Portuguese English Spanish
Entrar

Entrar

Faça seu login
ou use sua conta
Lembrar-me

Create an account

Campos marcados com * são obrigatórios
Nome (*)
Nome de usuário (*)
Senha (*)
Confirmação de senha (*)
Email (*)
Confirmação de email (*)
BUSCA
Podcast Unesp

Podcast Unesp

Especialista alerta sobre índices baixos em reservatórios de São Paulo

O PodAcqua Unesp publica depoimentos de especialistas sobre diferentes aspectos ambientais, sociais e políticos, relacionados a água. Rodrigo Lilla Manzione, especialista em recursos hídricos e águas subterrâneas da Unesp em Tupã, alerta sobre as condições nos níveis dos reservatórios que abastecem São Paulo.

“Em 21 de junho passado, iniciou o inverno e com ele as chuvas aqui na cidade de São Paulo se vão. Isso quer dizer que os nossos níveis de precipitação diminuem bastante, chegando alguns a ficar o mês de Julho praticamente seco, e com isso a gente não deixa de consumir água. Observando níveis dos reservatórios que abastecem a capital, desde Março a gente vem observando queda sistemática no nível. No caso do Cantareira, a última inundação foi em 12 de Abril e desde então ele vem em queda livre, em Abril estava com apenas 53,7% da sua capacidade, e agora em Junho o Cantareira está com 44,2% da sua capacidade, o que chama atenção por que são 5,6 milhões de pessoas que dependem dessa água. Não só a água do Cantareira, mas temos o índice da água da Guarapiranga diminuindo também, em 76,2%, mas é um reservatório importante, são 5,8 milhões de pessoas na Zona Sul e Sudeste na cidade de São Paulo, e outro reservatório importante é o Alto Tietê, são 4,6 milhões de pessoas que são abastecidas por ela. Esse sistema também vem apresentando queda nos níveis desde 12 de Abril. Em Junho, o Alto Tietê encontrasse com 27% da sua capacidade. Então, fica o alerta para a população maneirar no consumo de água nessa época, por que é uma época realmente crítica, não haverá reposição via precipitação e isso demanda um cuidado maior por parte das autoridades para divulgar isso e também da população que está consciente que a água pode ficar escassa, e ninguém quer também voltar aquelas cenas de rodízio que a gente viu no final do ano passado. Pular o banho, as crianças gostam de fugir no inverno, isso não tem problema nem mesmo pra saúde, o que não pode é dormir imundo. Um banhinho aqui e outro ali pulado não tem problema, não lavar o cabelo todo dia, são algumas práticas que não são completamente condenáveis, depende apenas do estado de higiene da pessoa naquele dia em específico”.

Manzione destaca os riscos após o inverno.

“O problema virá principalmente na primavera e no verão, que esses níveis precisam se recuperar a partir do momento que nós voltarmos a ter o regime regular de chuva. O clima anda um pouco maluco, então a gente não consegue prever uma estabilidade muito grande quando vai chover, quanto vai chover, mas a gente tem uma ideia que com a primavera as chuvas retornam, e elas são responsáveis por recarregar esses sistemas e represas que abastecem as cidades. E justamente nesse época o consumo também tende a aumentar junto com o calor, as pessoas vão utilizar mais água, acabam associando as chuvas que chegam com a predisposição a usar mais a água, então tudo isso pode levar a problemas no início de 2019, problemas mais sérios que vão se acumulando. Então, fica aqui um alerta para a população ser consciente nesse momento e procurar da melhor forma possível utilizar os recursos sem desperdiça-los”.
Leia mais ...

Podcast Unesp: Após 74 dias sem chuva no Noroeste Paulista, seca fragiliza produção de alimentos e energia

O Podcast Unesp em parceria com a área de Hidráulica e Irrigação do campus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiários sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia. Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, faz um balanço da seca no noroeste Paulista.

“A região noroeste Paulista tem um histórico de apresentar um período de seca frequente, em média são 85 dias sem chuvas por ano e ai, por si, já existem investimentos em sistemas de irrigação para ter a sustentabilidade do negócio para produzir alimentos, mesmo chovendo em média 1.264 mm por ano. Mas o problema, muitas vezes, não está no volume total de chuvas, mas sim na dispersão ao longo do ano. O ano mais crítico foi em 2010, com média de 157 dias sem chuvas e Ilha Solteira ficando 177 dias sem chuvas, quando que em 2015 foram apenas 54 dias sem chuvas, já em 2017 um paradoxo, cerca de 93 dias sem chuvas, chegando a 132 dias em Populina, e não muito longe dali em Paranapuã foi onde mais choveu, com um volume de 1.944 mm concentrados em Janeiro e Dezembro, e a média da região ficou em 1.548 mm, 22 mm acima do esperado. Nesse ano parece que está mais crítico, mesmo com apenas 74 dias em média sem chuva. Ano passado o período seco começou no dia 21 de junho e esse ano o período seco começou em 1 de Abril, com redução do volume esperado. Temos 27% a menos de chuva, seca antecipada, com menos chuva, o resultado é o esperado: a agropecuária sofre e quem investiu em sistemas de irrigação, sem esses, garantem a sustentabilidade dos negócios de produzir alimento o ano todo. Predominante na região, as pastagens são encontradas em situação crítica tanto para quem não exagerou na lotação de animais, que tem plantas altas, e pior para aqueles que entraram no período seco com o pasto totalmente exaurido e terão dificuldades para recompor seus pastos, mesmo quando a chuva chegar. Na cana, o efeito desta antecipação da seca é duto, para este ano queda de produtividade , e com a diminuição da janela de plantio, quando plantas de mais de seis anos de menor produtividade seriam substituídas por plantas novas e altamente produtivas, seguirão no campo em 2018 já comprometendo a safra do próximo ano. Esperamos pela chuva, ou pelos investimentos em sistemas de irrigação”.
Leia mais ...

Você sabe qual a importância das águas subterrâneas para o abastecimento no Brasil?

Didier Gastmans, geólogo e pesquisador do Centro de Estudos Ambientais da Unesp em Rio Claro, explica o que são as águas subterrâneas e sua relevância para o país.

“As águas subterrâneas são aquelas águas que estão armazenadas no subsolo em aquíferos, aquíferos são reservatórios constituídos por rochas que tenha essa capacidade de armazenar e conduzir a água. Uma coisa importante quando a gente fala sobre de águas subterrâneas, que a gente não pode esquecer nunca, da conexão dessas águas subterrâneas com as águas superficiais, por que a vazão dos rios, ela é alimentada praticamente 60%, 70% por essa descarga de água subterrânea, então quando a gente fala de água subterrânea a gente também está pensando um pouco em termos de água superficiais também. No Estado de São Paulo, do ponto de vista de importância para a população, o Guarani apesar da relevância de nome, o mais importante é o Aquífero Bauru, que está localizado no Oeste do Estado. É um aquífero mais raso, mas ele abastece praticamente 80% da população Oeste do Estado de São Paulo. Pelo fato dele ser mais raso, ele tem como grande vantagem o custo de extração de águas ser mais barato, mas por outro lado ele está muito mais suscetível a questão de contaminação, seja por influentes domésticos, esgoto nas áreas urbanas, seja pelo excesso do uso de fertilizantes e quantidade de nitrogênio e fósforo nas áreas rurais. A gente não pode esquecer nunca do Aquífero Guarani, ele é transcontinental, andou bastante na mídia, agora anda um pouco esquecido, e em algumas regiões, como o Itararé nessa porção central do Estado de São Paulo, engloba a cidade de Rio Claro também, tem uma importância localizada para abastecimento de demandas menores, para uma indústria, para um comércio, uma fazenda, a capacidade de produção dos postos é capaz de atender essa demanda que a rede de abastecimento muitas vezes não consegue cumprir”.

Leia mais ...
Assinar este feed RSS
 
Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu   Mantenedores   Desenvolvido por:
Av. Presidente Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038
   
  • Todos os Direitos Reservados