege florestas de terras baixas, de restingas, manguezais e áreas com a árvore caxeta, espécie típica da faixa litorânea.

O principal objetivo das estações ecológicas é a preservação da natureza, aliada à realização de pesquisas científicas. Por isso, o local não é aberto para visitação ao público, apenas para pesquisas e projetos educacionais previamente autorizados pelo IAP.

(Com informações da Agência de Notícias do Paraná)
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Ex-ministro defende que Brasil deve assumir liderança nas discussões sobre mudanças climáticas

Durante sessão da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) no Senado Federal, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e ex-ministro do Meio Ambiente, José Goldemberg, defendeu a realização no Brasil de uma reunião de chefes de estado dos principais países emissores de gases estufa.

A ideia é reafirmar o que se avançou em 1992 no Rio de Janeiro e em Paris em 2015. Goldemberg destacou que a Conferência de Paris coroou o sucesso inicial da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio 92) e que nem mesmo a posição do presidente dos Estados Unidos vai impedir que os compromissos lá assumidos sejam atingidos.

“A adoção da Convenção do Clima em 1972 faz parte de um longo caminho seguido pela humanidade para achegar onde estamos hoje: 7 bilhões de seres humanos, com nível de vida razoável que fez com que a idade média de vida tenha atingido 70 anos. Há um século atrás era metade disto. Este progresso só ocorreu graças a avanços científicos e técnicos que deram origem a políticas públicas saudáveis.

Os romanos, há mais de 2000 anos, parecem ser os que primeiro entenderam isso ao garantir à cidade água corrente e um sistema de esgotos exemplar. Sem tais medidas, Roma não teria se tornado a maior cidade do Ocidente com mais de um milhão de habitantes.
Após a revolução industrial no século 19 o problema passou a ser a qualidade do ar que só começou a ser resolvido a partir de 1972 após a Conferência de Estocolmo. Foi dela que surgiram os Ministérios de Meio e Ambiente no mundo todo.

Sem água, ar limpo e esgoto, cidades não são viáveis, e hoje mais de 70% da população mundial vive em zonas urbanas. Todos estes problemas podem ser atacados e resolvidos a nível local, regional e nacional. Sucede que no fim do século 20 foi identificado cientificamente um novo problema: o aquecimento global, provocado pelas emissões de gases resultantes principalmente da queima de combustíveis fósseis.

Estes gases não conhecem fronteiras e os problemas que causam só podem ser atacados a nível internacional. Isto é o que a Convenção do Clima de 1992 no Rio de Janeiro tentou fazer.

O Governo brasileiro sob a presidência de José Sarney inicialmente e Fernando Collor logo a seguir, assumiram logo um papel importante nas negociações que precederam a Conferência. Durante o período militar era dominante a ideia que preocupações ambientais eram secundárias e que a prioridade era o desenvolvimento mesmo que predatório, afetando inclusive a floresta amazônica. Visões correntes na época eram a de que os países industrializados é que eram os responsáveis históricos pelas emissões e deveriam arcar com os custos da sua redução nos demais países. Esta é ainda a visão de alguns países menos desenvolvidos.

O Presidente Collor teve o mérito de ter conseguido atrair ao Rio de Janeiro em 1992 mais de 150 chefes de estado que sinalizaram de forma inequívoca o caminho a seguir que era o de promover um desenvolvimento moderno e pouco poluente.

Tive o privilégio de participar deste esforço como Secretário de Meio Ambiente da Presidência da República junto com o Secretário Geral do Itamaraty, Marcos Azambuja. Numa missão fui à Washington, Nova Déli, Tóquio e Beijing convencer os chefes de Estado da importância da Convenção do Clima o que na época não foi uma tarefa trivial, mas que teve sucesso.

Passados 25 anos, a Conferência de Paris de 2015 coroou o sucesso inicial da Conferência Rio-92 e nem mesmo a posição anticientífica do presidente dos Estados Unidos vai impedir que os compromissos lá assumidos sejam atingidos. O Acordo de Paris é um acordo estre países adultos e responsáveis que voluntariamente decidiram que reduzir as emissões serve o interesse nacional e como fazê-lo.

Neste contexto, tomo a liberdade de mencionar que uma ideia que seria interessante seria convidar os chefes de estado dos principais emissores (China, Índia, Japão, Inglaterra, África do Sul e Indonésia) ao Rio de Janeiro, como foi feito em 1992, para reafirmar o que se alcançou em 1992 e em Paris em 2015. Esta seria uma forma do Brasil voltar a assumir uma posição de liderança nesta área, como ocupou em 1992”.

A sessão no Senado contou com a presença de Marcos Azambuja (ex-embaixador do Brasil na França e coordenador da a Rio-92), de Carlos Moreira Garcia (ex-embaixador do Brasil na Espanha).

(Com informações da FAPESP e do Senado)
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População de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu aumentou pelo menos 39% em dois anos

A população de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu – que é compartilhado entre Brasil e Argentina - vem aumentando nas últimas décadas. Isso foi que apontou um levantamento realizado pelo Projeto Carnívoros do Iguaçu, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Censo de 2016 apontou uma estimativa entre 71 e 107 onças no conjunto de florestas. O aumento é de no mínimo 39% em relação a 2014, quando o intervalo aproximado era entre 51 e 84 animais. A notícia ganha ainda mais importância, visto que em 2013 especialistas chegaram a cogitar a possibilidade de extinção da espécie no local dentro de um prazo de 80 anos.

Marina Xavier da Silva, bióloga e coordenadora do projeto, cita alguns dos motivos que ajudaram neste processo de recuperação. Apesar de comemorar, ela alerta que os resultados ainda não são suficientes para o problema deixar de ser uma preocupação:

“O que a gente sabe é que é uma somatória de fatores: o aumento da fiscalização, o combate à caça, o trabalho de educação ambiental, o trabalho com as pessoas/vizinhos do entorno, a própria mudança de paradigma das pessoas, melhoria de gestão… tudo isso são fatores que somados ajudaram a população de onças a se recuperar. Desde que começamos a monitorar a população depois da década de 90, mais ou menos em 2005, os números vem apresentando uma tendência de crescimento. Com certeza já podemos comemorar essa tendência de crescimento, que é real e verdadeira. Realmente existiu esse cálculo/estimativa de sobrevivência da população, que era muito preocupante, mas foi algo que não aconteceu. Parece que conseguimos reverter isso a tempo. A população ainda é pequena. Ainda não é o que a gente gostaria que tivesse para essa região, mas já mostra pelo menos que estamos no caminho certo.”

Cerca de 70 armadilhas fotográficas estão espalhadas pelo Parque Nacional do Iguaçu.

O Projeto Carnívoros do Iguaçu foi criado em 1990 por iniciativa do pesquisador e analista aposentado do ICMBio, Peter Crawshaw Jr. As atividades contam com o apoio do Centro Nacional de Conservação e Mamíferos Carnívoros (Cenap), e em 2010 um acordo de cooperação internacional com a Argentina incrementou ainda mais a iniciativa.

“O Projeto Carnívoros do Iguaçu é do Parque Nacional do Iguaçu (do ICMBio), que surgiu basicamente para estudar e monitorar a população de onças, e entender quais eram as ameaças novas, porque já tivemos esse projeto na década de 90. (O projeto) monitora a população de onças, no sentido de acompanhar se está caindo, crescendo ou estável, qual é a relação que as onças têm com outras espécies (já que é um predador topo de cadeia alimentar), se falta determinada presa o que acarreta na cadeia eutrófica do Parque, e a relação com a visitação pública. Nós temos uma interface muito positiva com o Projecto Yaguareté, na Argentina, que tem pesquisadores que trabalham mais ou menos na mesma linha que a gente. (O objetivo é) salvar a população nesse conjunto maior, porque que se tiver só o Parque do Brasil não adianta nada. Então temos que pensar na conservação dessa região maior e não somente em um dos países. Também é parte da atuação do projeto, trabalhar com a situação do conflito que existe quando a onça sai do Parque e ataca criações domésticas (gado, ovelha… isso é bastante comum na região) e é um problema de difícil solução, mas existem soluções técnicas para isso. Então sempre que têm esses casos, nós atendemos. Temos também um trabalho de educação ambiental com as crianças que visitam o Parque e as escolas. Tudo isso faz parte do projeto”.

Ao todo, 1,6 milhão de pessoas visitaram o Parque Nacional do Iguaçu em 2016. Recentemente, o local inaugurou uma nova estrutura de atendimento aos visitantes, que inclui sistema de transporte por ônibus híbridos (elétrico e biodiesel) e acesso a pessoas com deficiência para o passeio de barco nas corredeiras.


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