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Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu URL do site:

Universalização do saneamento poderia trazer benefícios a diversos setores, aponta estudo

Em 2013, o Plano Nacional de Saneamento Básico estipulou mais 20 anos para a universalização dos serviços de saneamento no Brasil. Entretanto, o ritmo lento dos avanços demonstra que a meta dificilmente será cumprida. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 34 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à água tratada e 100 milhões não contam com o serviço de coleta de esgotos.

A universalização poderia trazer importantes benefícios econômicos e sociais. Foi o que apontou um estudo divulgado recentemente pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Por se tratar de um investimento transversal, os ganhos seriam notados em diversos setores da sociedade, como saúde, educação, turismo, emprego e até valorização imobiliária, conforme explica Édison Carlos, presidente executivo do Trata Brasil:

“Historicamente, a falta de saneamento básico sempre foi muito associada aos problemas de saúde no mundo todo. O que procuramos mostrar é que o saneamento básico, quando é feito numa cidade, ele melhora muitas outras áreas além da saúde. Ele melhora o meio ambiente, melhora a qualidade dos cursos d'água, melhora o valor dos imóveis (comparando dois imóveis no mesmo bairro, um numa área com saneamento e outro sem, há uma diferença no valor dessas casas, então o patrimônio das famílias tem um valor agregado quando se tem saneamento), a educação (as crianças faltam menos na escola), a produtividade do trabalho. Enfim, a ideia foi poder mostrar em números, principalmente para as autoridades, que fazer saneamento é um grande investimento e não custo como muitas autoridades costumam pensar.”

Avanços continuam sendo lentos no Brasil.  Reprodução/Instituto Trata Brasil

Considerando o custo médio nacional para se levar água e esgotos às moradias, o estudo estimou que serão necessários R$ 317 bilhões em 20 anos para que todos os brasileiros tenham acesso aos serviços de água e esgoto, ou seja, precisaríamos de um investimento anual mínimo de R$ 16 bilhões.

Em duas décadas, já descontando os custos da universalização, os ganhos econômicos e sociais trazidos pela expansão dos serviços em suas diversas áreas alcançariam R$ 537,4 bilhões. Isso significa que a universalização do saneamento traria ganhos expressivos para a sociedade brasileira, muito superiores aos custos da universalização.

Universalização do saneamento beneficiaria diversos setores produtivos. Reprodução/Instituto Trata Brasil

Segundo Édison Carlos, o prazo necessário para que o Brasil cumpra a universalização deve beirar os 40 anos, o dobro do previsto no Plano Nacional de Saneamento Básico de 2013. Apesar da situação precária, ele aponta pequenos avanços em relação à popularização do tema no País:

“Acompanhando pelo Trata Brasil os últimos dez anos, a gente vê que essa universalização não acontecerá em 20 anos a se manter os avanços desses últimos dez anos. Estamos mais para 40 anos do que para 20. Esse estudo tem esse duplo objetivo: mostrar que o saneamento traz valor social e econômico, e também estimular as autoridades a perseguirem esses 20 anos que era o planejamento inicial. Hoje o Brasil está muito mais avançado na discussão sobre saneamento básico no entendimento da população do que estava dez anos atrás. Quando o Trata Brasil foi criado, em 2007, uma das primeiras pesquisas que fizemos apontou que cerca de 30% das pessoas não sabiam o que significava saneamento básico. As cidades foram crescendo (muitas delas sem redes de coleta e tratamento de esgoto), e as pessoas acreditando que era assim mesmo e que não tinha o que fazer. A gente está há dez anos tentando informar as pessoas que não é assim, que elas têm direito a esses serviços, que são fundamentais para a qualidade de vida das pessoas, e as autoridades logicamente também vão se conscientizando com o passar dos anos.”

Entre os dados levantados, na área de valorização imobiliária, por exemplo, considerando dois imóveis em bairros similares e que se diferenciam apenas pelo acesso ao saneamento, o estudo apontou que aquele que estava ligado às redes de distribuição de água e de coleta de esgoto poderia ter seu valor elevado em quase 14%.

O levantamento também destacou que trabalhadores que moravam em áreas sem acesso à água tratada tinham, em média, salários 12% inferiores aos com acesso à água. O estudo completo está disponível no site http://www.tratabrasil.org.br.
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Tecnologia: conheça cinco aplicativos que incentivam a sustentabilidade!

Para sermos ainda mais conscientes de nosso papel na preservação de nosso ambiente, você sabia que a tecnologia pode ser uma importante aliada? Aproveitando o Feriado de Tiradentes, separamos cinco aplicativos que podem nos ajudar - e muito - nessa nobre missão. Confira!

PLANTIT



O PLANTIT dá dicas práticas de como, quando e onde plantar e colher. Atualmente, são 28 variedades de cultivo, como agrião, alface, couve, tomate, morango, hortelã, etc... Uma nova funcionalidade (Cultivos da Época) permite saber o que plantar ou semear em cada mês do ano. O app é gratuito e está disponível para os sistemas Android e iOS.



PLANT.AI



O Plant.aí é uma rede sustentável de empresas em que oferecem campanhas aos seus clientes, de forma que eles acumulem pontos (carbons) e esses carbons serão revertidos no plantio de árvores patrocinadas pelas empresas da rede. Os usuários poderão também, com seus carbons acumulados, trocar por prêmios (produtos, serviços ou descontos).



SAI DESSE BANHO



Parece simples. Mas reduzindo o tempo de banho, você pode ajudar a economizar milhões de litros de água. Este aplicativo foi feito para aqueles que costumam perder a noção do tempo quando está debaixo do chuveiro. Funciona como um despertador, com o usuário determinando o tempo desejado (4, 8 ou 12 minutos) para receber o alerta. O app ainda informa quantos litros de água estão sendo economizados a cada banho.

Por enquanto, o Sai Desse Banho está disponível apenas para iOS, mas para a turma do sistema Android há um aplicativo semelhante: o Nossa Água, idealizado pela FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos e pelo Instituto Akatu.





CASA VIRTUAL



Desenvolvido pela Furnas Centrais Elétricas S.A, o Casa Virtual é uma ótima opção para economizar energia em casa. No app, você monta uma residência com os aparelhos elétricos que possui e consegue simular o consumo de cada um deles. A partir disso, você descobre o que está gastando demais e ainda recebe dicas para a redução do consumo.



MANUAL DE ETIQUETA SUSTENTÁVEL



Dicas práticas para mudar alguns hábitos de forma simples e reduzir os impactos ambientais que cometemos no dia a dia estão no “Manual de Etiqueta Sustentável”. O aplicativo desenvolvido pela Abril reúne 50 práticas, divididas pelos seguintes temas: uso da água, energia elétrica, cidadania, reciclagem e consumo, classificadas pelo nível de esforço e pela dimensão do impacto no cotidiano. Você pode destacar as práticas que já adotou e medir o bem que está fazendo ao planeta, compartilhando tudo com seus amigos nas suas redes sociais. 

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Cultivo alternativo vem ajudando a preservar a Mata Atlântica

O Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de palmito no mundo. No entanto, sua produção sempre foi baseada na exploração de espécies nativas, como a palmeira juçara, da Mata Atlântica, e o açaí, da Floresta Amazônica. Com essa extração corria-se risco da extinção principalmente da juçara, espécie que morre logo após a colheita do palmito.

Para diminuir o problema, a palmeira pupunha se popularizou como uma alternativa sustentável econômica e ambientalmente. A espécie começa a produzir já com 18 meses e prossegue suas colheitas anuais por pelo menos mais dez anos. Outro diferencial é que este tipo de palmito não escurece rapidamente após o corte, uma vantagem em relação às demais palmeiras que possibilita a venda in natura com maior valor agregado.

Palmito da pupunha demora mais a escurecer: valor agregado ao produtor na venda in natura. Foto: Luciana Jaques

Somente no Paraná, o segmento cresceu quase 4.000% nas últimas duas décadas e aumentou o valor bruto da produção de R$ 480 mil para R$ 19,5 milhões no litoral. Segundo Álvaro Figueredo dos Santos, pesquisador da Embrapa Florestas, a pupunha tem algumas características diferenciadas e ainda gera um bom retorno econômico aos pequenos produtores.

“A pupunha forma uma touceira, isso quer dizer que ela tem várias brotações e, a partir desse momento em que é cortada a planta-mãe para obtenção do palmito, uma outra brotação vai produzir um novo palmito. Com isso é possível se realizar cortes durante o ano e durante vários anos. Outra característica diferenciada da pupunha é o de ser uma atividade que pode ser produzida dentro da agricultura familiar. Um produtor, com um hectare, a partir do momento que comercializa seu palmito in natura, pode ter uma boa renda agregada à sua atividade agrícola.”

O próximo desafio dos pesquisadores da Embrapa é viabilizar formas para que a produção de mudas seja mais barata. Hoje, o custo da semente é alto, pois elas vêm da Amazônia brasileira e peruana.


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